Justiça: família de Camila Nogueira realiza ato nesta quinta-feira (27), e cobra resposta do Cremepe
- Michael Andrade

- há 2 dias
- 2 min de leitura
Por Michael Andrade, da redação do Portal O estopim | 27 de agosto de 2026 | Fonte: Diário de Pernambuco
Consultora de imagem permanece em estado vegetativo desde agosto de 2025 após complicações durante cirurgia no Recife; familiares questionam decisão do conselho de não afastar cautelarmente médicas envolvidas.

Familiares e amigos da consultora de imagem Camila Nogueira realizam, nesta quinta-feira (27), uma mobilização em frente ao Conselho Regional de Medicina de Pernambuco (Cremepe), no bairro do Espinheiro, Zona Norte do Recife. O ato está marcado para as 9h e cobra respostas sobre o andamento do caso que envolve a paciente.
Camila, de 39 anos, permanece em estado vegetativo após sofrer uma parada cardiorrespiratória durante uma cirurgia realizada em agosto de 2025, no Hospital Esperança, no Recife. A família atribui o quadro a um suposto erro médico e busca a responsabilização das profissionais envolvidas.
Em dezembro, os familiares apresentaram
representação ao Cremepe solicitando a suspensão e a cassação dos registros profissionais de três médicas que participaram do procedimento. As profissionais negam responsabilidade pelo ocorrido.
O Cremepe concluiu, em julho, a sindicância aberta para analisar o caso, que avançou para a etapa de processo ético-profissional. Segundo o Diário de Pernambuco, o conselho negou por três vezes pedidos de interdição cautelar das profissionais. O processo tramita sob sigilo.
“Os únicos prejudicados nessa história foram ela e a família dela. Queremos que os responsáveis sejam devidamente penalizados”, afirmou ao Diário de Pernambuco o advogado da família, Paulo Maia.
O jornal informou que não conseguiu contato com o Cremepe até o fechamento da reportagem e manteve espaço aberto para manifestação da entidade.

O que aconteceu durante a cirurgia
Camila foi submetida a uma cirurgia para retirada da vesícula e correção de hérnia no Hospital Esperança, em agosto de 2025. Durante o procedimento, ficou sem oxigênio e sofreu uma parada cardiorrespiratória que, segundo os registros citados pela reportagem, durou cerca de 15 minutos.
De acordo com o Diário de Pernambuco, dados brutos do monitor multiparamétrico apontam sinais de apneia por mais de um minuto e 42 segundos. A reportagem afirma ainda que a parada ocorreu às 11h16, enquanto o registro no prontuário foi feito às 11h18.
Camila foi reanimada às 11h33, segundo o prontuário citado pelo jornal, mas sofreu sequelas neurológicas permanentes.
Ainda conforme a reportagem, a ficha anestésica apresenta valores divergentes daqueles encontrados no registro eletrônico do monitor.
As médicas citadas no atendimento são a cirurgiã-chefe Clarissa Guedes, a cirurgiã-auxiliar Danielle Teti e a anestesista Mariana Parahyba. As profissionais negam responsabilidade pelo quadro da paciente.
A mobilização desta quinta-feira ocorre cerca de um ano após a cirurgia e busca pressionar o Cremepe por uma resposta às reivindicações apresentadas pela família enquanto o processo ético-profissional segue em andamento.
Portal O estopim - O começo da notícia
Acesse o nosso perfil no Instagram e veja essa e outras notícias: @oestopim
8.png)







Comentários