Lula acusa oposição de barrar avanço da PEC do fim da escala 6x1 no Senado
Por Michael Andrade, da redação do Portal O Estopim | 3 de setembro de 2026 | Fonte: CNN Brasil e UOL
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Presidente criticou Rogério Marinho e afirmou que governo seguirá tentando viabilizar votação antes do primeiro turno.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, criticou nesta quinta-feira (3) a atuação da oposição no Senado durante a tramitação da Proposta de Emenda à Constituição que prevê o fim da escala 6x1 e a redução da jornada semanal de trabalho.
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A manifestação ocorreu após a Comissão de Constituição e Justiça do Senado aprovar a proposta nessa quarta-feira (2), mas o texto não chegar ao plenário. Lula responsabilizou principalmente o senador Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição e coordenador da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL).
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“Enquanto tentávamos avançar com a PEC que acaba com a jornada 6x1 no Senado, a oposição, capitaneada pelo coordenador da campanha do meu opositor nessa corrida presidencial, atuava para impedir o avanço da pauta”, escreveu Lula nas redes sociais.
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O presidente também afirmou que considera importante deixar claras as posições dos grupos políticos sobre a proposta.
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“É importante que o Brasil saiba quem está trabalhando para avançar com essa mudança e quem está tentando impedir uma conquista que pode garantir um dia a mais de descanso sem redução de salário”, declarou.
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Lula também rebateu os argumentos de que a redução da jornada poderia provocar impactos negativos na economia e nas empresas. “O que quebra de verdade é a saúde mental do trabalhador com essa escala. O que quebra qualquer família é a sensação de não poder acompanhar os filhos crescerem”, afirmou.
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A PEC foi aprovada de forma simbólica pela CCJ. Rogério Marinho, Jaime Bagattoli (PL-RO), Tereza Cristina (PP-MS) e Hamilton Mourão (Republicanos-RS) registraram votos contrários.
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Para ser aprovada no plenário do Senado, a proposta precisa de pelo menos 49 votos favoráveis em cada um dos dois turnos. O governo estimava contar com 53 ou 54 senadores, mas optou por não levar o texto à votação nessa quarta diante do risco de ausências reduzirem o apoio necessário.
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A base governista tenta agora convencer o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), a convocar uma sessão extraordinária ainda em setembro, antes do primeiro turno das eleições. Se isso não ocorrer, uma nova tentativa poderá ser feita durante o esforço concentrado previsto para outubro.
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A proposta reduz gradualmente a jornada máxima de 44 para 40 horas semanais e estabelece dois dias de descanso remunerado, sem redução salarial. Como a CCJ manteve o mesmo texto aprovado pela Câmara, a PEC poderá seguir diretamente para promulgação caso seja aprovada pelo Senado sem alterações.
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