Pesquisa IPEC expõe crise de confiança na Câmara de Vereadores de Arcoverde e isola Luciano Pacheco como vereador mais atuante
- Mateus Ayres

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IPEC mostra só 14% de confiança nos vereadores; Luciano lidera lembrança e atuação, enquanto Câmara falha em representação, fiscalização e sintonia.
Por Mateus Ayres para O estopim |
8 de agosto de 2026
Análise política

A pesquisa institucional do IPEC sobre Arcoverde entrega à Câmara de Vereadores um diagnóstico bem mais duro do que o registrado para a Prefeitura. A avaliação positiva do Legislativo chega a apenas 26%, enquanto 35% consideram seu trabalho regular e 32% o classificam como ruim ou péssimo. Outros 7% não souberam ou não responderam.
Mas a avaliação geral nem sequer é o dado mais preocupante.
Quando o levantamento entra em confiança, representação dos interesses da população, fiscalização da Prefeitura e contribuição para o desenvolvimento da cidade, aparece uma instituição com baixo crédito político perante o eleitorado.
Nesse cenário, um vereador se descola claramente dos demais: Luciano Pacheco.
O presidente da Câmara é lembrado espontaneamente por 32% dos entrevistados e apontado por 31% como o vereador mais atuante. Na pergunta sobre atuação, o segundo colocado, Célia, aparece com apenas 5%. Todos os outros vereadores citados, somados, chegam a 21%, abaixo dos 31% de Luciano sozinho.
Isso não significa que 31% aprovem Luciano, pretendam votar nele ou concordem com suas posições. A pesquisa não perguntou isso.
Significa algo politicamente muito importante:
entre os atuais integrantes da Câmara, Luciano Pacheco conseguiu construir uma percepção de presença pública que os demais vereadores, individualmente, estão muito longe de alcançar.
A outra metade dessa história é ainda mais incômoda para a Casa.
A Câmara tem mais avaliação negativa do que positiva
O IPEC perguntou como os eleitores avaliam o trabalho da Câmara, lembrando aos entrevistados que compete ao Legislativo produzir leis e fiscalizar a Prefeitura.
Apenas 5% responderam excelente e 21% bom. A avaliação positiva consolidada é de 26%.
Outros 35% classificaram o trabalho como regular. Ruim aparece com 12% e péssimo com 20%, levando a avaliação negativa a 32%. Sete por cento não souberam ou não responderam.
Numericamente, a avaliação negativa supera a positiva em seis pontos percentuais. Mas o dado politicamente mais robusto está no conjunto: 67% dos entrevistados colocam o trabalho da Câmara entre regular, ruim ou péssimo, contra 26% que o avaliam como excelente ou bom.
A mensagem é difícil de ignorar. A maioria não enxerga no Legislativo municipal um desempenho claramente positivo.
O indicador mais grave talvez seja a confiança. Quando o IPEC perguntou diretamente se o eleitor confia na atuação dos vereadores de Arcoverde, apenas 3% responderam "confio muito" e 11% "confio". São 14% de confiança mais firme.
No sentido oposto, 37% disseram confiar pouco e 46% afirmaram não confiar. Somadas, essas duas categorias representam 83% da amostra. Outros 3% não souberam ou não responderam.
É difícil interpretar esse resultado como simples problema de comunicação. Quando mais de oito em cada dez entrevistados ficam entre pouca confiança e nenhuma confiança, a questão passa a atingir a própria legitimidade política da representação.
A Câmara existe para representar interesses diversos, controlar o Executivo, legislar e abrir espaço institucional para o conflito democrático. Se o cidadão não confia em quem ocupa as cadeiras, a instituição continua funcionando juridicamente, mas perde capacidade de representar politicamente.
Outro resultado reforça o problema. Apenas 8% dizem que os vereadores representam os interesses da população "sempre". Outros 9% respondem "na maioria das vezes". São apenas 17% que percebem representação de maneira frequente.
Para 28%, isso ocorre apenas às vezes. Outros 23% dizem raramente e 28% nunca. Quatro por cento não souberam ou não responderam. O dado permite uma leitura particularmente dura: 51% dizem que os interesses da população são representados raramente ou nunca.
Se acrescentados os 28% que respondem "às vezes", chega-se a 79% que não percebem representação de maneira contínua. A pesquisa não diz quais interesses esses entrevistados esperavam ver defendidos. Também não permite concluir que todo vereador esteja desconectado de sua própria base eleitoral. Mas mostra uma sensação coletiva de distância entre a Câmara e a cidade.
Luciano Pacheco virou exceção dentro de uma Câmara apagada
É nesse ambiente de baixa confiança que o desempenho espontâneo de Luciano Pacheco ganha dimensão.
Quando o entrevistado precisa citar, sem receber uma lista de nomes, um vereador ou vereadora que conhece ou de quem se lembra, Luciano aparece com 32%. Célia registra 13%, João Taxista 8%, Luiza Margarida 6%, Wellington Siqueira 5%, Heriberto do Sacolão, João Marcos e Paulinho Galindo aparecem com 4% cada, Rodrigo Roa com 2% e Sargento Brito abaixo de 0,5%. Dez por cento respondem "nenhum" e 12% não sabem ou não respondem.
A diferença fica ainda maior quando a pergunta muda de simples lembrança para quem é o vereador mais atuante de Arcoverde. Luciano Pacheco aparece com 31%. Célia vem muito atrás, com 5%. Luiza Margarida tem 4%, Wellington Siqueira 3%, Heriberto do Sacolão, João Marcos, João Taxista e Rodrigo Roa aparecem com 2% cada, Paulinho Galindo com 1% e Sargento Brito não registra percentual significativo.
Há um detalhe decisivo: os demais vereadores nominalmente citados somam 21%. Luciano, sozinho, tem 31%. A distância é grande demais para ser tratada apenas como uma diferença marginal.
Existe, porém, um número que impede que o resultado de Luciano seja confundido com uma percepção positiva sobre a Câmara como um todo. Na pergunta sobre o vereador mais atuante, 19% dizem "nenhum". Outros 29% não souberam ou não responderam. Somadas, as duas respostas chegam a 48%.
Ou seja, quase metade da amostra não consegue apontar espontaneamente uma atuação parlamentar que mereça destaque, seja porque considera que nenhum vereador se sobressai, seja porque não consegue ou não deseja citar alguém.
A Câmara vive, portanto, uma contradição. Luciano Pacheco alcançou uma visibilidade individual relevante, enquanto o Legislativo, coletivamente, enfrenta baixa confiança, baixo reconhecimento de sua capacidade fiscalizadora e dificuldade de demonstrar que representa a população.
Também seria equivocado transformar os 31% em um atestado irrestrito sobre Luciano Pacheco. O presidente da Câmara esteve no centro das maiores crises políticas do Legislativo em 2026.
Em fevereiro, os dez vereadores eram apresentados publicamente como integrantes da base do governo Zeca Cavalcanti. A ruptura política entre o prefeito e Luciano, anunciada em março, modificou completamente essa configuração.
Luciano depois se tornou alvo de um pedido de cassação relacionado a questionamentos sobre o exercício da advocacia enquanto presidia a Casa. Ele negou irregularidade.
A OAB-PE arquivou a denúncia administrativa relacionada ao caso, após o MPPE também não identificar ilícito penal naquela questão específica. Em 28 de maio, a própria Câmara arquivou o pedido de cassação após parecer pelo encerramento do processo.
Portanto, a pesquisa não deve ser usada para absolver ou condenar politicamente nenhum dos lados da crise. O que ela registra é percepção de atuação. E nesse quesito Luciano aparece muito à frente dos pares.
Parte dessa lembrança pode decorrer justamente de sua exposição como presidente e protagonista de conflitos que dominaram a agenda política local. Ainda assim, visibilidade também é um elemento da representação política. Um mandato que não é lembrado enfrenta dificuldade até para fazer seu trabalho ser reconhecido.
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A falta de senso institucional dos demais vereadores
Os acontecimentos recentes permitem falar de algo mais preciso: falta de senso institucional em determinadas decisões políticas que colocaram a disputa entre grupos acima do funcionamento regular da Câmara.
Após a ruptura entre Luciano e o grupo governista, sessões ordinárias passaram a ser prejudicadas por ausência de parlamentares.
Em 11 de maio, Célia Galindo, Luiza Margarida, Paulinho Galindo, Rodrigo Roa e Wellington Siqueira não compareceram, impedindo o quórum mínimo. Luciano, Sargento Brito, Heriberto do Sacolão, João Taxista e João Marcos estavam presentes.
Na semana seguinte, em 18 de maio, apenas Luciano Pacheco compareceu ao plenário, e a sessão novamente terminou sem deliberações. Os outros nove parlamentares divulgaram posição conjunta afirmando que não reconheciam a legitimidade de Luciano na presidência e relacionaram suas ausências às denúncias que apresentavam contra ele.
Os vereadores tinham direito de questionar Luciano, formular denúncias e buscar os instrumentos regimentais que considerassem cabíveis. O problema democrático surge quando o instrumento da disputa deixa de ser o voto, a fiscalização, o requerimento, a comissão ou o plenário e passa a ser a própria ausência do plenário.
O resultado concreto foi uma Câmara incapaz de deliberar. E é exatamente essa Câmara que, dois meses depois, aparece diante do eleitorado com somente 14% de confiança mais firme.
Não é possível demonstrar estatisticamente que uma coisa provocou a outra. É possível, no entanto, afirmar que os episódios ajudam a contextualizar um desgaste que a pesquisa tornou mensurável.
Fiscalizar a Prefeitura é o maior recado do eleitorado
Há um indicador particularmente importante para compreender o que a população espera dos vereadores. O IPEC perguntou se os atuais parlamentares fiscalizam adequadamente a Prefeitura. Apenas 15% responderam sim.
Para 32%, a fiscalização ocorre parcialmente. Para 46%, os vereadores não fiscalizam adequadamente a Prefeitura. Outros 7% não souberam ou não responderam. Ou seja, 78% colocam a fiscalização entre parcial e inexistente.
Esse resultado ganha relevância diante da composição política que marcou o início de 2026. Em fevereiro, os dez vereadores eram descritos como integrantes da bancada governista.
Ter relação política com o Executivo não é irregular. Governos municipais precisam construir maiorias legislativas para aprovar projetos e executar programas. O problema começa quando a maioria é percebida como incapaz de exercer controle sobre quem governa.
Um episódio recente ajuda a explicar por que a fiscalização aparece tão mal avaliada. Em julho, Luciano Pacheco apresentou requerimento solicitando informações sobre patrocinadores, valores repassados e gastos relacionados ao São João de Arcoverde. Segundo dois veículos locais que acompanharam a votação, o pedido foi rejeitado por 9 votos a 1.
O estopim não localizou, nas fontes consultadas para esta análise, uma justificativa pública detalhada dos nove vereadores explicando individualmente por que consideraram inadequado o requerimento. Por isso, não é correto afirmar que a votação tenha ocorrido necessariamente para esconder informações. Mas o efeito político é difícil de ignorar.
Quando apenas 15% dos entrevistados dizem que os vereadores fiscalizam adequadamente a Prefeitura e, semanas antes da pesquisa, nove parlamentares rejeitam um pedido de informações sobre receitas e despesas de um grande evento municipal, surge um problema de coerência institucional.
Fiscalizar não significa ser oposição. Fiscalizar significa exigir documentos, acompanhar contratos, verificar despesas, cobrar resultados e permitir que o cidadão saiba como o dinheiro e os bens públicos são administrados. A Câmara pode aprovar projetos do prefeito e, ao mesmo tempo, fiscalizá-lo. Uma função não elimina a outra.
A avaliação da contribuição dos vereadores para o desenvolvimento de Arcoverde é igualmente severa. Apenas 15% respondem que os atuais vereadores contribuem para o desenvolvimento da cidade. Outros 39% dizem que contribuem "em parte". Para 42%, os vereadores não estão contribuindo para o desenvolvimento de Arcoverde. Quatro por cento não souberam ou não responderam.
Novamente, há uma concentração das respostas fora do reconhecimento pleno. Somando "em parte" e "não", são 81%. O eleitorado parece cobrar uma Câmara cuja presença seja percebida para além de requerimentos de rotina, homenagens, disputas internas e alinhamentos de grupo.
A cidade nem sequer conhece bem a própria Câmara
Outro dado mostra o tamanho da distância institucional. O IPEC perguntou espontaneamente quantos vereadores existem atualmente em Arcoverde. A resposta correta é dez, informação que o próprio questionário utiliza depois ao perguntar sobre possível aumento de vagas.
Apenas 28% responderam dez. Mais da metade, 52%, não soube ou não respondeu. Outros 20% deram números diferentes. Não se pode responsabilizar exclusivamente os vereadores pelo desconhecimento do eleitor. Mas uma instituição cuja composição básica é desconhecida por grande parte da população precisa perguntar se está conseguindo ser presente, inteligível e acessível.
Há uma diferença entre aparecer em redes sociais e efetivamente integrar a vida política do cidadão.
O recado fica ainda mais explícito quando o IPEC aborda a ampliação das vagas. A pergunta informava aos entrevistados que Arcoverde poderia chegar a 17 vereadores e acrescentava que isso ocorreria sem aumento de despesas.
Mesmo com essa ressalva, 61% se disseram contra aumentar o número de vereadores. Apenas 33% foram favoráveis e 6% não souberam ou não responderam. Entre os 33% favoráveis, o levantamento perguntou quantas vagas seriam ideais. Nesse universo específico de 100 entrevistados, 33% escolheram 17 cadeiras e 29% preferiram 15.
Mas o resultado geral é inequívoco na fotografia da pesquisa: a maioria não quer ampliar a Câmara. Politicamente, esse é talvez o recado mais simples.
Antes de convencer a população de que Arcoverde precisa de mais vereadores, a Câmara precisa convencer a cidade da utilidade política dos vereadores que já possui.
Luciano ocupa um espaço que os demais deixaram vazio
A vantagem de Luciano Pacheco não pode ser explicada exclusivamente pelo conflito com Zeca Cavalcanti ou pela presidência da Casa. Esses fatores certamente aumentam sua exposição, mas não explicam sozinhos por que a percepção espontânea de atuação dos demais é tão baixa.
A diferença entre 31% e 5% para o segundo colocado é enorme. Mais importante ainda é constatar que nenhum outro vereador chega sequer a dois dígitos quando o eleitor é perguntado sobre quem mais atua. Isso sugere um problema coletivo de construção de mandato.
Vereador não é apenas alguém que comparece à sessão e vota. Representação exige presença territorial, prestação de contas, fiscalização, elaboração de propostas, capacidade de escuta e disposição para contrariar até o próprio grupo político quando o interesse público exigir.
A pesquisa indica que, para grande parte da população, esse trabalho ou não está acontecendo em intensidade suficiente ou não está sendo percebido. Nos dois casos, há um problema político.
O eleitorado deu um recado aos dez vereadores
Os indicadores permitem resumir os principais alertas da pesquisa:
Reconstruir confiança. Apenas 14% confiam ou confiam muito nos vereadores, enquanto 83% confiam pouco ou não confiam.
Representar a população com mais consistência. Só 17% percebem representação sempre ou na maioria das vezes; 51% respondem raramente ou nunca.
Fiscalizar de verdade. Apenas 15% consideram adequada a fiscalização sobre a Prefeitura e 46% dizem que ela não é adequada.
Mostrar utilidade para a cidade. Só 15% veem contribuição plena para o desenvolvimento, enquanto 42% não enxergam contribuição.
Parar de transformar ausência em instrumento político. Os episódios de falta de quórum mostraram uma instituição vulnerável à disputa interna.
Demonstrar por que mais cadeiras seriam necessárias. Sessenta e um por cento rejeitam ampliar o número de vereadores, mesmo após serem informados de que a mudança não implicaria aumento de despesas.
Há uma conclusão política que atravessa quase todos os dados. Luciano Pacheco conseguiu se separar da imagem coletiva da Câmara. A Casa é vista com desconfiança. Luciano é percebido como atuante por parcela muito maior do eleitorado do que qualquer colega. Isso não transforma Luciano em representante automático da maioria e tampouco elimina as controvérsias que cercaram sua presidência. Mas produz um problema para os outros nove vereadores.
Se a estratégia política era isolar Luciano após o rompimento com o governo, a fotografia do IPEC sugere que o resultado, ao menos na percepção de atuação, foi inverso: Luciano aparece isolado, mas isolado na frente. Enquanto isso, seus adversários dentro da Casa precisam explicar por que nenhum deles ultrapassa 5% na pergunta sobre atuação.
A democracia municipal não funciona plenamente quando o Legislativo é tratado como extensão administrativa da Prefeitura nem quando vira palco permanente de vinganças, boicotes e guerras pessoais. O papel de uma Câmara é justamente permitir que interesses divergentes sejam processados institucionalmente.
O conflito faz parte da política. A ausência deliberada, a paralisia e o abandono das funções de fiscalização não podem virar substitutos do conflito democrático.
Em maio, O estopim já havia apontado que a crise política local estava produzindo paralisia, personalismo e perda do foco no interesse público. A pesquisa do IPEC agora oferece números que ajudam a medir o tamanho dessa ruptura entre instituição e sociedade.
O eleitorado não parece pedir uma Câmara sem divergências. Pede uma Câmara que trabalhe apesar das divergências.
O que acontece agora?
Os vereadores de Arcoverde têm pouco mais de dois anos pela frente antes da eleição municipal de 2028. Até lá, os indicadores que mais merecem acompanhamento não são apenas popularidade individual ou quantidade de requerimentos apresentados.
O teste será verificar se a Câmara consegue recuperar confiança, ampliar a percepção de representação, exercer fiscalização mais visível e construir uma agenda reconhecida pela população como relevante para o desenvolvimento da cidade.
Luciano Pacheco, por sua vez, terá o desafio inverso: transformar grande visibilidade em capacidade institucional sem permitir que a presidência da Casa seja reduzida ao confronto permanente com adversários.
A pesquisa IPEC foi realizada entre 25 e 27 de julho de 2026 com 304 eleitores das áreas urbana e rural de Arcoverde, em entrevistas presenciais. O levantamento informa nível de confiança de 95% e margem máxima de erro de 5,62 pontos percentuais. O instituto recomenda cautela na interpretação dos cruzamentos por sexo, idade, renda, escolaridade e área quando as bases absolutas forem menores.
Os resultados entregam uma agenda clara para o restante da legislatura. A Câmara não precisa apenas melhorar sua imagem. Precisa mostrar por que existe, quem representa, o que fiscaliza e de que maneira suas decisões melhoram a vida da população.
Luciano Pacheco aparece como o vereador que mais conseguiu transformar mandato em percepção pública de atuação. Para os demais, o recado do eleitorado é menos confortável: ocupar uma cadeira não basta para ser percebido como representante.
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Mateus Ayres é jornalista e analista político de O estopim, com atuação em política nacional e internacional e análise de conjuntura. Seu trabalho acompanha instituições e relações de poder com atenção à justiça social, ao interesse público e ao rigor documental.
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