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Mulher

Por Michael Andrade, da redação de O Estopim | Fonte: A Folha das Cidades | quinta-feira (30)


Medidas criam transferência automática da pensão em casos previstos e ampliam a divulgação do canal de atendimento às mulheres em situação de violência.


Imagem: Reprodução
Imagem: Reprodução

Duas novas leis voltadas à proteção dos direitos das mulheres passam a integrar a legislação brasileira. As normas instituem o pagamento automático da pensão alimentícia por transferência bancária, em situações previstas na legislação, e ampliam a divulgação do Ligue 180, serviço nacional de orientação e denúncias de violência contra a mulher.


A primeira medida, conhecida como “Pix Pensão”, determina que, quando não for possível realizar o desconto da pensão alimentícia diretamente na folha de pagamento do devedor, a instituição financeira poderá efetuar automaticamente a transferência do valor da conta do responsável para a conta do beneficiário. O objetivo é garantir maior regularidade no cumprimento da obrigação alimentar.


Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

Relatora da proposta na Câmara dos Deputados, a deputada Tabata Amaral afirmou que a medida busca oferecer mais segurança às famílias e reduzir a inadimplência no pagamento da pensão alimentícia, especialmente nos casos em que o responsável não possui vínculo formal de emprego.


A segunda lei estabelece que o Ligue 180 deverá ser amplamente divulgado pelo poder público em veículos de comunicação e em locais de grande circulação, como escolas, hospitais, repartições públicas, espaços de lazer e sistemas de transporte coletivo.


A proposta pretende ampliar o conhecimento da população sobre o serviço, facilitando o acesso de mulheres em situação de violência aos canais de orientação, acolhimento e denúncia.


Segundo a relatora da matéria, deputada Camila Jara, fortalecer a divulgação do Ligue 180 é uma estratégia para ampliar a prevenção da violência de gênero e facilitar o acesso das vítimas à rede de proteção.


As duas leis passam a integrar as políticas públicas voltadas à proteção das mulheres e ao fortalecimento dos mecanismos de garantia de direitos.


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Por: Michael Andrade da redação do Portal O estopim | Fonte: G1 Arcoverde, 2 de julho de 2026


Cantora lança 'Confessions II' nesta sexta (3). Disco retoma tema de um dos álbuns mais aclamados da carreira de Madonna.


Madonna na capa de 'Confessions II' — Foto: Divulgação
Madonna na capa de 'Confessions II' — Foto: Divulgação

Madonna lança nesta sexta (3) o aguardado "Confessions II", disco que "continua" o tema do álbum "Confessions on a Dance Floor" (2005). Com produção também assinada pelo britânico Stuart Price, a cantora promete um álbum "sobre consciência e liberdade", que explora a música eletrônica de ontem, hoje e de amanhã.


Mas de todo o seu repertório, por que Madonna quis revisitar justamente o "Confessions", 21 anos depois? Para entender essa escolha, é preciso relembrar a história do disco de 2005 e como o álbum influenciou não só a carreira dela, como a própria música pop.


A volta da pista de dança


Em 2005, Madonna vinha de uma fase menos popular de sua carreira, com o divisivo e político "American Life". Em um momento tenso para os EUA, pós-11 de setembro, ela queria um disco com clima oposto: "queria ser feliz, boba e dinâmica. Queria levantar a mim e aos outros com este álbum", revelou.


Capa de Confessions on a Dance Floor (2005), álbum de Madonna — Foto: Reprodução
Capa de Confessions on a Dance Floor (2005), álbum de Madonna — Foto: Reprodução

Produzido por Stuart Price, "Confessions" aborda a pista de dança como um lugar sagrado, de confissões e de liberdade. É um álbum principalmente de disco music com pegada anos 70, mas tem elementos de outros gêneros como o house.


Além disso, o álbum foi concebido "non-stop" (sem pausas), como um set de DJ. Ao dar play na primeira música, ela gradualmente se transforma na segunda e por aí vai.


Foto promocional de Madonna para o disco 'Confessions on a Dance Floor' — Foto: Divulgação
Foto promocional de Madonna para o disco 'Confessions on a Dance Floor' — Foto: Divulgação

Para Madonna — que antes de ser cantora, foi dançarina —, a dança tem um lugar de absoluta importância. Foi graças às pistas que ela conseguiu seu primeiro sucesso ("Everybody"); foi nas discotecas que ela conviveu com nomes de Keith Haring a Basquiat; e onde conheceu seus melhores amigos Martin Burgoyne e Debi Mazar.


Por isso, no álbum de 2005, ela faz uma homenagem à história da música pop e disco (e à própria história), com citações de Abba ("Hung Up"), Donna Summer ("Future Lovers") e mais. Já nas letras, reflete sobre a passagem do tempo, espiritualidade e resiliência.


Madonna nos bastidores do clipe 'Hung Up', de 2005 — Foto: Divulgação
Madonna nos bastidores do clipe 'Hung Up', de 2005 — Foto: Divulgação

O que 'Confessions' significa para Madonna


Com o tempo, "Confessions on a Dance Floor" (2005) passou a simbolizar tudo que associamos a Madonna: é um atestado de liberdade, expressão e longevidade.


O disco marcou um novo auge de Madonna aos 47 anos, com mais de 20 anos de carreira. Com "Confessions", ela provou que seguia relevante e ainda desafiava expectativas — afinal, apostar em música disco em 2005 não era uma escolha óbvia. A fase ainda rendeu "Hung Up", até hoje um dos maiores sucessos de uma cantora repleta de hits.


Foi também um dos álbuns mais influentes de sua carreira e da música pop no século XXI. Discos como "Future Nostalgia", de Dua Lipa, e "Renaissance", de Beyoncé, foram nitidamente influenciados pelo que Madonna fez neste trabalho.


Por tudo isso, faz sentido que Madonna escolha esse álbum para revisitar. Hoje, a cantora vê a pista de dança como um lugar ainda mais sagrado e importante, em meio à tecnologia, à tensão política, etc. Esse é o tema que ela pretende trazer em "Confessions II", com um olhar para o presente e o futuro.


"'Dançar não é um ato sem sentido, mas permite criar um senso de comunidade e conexão. Hoje, com os smartphones, não nos conectamos mais de verdade, mesmo que na gente se iluda pensando que sim. Em vez disso, cada pista de dança é um espaço ritualístico onde você liberta seu corpo e mente, a ansiedade desaparece e você tem a chance de talvez alcançar um estado de consciência mais profundo", disse à Vogue Itália.

Além disso, ela vem da turnê "Celebration", em que celebrava sua própria carreira. Agora, ela se prepara para continuar homenageando seu legado — desta vez, olhando para frente.


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A presidenta licenciada do Sintepe e pré-candidata a deputada estadual Ivete Caetano esteve na Feira Agroecológica da Malhada II, neste domingo (21), onde conversou com agricultores, famílias e mulheres da comunidade. Durante a passagem pelo espaço, Ivete também recebeu as demandas da APROMAR, apresentadas por Everaldo Bezerra, presidente da associação que representa os produtores rurais da localidade.


Por Raul Silva para O estopim | 22 de junho de 2026



Mulher ruiva de óculos fala ao microfone em evento ao ar livre, usando camiseta azul da 14ª Caminhada do Forró.
Ivete Caetano esteve na Feira Agroecológica da Malhada II, neste domingo (21), onde conversou com agricultores, famílias e mulheres da comunidade | Foto: Raul Silva/Agência O estopim+

A visita de Ivete Caetano à Malhada II ocorreu em meio a uma agenda de circulação política no Sertão, mas ganhou contorno social e comunitário ao colocar a pré-candidata em contato direto com a realidade de quem produz e sustenta parte da economia local. A sua passagem pela feira mostra escuta, aproximação com os feirantes e valorização dos alimentos e preparos típicos que ajudam a marcar a identidade da comunidade.


A Feira Agroecológica da Malhada II se consolidou como ponto de encontro entre produção, renda e convivência comunitária. Ali, agricultores familiares comercializam frutas, verduras, doces, comidas típicas e outros produtos feitos no próprio território. Mais do que um espaço de venda, a feira se transformou em vitrine do trabalho coletivo da comunidade rural.


Durante a visita, Ivete ouviu relatos sobre as dificuldades enfrentadas pelos moradores e por quem depende diretamente da agricultura familiar. A escuta incluiu mulheres da comunidade, famílias envolvidas na produção e representantes da organização local. Em vez de uma passagem apenas protocolar, a agenda teve o formato de contato direto com o cotidiano dos feirantes.


As demandas foram apresentadas por Everaldo Bezerra, presidente da APROMAR, nome fantasia da Associação dos Produtores Rurais da Malhada II e Região Arcoverde-PE. A entidade é a principal referência de organização dos agricultores locais e atua na articulação das pautas ligadas à produção, à feira e ao fortalecimento da comunidade.


Ao receber a pauta da associação, Ivete teve acesso a reivindicações que passam pela valorização da agricultura familiar, pelo fortalecimento da feira e por maior atenção às necessidades estruturais da população rural. A agenda também reforça o peso político que a Malhada II vem ganhando ao transformar organização comunitária em presença pública.


A força da feira está justamente na junção entre renda e pertencimento. Os produtos vendidos no local não representam apenas circulação econômica. Eles expressam saberes transmitidos entre gerações, modos de preparo preservados no tempo e a capacidade da comunidade de produzir com base no trabalho familiar.


Ao provar as comidas típicas e circular entre as bancas, Ivete entrou em contato com esse aspecto mais amplo do território. Na Malhada II, a agricultura familiar não se resume à lavoura ou ao comércio. Ela também sustenta vínculos sociais, práticas culturais e formas de permanência no campo.


A presença de uma pré-candidata a deputada estadual num espaço como a Feira Agroecológica da Malhada II amplia a visibilidade das demandas locais e insere a comunidade no mapa das articulações políticas do interior. Para os moradores, o efeito mais importante dessa passagem será medido pela capacidade de transformar escuta em encaminhamento.


A Malhada II já mostrou que sabe organizar sua produção, mobilizar seus feirantes e manter viva uma experiência comunitária baseada na agricultura familiar. O que a comunidade cobra, agora, é que essa capacidade encontre eco fora do território, com atenção concreta às pautas apresentadas por sua associação.


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Raul Silva é jornalista e produtor de conteúdo de O estopim. Atua na cobertura de política, cotidiano e temas de interesse público com foco em contexto, apuração e impacto social.


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