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Presidenciáveis distorcem e inventam fatos em ataques a adversários

Lula erra dado histórico, Flávio atribui ao petista frase de Dilma e outros nomes da disputa usam informações falsas, exageradas ou acusações sem decisão judicial


Por Clara Mendes para O estopim | Cobertura especial das Eleições 2026

8 de agosto de 2026



Ilustração Raul Silva 
Imagem: Reprodução/Redes Sociais

Declarações recentes de nomes da disputa pela Presidência misturaram erros factuais, exageros e acusações apresentadas sem o contexto necessário. As distorções atingem diferentes campos políticos.


Lula errou ao comparar Flávio Bolsonaro a Joaquim Silvério dos Reis e afirmar que o delator de Tiradentes foi enforcado. Joaquim Silvério não foi executado. Quem morreu na forca, em 1792, foi Tiradentes.


Flávio Bolsonaro, por sua vez, atribuiu a Lula uma declaração que ele não fez. O senador afirmou que o presidente havia dito que faria “o diabo” para conseguir a reeleição. A frase semelhante foi pronunciada por Dilma Rousseff em 2013, quando afirmou que era possível “fazer o diabo” em período eleitoral.


Ronaldo Caiado também apresentou informações incorretas ao atacar os governos petistas. Em abril, exagerou ao dizer que a economia não cresceu durante as administrações do PT e fez afirmações falsas sobre fome e o desempenho de Goiás no Ideb. Romeu Zema afirmou que o governo Lula não havia proporcionado ganhos reais à população, apesar de dados mostrarem aumento real do salário mínimo e da renda média.


Renan Santos chamou Flávio de “ladrão” e “criminoso” ao citar o antigo caso das rachadinhas e outras suspeitas. O caso da rachadinha foi encerrado sem condenação do senador após decisões que anularam provas e levaram ao arquivamento das investigações. Renan também já fez afirmações classificadas como falsas ou exageradas sobre os julgamentos do 8 de janeiro, escolas e pesquisas eleitorais.


As checagens mostram que informação incorreta na disputa presidencial não está restrita a uma candidatura ou campo político. Declarações de campanha precisam ser confrontadas com documentos, dados oficiais e o contexto original das falas.


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Clara Mendes é repórter de hard news e plantonista de O estopim, com atuação na cobertura de política, eleições e checagem de informações.

Presidenciáveis distorcem e inventam fatos

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