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Vitória de Flávio Bolsonaro ampliaria influência de Trump na América Latina, avalia New York Times

14 de out.
3 min de leitura

Da redação do Portal O Estopim | Fonte: Folha de S.Paulo

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Jornal norte-americano aponta o Brasil como peça importante na expansão da rede de governos alinhados aos Estados Unidos e analisa possíveis impactos do segundo turno presidencial nas relações internacionais.


Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

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Uma eventual vitória do senador Flávio Bolsonaro (PL) sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), no segundo turno das eleições presidenciais brasileiras, poderia ampliar a influência do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na América Latina. A avaliação foi apresentada em reportagem do jornal norte-americano The New York Times, publicada nesta quarta-feira (14), que analisa o avanço de governos de direita na região e as possíveis consequências diplomáticas da eleição marcada para 25 de outubro.

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Segundo a publicação, candidatos de direita venceram sete eleições presidenciais na América Latina nos últimos 18 meses. Nesse cenário, o Brasil é apontado como uma peça importante para a estratégia de aproximação dos Estados Unidos com governos latino-americanos, considerando sua dimensão territorial, populacional e econômica.

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A reportagem observa que Flávio Bolsonaro mantém proximidade política com Donald Trump, assim como seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, durante o primeiro mandato do republicano na Casa Branca. De acordo com o jornal, uma eventual eleição do senador brasileiro poderia fortalecer a rede de aliados políticos de Washington.

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O New York Times destaca que a administração Trump tem ampliado sua atuação na América Latina por meio de medidas comerciais, sanções econômicas, restrições de vistos e operações de segurança. O jornal relaciona essa política à Doutrina Monroe, formulada no século XIX, que estabeleceu as bases históricas da influência norte-americana no continente.

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Na área de segurança pública, Flávio Bolsonaro já manifestou interesse em integrar o Brasil à coalizão internacional denominada Escudo das Américas, iniciativa liderada pelos Estados Unidos para ampliar a cooperação contra organizações criminosas e o narcotráfico.

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A reportagem também menciona declarações anteriores do senador sobre a possibilidade de atuação militar norte-americana no combate às facções brasileiras. Em entrevistas mais recentes, entretanto, Flávio negou defender uma intervenção militar dos Estados Unidos no território nacional e afirmou que a cooperação deveria se concentrar na troca de informações de inteligência.

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O candidato também defende medidas de enfrentamento ao crime organizado inspiradas em políticas adotadas pelo presidente de El Salvador, Nayib Bukele. Essas políticas foram associadas à redução de indicadores de criminalidade no país, mas também são alvo de denúncias de violações dos direitos humanos.

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Segundo o New York Times, o governo Trump tem priorizado o combate internacional ao narcotráfico. A reportagem informa que 18 países latino-americanos aderiram a uma coalizão liderada pelos Estados Unidos, enquanto parte deles já concordou em realizar operações militares conjuntas.

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Especialistas em segurança ouvidos pelo jornal avaliam que a cooperação pode contribuir para investigações financeiras e para o combate às redes internacionais de lavagem de dinheiro utilizadas por organizações criminosas.

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Por outro lado, também existem questionamentos sobre a eficácia das ações militares. De acordo com a análise, os ataques norte-americanos contra embarcações suspeitas de envolvimento com o tráfico de drogas não demonstraram redução significativa no fluxo de cocaína. Há ainda preocupações relacionadas à soberania dos países envolvidos.

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O jornal cita México e Uruguai entre os países latino-americanos que permanecem sob governos de esquerda. Mesmo nesse cenário, o México mantém cooperação com Washington em questões de segurança, demonstrando que as relações entre os Estados Unidos e os países da região não dependem exclusivamente do alinhamento ideológico de seus governantes.

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No Brasil, Lula tem defendido a autonomia nacional nas relações internacionais e criticado medidas de pressão adotadas pela administração Trump. Entre os episódios mencionados está a imposição de tarifas comerciais sobre produtos brasileiros durante o processo judicial contra Jair Bolsonaro, posteriormente condenado por tentativa de golpe de Estado e outros crimes.

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Enquanto Lula apresenta a soberania nacional como uma questão central nas relações com Washington, Flávio Bolsonaro argumenta que o enfrentamento às organizações criminosas também deve ser considerado uma prioridade para a segurança e a soberania brasileiras.

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A análise do New York Times trata das possíveis consequências geopolíticas do resultado eleitoral brasileiro. A aproximação entre governos e os efeitos de uma eventual mudança na Presidência são cenários avaliados pela publicação, não conclusões definitivas sobre o futuro das relações diplomáticas.

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O segundo turno das eleições presidenciais será realizado no domingo (25), quando os eleitores brasileiros escolherão entre Lula e Flávio Bolsonaro.

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Imagem: Kent Nishimura/AFP e Sergio Lima/AFP, fotografias utilizadas pelo Diário de Pernambuco

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