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Pesquisa IPEC expõe distância entre avaliação positiva da gestão Zeca Cavalcanti e percepção de alinhamento em Arcoverde

IPEC registra 52% de ótima ou boa, mas só 42% veem compromisso frequente; 62% dizem que Zeca está próximo apenas em parte ou não está.


Por Mateus Ayres para O estopim | 8 de agosto de 2026

Análise política



Prefeito de Arcoverde Zeca Cavalcanti (Podemos-PE)
Prefeito de Arcoverde Zeca Cavalcanti (Podemos-PE) | Foto: Reprodução

A gestão do prefeito Zeca Cavalcanti chega a um ano e meio de mandato com um dado que, isoladamente, parece confortável: 52% dos entrevistados pelo Instituto de Pesquisas Científicas de Pernambuco, o IPEC, classificam a administração de Arcoverde como ótima ou boa. São 20% de ótima e 32% de boa. Outros 32% consideram o governo regular, 14% ruim ou péssimo e 2% não souberam ou não responderam.


O problema político aparece quando a pesquisa deixa de perguntar apenas se o governo é bom ou ruim e mede compromisso, proximidade e capacidade de fazer suas ações serem percebidas pela população. Nesses indicadores, a fotografia fica menos confortável para o prefeito.


Só 42% dizem que Zeca demonstra compromisso com os interesses da população sempre ou na maioria das vezes. Em sentido contrário, 52% respondem que isso ocorre apenas às vezes, raramente ou nunca. Outros 6% não souberam ou não responderam.


Quando a pergunta é sobre proximidade, 34% consideram que o prefeito está presente e próximo da população. Outros 32% respondem "em parte" e 30% dizem que ele não está próximo. Isso significa que 62% dos entrevistados situam Zeca entre uma proximidade apenas parcial e a ausência de proximidade, uma soma analítica das duas categorias, e não uma classificação criada pelo IPEC. Outros 4% não souberam ou não responderam.


A conclusão mais importante da pesquisa, portanto, não é que Zeca Cavalcanti esteja rejeitado. Ele não está. O que os números sugerem é outra coisa: existe uma diferença relevante entre avaliar positivamente a administração e perceber o governo como continuamente conectado aos interesses, às demandas e ao cotidiano da cidade.


Como ler a pesquisa


O levantamento foi realizado de 25 a 27 de julho de 2026 com 304 eleitores de Arcoverde, residentes nas zonas urbana e rural, por meio de entrevistas presenciais. O estudo informa nível de confiança de 95% e margem máxima de erro de 5,62 pontos percentuais. O próprio IPEC recomenda cautela na leitura dos cruzamentos por renda, idade, escolaridade e região, porque determinadas subdivisões podem ter bases absolutas pequenas.


Isso ajuda a colocar os 52% em perspectiva. Trata-se de uma maioria no resultado pontual, mas não de um consenso. Além dos 14% que classificam a administração como ruim ou péssima, o IPEC divide os 32% de regular em 24% de regular positiva e 8% de regular negativa.


Se os 8% de regular negativa forem agregados, exclusivamente para efeito de análise política, aos 14% de ruim ou péssima, chega-se a 22% em uma faixa mais crítica de percepção. Esse agrupamento, porém, não é o índice oficial de reprovação do levantamento. A tabela consolidada do IPEC mantém 14% como avaliação negativa e 32% como regular.


Há, portanto, um contingente de 32% instalado no meio da escala. Politicamente, esse grupo importa porque não está na rejeição aberta, mas também não oferece ao governo a segurança de uma avaliação boa ou ótima.


A avaliação positiva, no entanto, não significa alinhamento político. O dado mais incômodo para o governo aparece na pergunta sobre compromisso com os interesses da população.


São 31% os que afirmam que Zeca Cavalcanti demonstra compromisso "sempre" e 11% "na maioria das vezes". A soma é de 42%. Outros 29% dizem "às vezes", 13% "raramente" e 10% "nunca", o que totaliza 52%. Há ainda 6% que não souberam ou não responderam.


A diferença permite uma leitura mais precisa do que simplesmente afirmar que o prefeito possui 52% de avaliação positiva.


Parte dos arcoverdenses pode reconhecer serviços, obras ou melhorias e, simultaneamente, não sentir que as decisões da Prefeitura correspondem de maneira frequente às suas prioridades.

É nesse intervalo entre avaliação administrativa e identificação com as decisões do governo que aparece um dos principais alertas da pesquisa. A percepção de compromisso é mais frágil entre famílias de menor renda.


Entre entrevistados com renda familiar de até dois salários mínimos, 30% dizem que o prefeito demonstra compromisso sempre e 10% na maioria das vezes. São 40%.


No mesmo grupo, 28% respondem às vezes, 14% raramente e 12% nunca. Juntas, essas três respostas chegam a 54%.


Entre os entrevistados com renda superior a dois salários mínimos, 39% respondem sempre e 16% na maioria das vezes, totalizando 55% de percepção de compromisso frequente.


A amostra possui 244 entrevistados na faixa de até dois salários mínimos e 60 acima desse patamar. Por essa razão, o próprio relatório recomenda cautela na comparação entre segmentos.


Não é possível transformar essa diferença em uma conclusão definitiva sobre classe social. O dado, entretanto, funciona como alerta para o governo: a percepção de alinhamento aparece mais frágil justamente no grupo de menor renda da amostra, parcela para a qual políticas e serviços públicos municipais tendem a ter peso especialmente relevante no cotidiano.


Também existe uma diferença etária a observar. Entre as pessoas de 35 a 44 anos, 27% consideram Zeca próximo, enquanto 45% dizem que ele não está próximo. Outros 26% respondem "em parte". O dado não autoriza generalizações isoladas, mas identifica um segmento em que a percepção de distância aparece com mais intensidade.


Metade dos entrevistados não apontou espontaneamente uma entrega


Talvez nenhum indicador seja tão relevante para compreender comunicação e percepção das entregas quanto a pergunta espontânea sobre o trabalho, obra ou ação mais importante do governo.


Saúde aparece em primeiro lugar, com 12%. Pavimentação tem 11%, educação 10%, limpeza urbana 5% e festas de rua 2%.


Mas 40% não souberam ou não responderam e outros 10% disseram "nada" ou "nenhuma". Ou seja, metade dos entrevistados não apontou espontaneamente uma ação principal da administração, seja porque não soube ou não respondeu, seja porque afirmou não haver nenhuma a destacar.


Esse dado exige precisão.


Ele não significa que metade da população considere que a Prefeitura nada fez. Apenas 10% deram explicitamente a resposta "nada/nenhuma". Os outros 40% estão classificados pelo instituto como NS/NR, categoria que reúne quem não soube ou não respondeu.


A pergunta também é espontânea. Portanto, mede sobretudo lembrança e capacidade de associação da gestão a uma entrega, e não a existência material de obras ou políticas públicas.


Ainda assim, politicamente o resultado é relevante. Se uma administração está há um ano e meio no poder e uma parcela tão grande da amostra não associa espontaneamente o governo a uma realização específica, existem pelo menos duas hipóteses possíveis, que podem coexistir: as entregas não são percebidas com a mesma intensidade por toda a população ou a comunicação municipal não está conseguindo transformá-las em conhecimento público.


A própria Prefeitura apresentou, no fim de 2025, um balanço em que afirmava ter reorganizado administrativamente o município, regularizado pendências fiscais, retomado capacidade de investimento e mantido serviços e pagamentos.


Se o governo sustenta possuir esse conjunto de resultados e, meses depois, 40% não sabem ou não respondem qual seria sua principal realização e 10% dizem não existir nenhuma, aparece um problema de conversão entre ação administrativa e percepção social.


Outro dado espontâneo reforça essa leitura. Quando o IPEC pediu aos entrevistados uma palavra ou frase que marcasse o governo Zeca Cavalcanti, 42% não souberam ou não responderam.


"Bom governo/boa gestão" aparece com 13%.

Um agrupamento feito pelo próprio instituto, que reúne expressões como "governo péssimo", "gestão ruim", "horrível", "regular", "uma derrota", "uma negação", "governo fraco" e "relaxado", soma 11%. Por conter também a expressão "regular", esse grupo não deve ser apresentado simplesmente como um bloco integralmente negativo.


Outros 6% aparecem no agrupamento "tem que melhorar/deixa a desejar/aceitável/básico/razoável/mediano".


Também há 2% no grupo de respostas "cuida mais do centro/esquece a zona rural/governa para os ricos". Outros 1% aparecem na frase "governo que prefere investir em festas do que na cidade".


São percentuais pequenos e não podem ser tratados como sentimento generalizado da cidade. Eles ganham significado quando observados junto aos demais indicadores de proximidade, compromisso e lembrança das entregas.


A força do resultado está menos em uma resposta isolada e mais no conjunto: uma parcela expressiva dos entrevistados ainda não associa espontaneamente a administração a uma marca definida.


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O São João mostra que aprovação do evento não significa concordância com todas as decisões


A localização do principal polo do São João oferece um exemplo concreto de possível desalinhamento entre uma decisão administrativa e a preferência majoritária captada pela pesquisa.


Segundo o IPEC, 57% preferem que o polo principal funcione no Bandeirante, onde era realizado anteriormente. Outros 27% preferem o espaço em frente à Escola Antonio Japiassu, usado atualmente. Sete por cento deram outras respostas e 9% não souberam ou não responderam.


Isso não significa que a população rejeite o São João realizado pela gestão Zeca.


Dos 304 entrevistados, 123, equivalentes a 41%, afirmaram ter participado ativamente do evento. Entre esses participantes, 18% avaliaram o São João como excelente e 53% como bom. A soma é de 71% de excelente ou bom entre os participantes ativos, e não entre toda a amostra.


Há, portanto, duas percepções que podem coexistir: o evento pode ser bem avaliado por quem participou e, ao mesmo tempo, uma decisão específica sobre a localização do polo principal pode contrariar a preferência da maioria dos entrevistados.


Esse é um alerta contra a interpretação automática de que o sucesso percebido de uma política ou evento represente concordância com todas as decisões administrativas relacionadas a ele.


Para uma gestão acusada por adversários de inflexibilidade, o dado sobre a localização é politicamente relevante.


A crise com o Legislativo criou um problema político para a imagem do Executivo


A relação entre Zeca Cavalcanti e o presidente da Câmara, Luciano Pacheco, oferece outro contexto para compreender o debate sobre compromisso, proximidade e diálogo.


Em 24 de março, Zeca e o vice-prefeito Siqueirinha tornaram público o rompimento político com Pacheco. Seis dias depois, uma sessão ordinária não aconteceu por falta de quórum. Apenas o presidente da Câmara compareceu, enquanto vereadores alinhados ao Executivo se ausentaram. Entidades representativas de vereadores manifestaram preocupação com a independência institucional entre Legislativo e Executivo.


Em abril, um pedido de cassação foi protocolado contra Pacheco. O vereador passou a afirmar publicamente que era alvo de perseguição política depois do rompimento com o grupo de Zeca.


A acusação de perseguição política não está comprovada. Zeca Cavalcanti declarou que não tinha participação no processo, e a líder governista Célia Galindo também negou interferência do prefeito.


Posteriormente, O estopim noticiou que uma denúncia relacionada ao exercício da advocacia por Luciano Pacheco foi arquivada pela OAB-PE e que o MPPE não havia identificado ilícito penal naquela questão específica. A disputa política e os procedimentos no Legislativo, porém, continuaram.


O que pode ser afirmado é que houve uma ruptura política pública seguida por uma escalada institucional.


Isso produz custo para todos os envolvidos e, para o Executivo, cria a necessidade de demonstrar que divergência política não significa bloqueio ao funcionamento autônomo do Legislativo.


Ambulantes colocaram diálogo e exercício da autoridade em debate


A retirada de comerciantes informais do centro de Arcoverde, em 2025, também se tornou um episódio sensível para a imagem da gestão.


O MPPE havia recomendado à Prefeitura um levantamento atualizado das ocupações dos espaços públicos, campanha educativa e, posteriormente, um cronograma de desobstrução, seguido do exercício do poder de polícia quando necessário.


A Prefeitura afirmou que realizou abordagens educativas, orientou ambulantes a se cadastrarem e disponibilizou boxes no Cecora, sustentando que buscava conciliar organização urbana e respeito aos trabalhadores.


Dias depois, uma operação registrou momentos de tensão, detenções e uso de algemas. O episódio foi criticado por trabalhadores e adversários políticos, que classificaram a abordagem como excessivamente dura.


Há queixas de abandono e ausência de diálogo


Na zona rural, O estopim registrou em junho reclamações apresentadas pela Associação dos Produtores Rurais da Malhada II e Região, a APROMAR. Moradores afirmaram que demandas relacionadas à feira, produção local e programação cultural permaneciam sem resposta efetiva da Prefeitura.


A queixa dialoga com o pequeno grupo da pesquisa espontânea que associa o governo às expressões "cuida mais do centro", "esquece a zona rural" ou "governa para os ricos", agrupamento que representa 2% da amostra.


O que a apuração permite apontar é uma possível desigualdade na percepção desse diálogo: enquanto existem setores inseridos em instâncias formais de participação, comunidades e grupos específicos relatam dificuldade para obter respostas.


Nesse contexto, os números da proximidade ganham importância: apenas 34% consideram Zeca efetivamente próximo da população; outros 32% dizem que ele está próximo apenas em parte e 30% respondem que não está próximo.


Educação produziu alerta concreto sobre organização administrativa


Em novembro de 2025, o MPPE recomendou que a Prefeitura preenchesse com urgência vagas de professores e profissionais correlatos com candidatos aprovados no concurso municipal.


O Ministério Público informou existir mais de 700 contratos temporários e afirmou que contratos firmados no início de 2025 haviam ocorrido de forma precária e sem transparência. Também pediu planejamento para substituição de temporários e recomendou evitar novas contratações dessa natureza quando houvesse candidatos aprovados disponíveis.


Em dezembro, Zeca anunciou a convocação de professores aprovados, incluindo integrantes do cadastro de reserva. O portal municipal também passou a disponibilizar convocações relacionadas ao concurso.


O caso mostra duas etapas distintas da gestão pública: houve cobrança formal de um órgão de controle sobre organização e transparência e, posteriormente, uma resposta administrativa.


Na pesquisa IPEC, educação é espontaneamente citada por 10% dos entrevistados como o principal trabalho, obra ou ação do governo municipal.


Gastos com festas exigem transparência redobrada


Em abril deste ano, o MPPE fez uma recomendação ao prefeito de Arcoverde para reforçar controle, transparência e economicidade nas contratações artísticas dos festejos de 2026.


O órgão estabeleceu parâmetros de mercado, atenção especial para contratações superiores a R$ 600 mil e recomendou que o gasto global com festividades não ultrapassasse o montante de 2025, exceto pela correção inflacionária.


O tema ganha dimensão política porque aparece, ainda que de forma minoritária, entre as respostas espontâneas da pesquisa. Festas de rua são citadas por 2% como principal ação do governo e 1% associa a gestão à frase "governo que prefere investir em festas do que na cidade".


Em 2025, um vídeo de bastidores divulgado pela imprensa também gerou repercussão ao registrar Zeca sugerindo que o valor de um patrocínio estadual destinado ao São João não fosse informado naquele momento da coletiva para evitar repercussão política.

O episódio, por si só, não demonstra irregularidade na aplicação de recursos, mas criou um problema de comunicação e transparência política para a gestão.


Os principais alertas da pesquisa para o governo Zeca


O conjunto dos números oferece seis sinais que merecem atenção da Prefeitura:


  1. A avaliação administrativa positiva é maior do que a percepção de compromisso frequente. Os 52% de ótima ou boa convivem com apenas 42% que dizem que o prefeito demonstra compromisso com os interesses da população sempre ou na maioria das vezes.

  2. A proximidade plena é percebida por pouco mais de um terço. São 34% os que respondem "sim". Outros 32% dizem "em parte" e 30% "não", totalizando 62% nessas duas últimas categorias.

  3. Existe um problema de reconhecimento espontâneo das entregas. Quarenta por cento não souberam ou não responderam qual seria a principal ação do governo, e 10% disseram "nada" ou "nenhuma".

  4. O compromisso percebido é mais frágil entre entrevistados de menor renda. Entre quem recebe até dois salários mínimos, 40% veem compromisso frequente e 54% respondem às vezes, raramente ou nunca. O cruzamento deve ser interpretado com cautela.

  5. Uma política bem avaliada pode conter decisões rejeitadas pela maioria. O São João recebe avaliação excelente ou boa de 71% dos participantes ativos, mas 57% do conjunto dos entrevistados preferem o polo principal no Bandeirante.

  6. Os conflitos externos à pesquisa tornam os indicadores relacionais mais importantes. Rupturas políticas, críticas à forma de execução de decisões e dificuldades relatadas por determinados setores não explicam estatisticamente os resultados do IPEC, mas aumentam a relevância política das perguntas sobre compromisso, proximidade e diálogo.


Zeca Cavalcanti iniciou o terceiro mandato em janeiro de 2025 depois de vencer a eleição municipal de 2024 com 59,17% dos votos válidos.


Em junho de 2025, a Prefeitura divulgou pesquisa do Instituto Múltipla que apontava 86% de aprovação segundo o critério utilizado naquele levantamento.


Como Múltipla e IPEC são institutos diferentes, com metodologias, perguntas e momentos de coleta distintos, não é metodologicamente correto apresentar a diferença entre os dois percentuais como uma queda linear de 86% para 52%.


A fotografia de julho de 2026 precisa ser analisada por seus próprios indicadores.


O prefeito conserva um ativo importante. A maior parcela dos entrevistados classifica sua administração como ótima ou boa. Saúde, pavimentação e educação aparecem como as ações mais lembradas, e o São João recebe avaliação majoritariamente favorável entre aqueles que participaram.


Mas existe um déficit relacional relevante. A pesquisa sugere que:


reconhecer positivamente uma administração não significa necessariamente perceber o prefeito como plenamente próximo ou suas decisões como continuamente alinhadas às prioridades da população.

É nessa distância que se encontram alguns dos principais riscos políticos para o restante do mandato.


O que acontece agora?


Para acompanhar a evolução dessa percepção, a próxima pesquisa não deveria ser observada apenas pela taxa de ótima ou boa.


Será necessário comparar também compromisso com os interesses da população, proximidade, lembrança espontânea das entregas e diferenças sociais, etárias e territoriais.


Também deverão ser acompanhados o desfecho dos conflitos institucionais, o cumprimento das recomendações dos órgãos de controle, a relação da Prefeitura com trabalhadores informais e comunidades rurais e a capacidade da administração de transformar políticas públicas e obras em resultados concretamente percebidos pela população.


Até o fechamento desta análise, O estopim não havia localizado nos canais públicos da Prefeitura uma manifestação específica sobre a pesquisa IPEC realizada entre 25 e 27 de julho. As posições públicas da gestão sobre os episódios citados foram registradas ao longo do texto.


O principal teste político para Zeca Cavalcanti não está em provar que possui hoje uma maioria numérica de avaliações positivas.


Está em saber se a administração conseguirá diminuir a distância entre governar, comunicar, dialogar e ser percebida como próxima dos interesses da população.


A pesquisa não prevê o futuro do governo. Ela mostra onde estão, neste momento, alguns de seus pontos de maior vulnerabilidade.


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Mateus Ayres é jornalista e analista político de O estopim, com atuação em política nacional e internacional e análise de conjuntura. Seu trabalho acompanha o poder com atenção à justiça social, ao interesse público e ao rigor documental.

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