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Professora e dirigente sindical teve o nome aprovado pela Federação Brasil da Esperança e disputará uma cadeira na Alepe nas eleições de 2026.


Por Mateus Ayres para O estopim | Cobertura especial das Eleições 2026

20 de julho de 2026



Professora e Sindicalista Ivete Caetano, candidata a deputada estadual pelo PT-PE
Professora e Sindicalista Ivete Caetano, candidata a deputada estadual pelo PT-PE | Foto: Assessoria/Ivete Caetano

A convenção partidária da Federação Brasil da Esperança confirmou, nesta segunda (20), a professora Ivete Caetano como candidata a deputada estadual por Pernambuco nas eleições de 2026.


Com a aprovação em convenção, Ivete deixa oficialmente a condição de pré-candidata e passa a integrar a chapa proporcional da federação formada por PT, PCdoB e PV. O próximo procedimento será a apresentação do pedido de registro da candidatura à Justiça Eleitoral.


Em vídeo publicado no Instagram, Ivete afirmou que pretende concentrar sua campanha na defesa da educação, das mulheres, da juventude, da agricultura familiar e dos direitos da classe trabalhadora.


“Hoje a minha federação partidária confirmou meu nome como candidata a deputada estadual por Pernambuco”, declarou.

A candidata também relacionou sua entrada na disputa à defesa de políticas destinadas à melhoria das condições de vida da população pernambucana.


Ivete Caetano é professora e tem uma trajetória de quatro décadas ligada à educação pública e ao movimento sindical de Pernambuco. Ela preside o Sindicato dos Trabalhadores e das Trabalhadoras em Educação de Pernambuco, o Sintepe, do qual está licenciada para a campanha de 2026, e também integrou o Conselho Estadual de Educação.


Em novembro de 2025, foi homenageada pelo Prêmio Duarte Coelho em reconhecimento aos seus 40 anos de atuação na educação pública e na organização sindical.


A candidatura representa a passagem de uma liderança formada nas mobilizações de professores e servidores para a disputa direta por uma cadeira na Assembleia Legislativa de Pernambuco.


Na campanha, Ivete deverá procurar transformar reivindicações presentes nas negociações entre trabalhadores e governo em propostas legislativas. Entre os temas que podem ganhar destaque estão a valorização dos profissionais da educação, o financiamento das escolas públicas, os planos de carreira e as condições de trabalho.


Antes da convenção, Ivete já vinha percorrendo municípios e participando de encontros com lideranças políticas, professores, trabalhadores rurais, jovens e integrantes de movimentos sociais.


Em abril, a professora apresentou sua pré-candidatura durante uma reunião realizada em Arcoverde, no Sertão do Moxotó. Na ocasião, defendeu o fortalecimento da educação, da saúde pública, da assistência social, da cultura e das políticas voltadas à população do interior.


A presença em cidades fora da Região Metropolitana do Recife faz parte da tentativa de construir uma candidatura com alcance estadual. Ivete também integra a direção estadual do PT, conforme composição partidária divulgada anteriormente pela legenda.


Até a realização da convenção, o nome aparecia publicamente como pré-candidatura. Registros feitos durante o primeiro semestre apontavam a dirigente sindical entre os nomes preparados pelo PT para concorrer a uma vaga na Alepe com apoio da senadora Teresa Leitão.


A convenção é a instância partidária responsável por aprovar os nomes que participarão da eleição. Com a decisão desta segunda, Ivete passa a ser candidata escolhida pela federação, embora ainda dependa do registro perante a Justiça Eleitoral.


Essa diferença é importante. A pré-candidatura corresponde ao período de articulação interna, apresentação do nome e busca de apoio. A candidatura é aprovada na convenção. Já o registro eleitoral depende da entrega dos documentos e da análise das condições legais pelo Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco.


Portanto, a candidatura de Ivete foi politicamente oficializada pela federação. O procedimento jurídico-eleitoral ainda seguirá o calendário definido para as eleições de outubro.


A Federação Brasil da Esperança chega à disputa proporcional reunindo parlamentares que buscarão a reeleição, dirigentes partidários e nomes vinculados a movimentos sociais.


A inclusão de Ivete reforça a estratégia de apresentar uma candidatura identificada com a educação pública, o sindicalismo e a defesa dos direitos trabalhistas.


A disputa para deputada estadual ocorre pelo sistema proporcional. Nesse modelo, os votos recebidos por todos os candidatos e pela legenda ajudam a definir o número de cadeiras conquistadas pelo partido ou pela federação. As vagas obtidas são preenchidas pelos candidatos mais votados dentro da chapa, conforme as regras eleitorais.


A candidatura de Ivete, portanto, terá uma dimensão individual e outra coletiva. Além de buscar votos para conquistar uma cadeira, seu desempenho contribuirá para a votação total da Federação Brasil da Esperança.


A confirmação da candidatura ocorre em um contexto de disputas frequentes entre os trabalhadores da educação e o Governo de Pernambuco sobre reajustes, carreiras e condições das escolas.


Em abril, profissionais da rede estadual ocuparam as galerias da Alepe durante a votação de uma proposta negociada pelo Sintepe com o governo estadual. Segundo o sindicato, o texto estabeleceu reajuste linear de 5,4% para os níveis da carreira.


O episódio mostrou a importância da Assembleia nas decisões que afetam professores, servidores administrativos e estudantes. Projetos relacionados à remuneração, ao orçamento e à organização da rede estadual precisam passar pelo Legislativo.


Ao disputar uma vaga na Alepe, Ivete pretende levar para o espaço parlamentar uma agenda construída no movimento sindical. O desafio será ampliar o diálogo para além da categoria e apresentar propostas para o conjunto da sociedade pernambucana.


A candidatura coloca uma mulher, professora e dirigente sindical na disputa pela representação estadual.


A confirmação também amplia a presença das pautas da educação e do trabalho na chapa da Federação Brasil da Esperança. Em Pernambuco, decisões sobre escolas, carreiras públicas, agricultura familiar, juventude e políticas destinadas às mulheres passam diretamente pelo orçamento e pela atuação da Assembleia Legislativa.


Para o PT e os demais partidos da federação, o nome de Ivete pode aproximar a campanha de profissionais da educação, servidores públicos, trabalhadores rurais e organizações sociais.


O que acontece agora?


Após a confirmação na convenção, a Federação Brasil da Esperança deverá encaminhar o pedido de registro da candidatura à Justiça Eleitoral.


O Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco analisará a documentação, a filiação partidária, a quitação eleitoral e as condições de elegibilidade. Depois do registro, os dados da candidatura deverão aparecer no sistema oficial de divulgação da Justiça Eleitoral.


A campanha poderá apresentar propostas, mobilizar apoiadores e disputar votos dentro das regras e dos prazos previstos na legislação eleitoral.


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Mateus Ayres é jornalista e analista de política nacional e internacional. Escreve sobre conjuntura, democracia e justiça social, com atenção ao interesse público, ao contraditório e ao rigor documental.



Com a presença de lideranças sindicais e a conferência magna do sociólogo Jessé Souza, o 12° Congresso do Sintepe reafirma o compromisso dos trabalhadores da educação com a democracia e a justiça socioambiental


Por Raul Silva para O estopim | 26 de maio de 2026



O 12º Congresso do Sintepe foi aberto nesta terça-feira (26), em Gravatá, com um recado político direto: a defesa da democracia, da soberania nacional e da escola pública voltou ao centro da agenda sindical em Pernambuco. Reunido no Hotel Canárius até a sexta-feira, 29, o encontro mobiliza cerca de mil delegados e delegadas da rede estadual para atualizar o plano de lutas da categoria em meio à disputa por valorização profissional, melhores condições de trabalho e resposta do poder público para os problemas de infraestrutura das escolas.


A abertura do congresso começou com apresentação do grupo Guerreiros do Passo e do maestro Oséas com sua orquestra de frevo. O gesto não foi protocolar. Ao levar a cultura popular para o centro do plenário, o Sintepe demarcou que a discussão sindical não se separa da identidade social e política de Pernambuco.


Na sequência, a mesa política reuniu dirigentes sindicais, representantes de entidades e convidados do campo educacional e institucional. Participaram da abertura a direção do Sintepe, a presidenta da CNTE, Fátima Silva, o presidente da CUT Pernambuco, Paulo Rocha, o vice-presidente da Internacional da Educação para a América Latina, Heleno Araújo, além de representantes de instituições acadêmicas, movimentos sociais e parlamentares.


Grupo de Frevo Guerreiros do Passo
Grupo de Frevo Guerreiros do Passo, que recentemente desfilou no tapete vermelho no festival de cinema de Cannes | Foto: Raul Silva/Agência O estopim+

Nas intervenções iniciais, o tom predominante foi de alerta contra o avanço conservador e de reafirmação da organização coletiva como instrumento de defesa de direitos. A presidenta licenciada do Sintepe, Ivete Caetano, citou Paulo Freire e Carolina Maria de Jesus para sustentar que democracia sem direitos concretos não passa de promessa vazia. Ao defender participação social, soberania alimentar, paz e autodeterminação entre os povos, Ivete recolocou a educação como parte de um projeto mais amplo de transformação social.


Fátima Silva, da CNTE, reforçou a necessidade de manter a educação pública no centro da disputa política. A dirigente vinculou o congresso à tarefa de preservar conquistas e ampliar direitos, num momento em que a categoria ainda enfrenta pressões salariais, precarização do trabalho e tentativas recorrentes de esvaziar o papel social da escola.


Já Paulo Rocha, da CUT Pernambuco, aproveitou a tribuna para aproximar a pauta educacional de debates mais amplos do mundo do trabalho, como o enfrentamento à escala 6 por 1, a ausência de regulamentação efetiva do direito de greve e as dificuldades de negociação no serviço público. Heleno Araújo, por sua vez, retomou a trajetória histórica das lutas sindicais na educação e reforçou o lema do encontro ao cobrar democracia, soberania e justiça socioambiental como eixo de ação política.


A presidenta em exercício do Sintepe, Cíntia Sales, resumiu o espírito da abertura ao afirmar que a presença dos delegados e das delegadas no congresso representa mais um passo na construção da consciência política da categoria.


Professor e escritor Jessé de Souza durante Congresso do Sintepe
O professor e escritor Jessé de Souza durante palestra no 12° Congresso do Sintepe | Foto: Raul Silva/Agência O estopim+

A conferência de abertura ficou a cargo do escritor e sociólogo Jessé Souza. Ao falar para o plenário, ele deslocou o debate do terreno imediato da conjuntura para uma explicação estrutural do Brasil. Seu argumento central foi o de que a escravidão não é um capítulo encerrado da história nacional, mas uma lógica que segue organizando hierarquias sociais, formas de humilhação e mecanismos de concentração de poder.


Ao afirmar que é preciso compreender como a escravidão atravessa cerca de cinco séculos da formação brasileira, Jessé Souza conectou passado e presente para sustentar que a desigualdade não pode ser tratada como acidente. Nesse enquadramento, a crise social brasileira deixa de ser vista como falha eventual de gestão e passa a ser entendida como parte de uma engrenagem histórica que naturaliza pobreza, violência e exclusão.


A escolha de Jessé Souza para a conferência de abertura ajuda a explicar a linha política que o congresso quer imprimir. O Sintepe não abriu seus trabalhos olhando apenas para a negociação de curto prazo. Abriu, sobretudo, tentando ligar salário, escola, democracia e estrutura social numa mesma leitura de país.


Caderno de Teses que serão debatidas pelos delegados durante o Congresso
Caderno de Teses que serão debatidas pelos delegados durante o Congresso | Foto: Raul Silva/Agência O estopim+

O caderno de teses distribuído aos participantes reforça essa mesma direção. Nas páginas iniciais, o documento apresenta uma leitura internacional crítica ao neoliberalismo, ao conservadorismo e à extrema direita, defende a autodeterminação dos povos, o multilateralismo e a paz, condena a escalada de guerras e chama atenção para o impacto da crise climática e das disputas geopolíticas sobre a vida da classe trabalhadora.


Na parte dedicada à conjuntura nacional, o texto recupera os ataques de 8 de janeiro de 2023, trata a tentativa de golpe como expressão organizada da extrema direita e associa a reconstrução democrática à retomada de políticas sociais e à defesa das instituições. Já no debate ambiental, o material coloca Amazônia, Cerrado e Semiárido no centro da agenda e afirma que a justiça socioambiental não pode ser separada da desigualdade social.


Em outra frente, a organização do congresso dividiu as resoluções em oito eixos, que vão da conjuntura internacional ao plano de lutas. Na prática, isso mostra que o encontro foi desenhado para ir além do balanço interno do sindicato. A intenção é produzir orientação política para a categoria num ano em que a educação pública volta a ser pressionada tanto pela lógica fiscal quanto pela disputa ideológica.


A abertura do 12º Congresso do Sintepe ocorre poucas semanas depois de o sindicato conquistar, na Alepe, a aprovação do reajuste linear de 5,4% para a carreira da educação em 2026. Também acontece num momento em que a entidade elevou o tom das denúncias sobre a situação física das escolas estaduais e passou a cobrar explicações sobre obras e reformas que, segundo o sindicato, consumiram recursos elevados sem resolver problemas elementares de infraestrutura.


Esse pano de fundo ajuda a entender por que o congresso começou discutindo democracia e soberania, mas sem perder de vista climatização, merenda, condições de trabalho, carreira e investimento real na rede pública. Em Pernambuco, a disputa sindical continua sendo, ao mesmo tempo, uma disputa sobre orçamento, reconhecimento profissional e sentido público da educação.


Ao abrir seu 12º Congresso do Sintepe com cultura popular, falas políticas e uma conferência centrada na herança escravocrata do país, o Sintepe sinaliza que pretende discutir o presente sem abrir mão da história. O sindicato reúne sua base para deliberar sobre caminhos concretos da luta sindical, mas também para formular uma interpretação do Brasil e do lugar da educação nessa disputa.


Mais do que um rito interno, a abertura em Gravatá expôs uma tese política. Para o Sintepe, não haverá valorização da categoria sem democracia efetiva, não haverá escola pública forte sem investimento e não haverá projeto educacional consistente enquanto a desigualdade seguir sendo tratada como paisagem.

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Raul Silva é jornalista e produtor de conteúdo de O estopim. Atua na cobertura de política, educação e temas de interesse público com foco em apuração, contexto e impacto social.


Por Raul Silva para O estopim | 9 de abril de 2026



Dois adultos sorriem em um ambiente interno. Um homem de barba branca veste terno azul e uma mulher de cabelo ruivo usa blusa verde.
Na foto, a professora Ivete Caetano, educadora pernambucana e líder sindical, aparece ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O registro reúne duas figuras públicas ligadas ao debate sobre educação e à vida política nacional. | Foto: Pericles Chagas

A professora Ivete Caetano participa, às 10h, de um encontro na Sala 102 do Hotel Cruzeiro, em Arcoverde, para uma reunião com apoiadores para dialogar com lideranças locais, juventude, professores e apoiadores. A agenda foi organizada como um espaço de escuta e articulação política, com foco em temas como educação pública, desenvolvimento regional, representação do interior e fortalecimento de pautas sociais no debate estadual.


A movimentação em torno do nome de Ivete reúne setores ligados à educação, lideranças comunitárias e grupos que defendem maior presença do Sertão nas decisões políticas de Pernambuco. Em Arcoverde, cidade com peso regional no Moxotó, o encontro tende a funcionar como ponto de partida para a construção de alianças e para a apresentação de uma agenda política ancorada em experiência de base, diálogo com categorias profissionais e presença em debates públicos sobre políticas educacionais.


Natural de Parnaíba, no Piauí, Ivete Caetano se mudou para o Recife ao fim do ensino médio para continuar os estudos. Graduada em História, atuou durante toda a trajetória profissional na educação básica, experiência que ajudou a consolidar sua inserção nas discussões sobre escola pública, valorização docente, condições de trabalho e acesso à educação. Ao longo de mais de quatro décadas de atuação, tornou-se um nome conhecido no campo educacional pernambucano, associando a vivência em sala de aula à atuação coletiva em defesa de políticas públicas para o setor.


Parte dessa trajetória passou pelo Sintepe, onde integrou a direção da entidade e chegou à presidência, tornando-se uma das vozes mais conhecidas nas mobilizações ligadas à carreira dos profissionais da educação e à defesa da escola pública em Pernambuco. Em 2022, ela também tomou posse como integrante do Conselho Estadual de Educação de Pernambuco, colegiado responsável por acompanhar, avaliar e debater políticas educacionais no estado.


A agenda em Arcoverde tem peso simbólico por ocorrer no interior e por reunir atores que costumam cobrar maior atenção do poder público para temas estruturais. Entre eles estão a ampliação de oportunidades para a juventude, o fortalecimento da rede pública de ensino, a interiorização do desenvolvimento e a construção de políticas que considerem a realidade dos municípios fora da Região Metropolitana do Recife.


Mulher de cabelos ruivos, óculos e vestido verde sorriso suave. Fundo claro. Usa colar com pingente dourado, transmite confiança.
Professora Ivete Caetano, educadora pernambucana, reconhecida pela atuação em defesa da educação pública. | Foto: Pericles Chagas

No cenário pernambucano, nomes oriundos da educação costumam carregar uma agenda ligada a direitos sociais, financiamento do ensino, valorização profissional e defesa de serviços públicos.


Ao escolher Arcoverde como palco de um encontro com lideranças locais, Ivete sinaliza que a interiorização da articulação política pode ser central no desenho de sua caminhada. A cidade ocupa posição estratégica no Sertão e funciona como ponto de convergência entre demandas urbanas e rurais, o que amplia o alcance simbólico de uma agenda voltada à escuta de diferentes segmentos sociais.


A reunião marcada para a Sala 102 do Hotel Cruzeiro deve servir para consolidar uma base inicial de interlocução política no Sertão. Para apoiadores, o encontro representa a abertura de uma nova etapa na trajetória de Ivete Caetano.


O movimento ocorre em um ambiente político em que educação, desigualdade regional e qualidade dos serviços públicos voltam a ganhar centralidade no debate sobre representação. Nesse contexto, a entrada de um nome com histórico ligado à escola pública e ao movimento sindical tende a ampliar a presença desses temas na corrida estadual e a reorganizar apoios em segmentos já mobilizados no campo educacional.


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Raul Silva é jornalista e produtor de conteúdo do portal O estopim, com atuação em apuração, redação e edição de reportagens de interesse público, com foco em política, educação e sociedade.


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