top of page

PGR mandou rastrear propostas apresentadas ou apoiadas pelo senador que poderiam beneficiar o Banco Master e Daniel Vorcaro. A Polícia Federal documenta Flávio Bolsonaro como interlocutor direto na negociação do financiamento de Dark Horse. Em outro relatório, investigadores descrevem Vorcaro monitorando autoridades, obtendo informações sigilosas e tentando influenciar agentes públicos. Agora, uma pergunta pode mudar definitivamente o tamanho do caso: houve contrapartida política aos milhões destinados ao filme sobre Jair Bolsonaro?


Por Raul Silva para O estopim |

13 de setembro de 2026


R$ 134 milhões e Dark Horse: o que Vorcaro esperava de Flávio Bolsonaro?
R$ 134 milhões e Dark Horse: o que Vorcaro esperava de Flávio Bolsonaro? | Reprodução/Brasil 247

Há um ponto em que o caso Dark Horse deixa de ser apenas uma investigação sobre dinheiro e passa a atingir diretamente o exercício do poder político.


A existência da negociação financeira entre o senador Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro já ultrapassou o terreno da revelação jornalística. Documentos da Polícia Federal e da Procuradoria-Geral da República, tornados públicos pelo Supremo Tribunal Federal, registram Flávio como interlocutor direto nas tratativas para um aporte previsto de US$ 24 milhões, cerca de R$ 134 milhões pela cotação utilizada quando o caso veio a público.


A apuração aponta que pelo menos US$ 12,3 milhões foram efetivamente enviados. Mas o estopim político da investigação está em outra pergunta.


Não se trata mais apenas de saber quem pediu o dinheiro, quanto foi negociado ou por quais estruturas financeiras os recursos circularam. A própria PGR passou a procurar a outra ponta da relação: o que Daniel Vorcaro poderia receber da atividade parlamentar de Flávio Bolsonaro?


Em manifestação apresentada em julho, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, pediu o levantamento das proposições legislativas apresentadas ou apoiadas por Flávio e pelo deputado Mário Frias que pudessem interessar ao Banco Master, a empresas vinculadas à instituição ou aos seus controladores, especialmente Vorcaro.


O documento afirma que era necessário aprofundar a apuração sobre eventual “prática de ato típico da função parlamentar” relacionada, numa lógica de causa e efeito, ao negócio cinematográfico.


Traduzido do vocabulário jurídico para a linguagem política, a investigação procura saber se existiu contrapartida.



Flávio Bolsonaro aparece como interlocutor direto


O relatório da Polícia Federal coloca Flávio Bolsonaro no centro das tratativas financeiras relacionadas ao filme. Segundo os investigadores:

“Tais elementos indicam que o senador Flávio Nantes Bolsonaro não aparece apenas como terceiro mencionado [...] mas como interlocutor direto de Daniel Vorcaro.”

A PF registra cobranças de pagamentos, reuniões presenciais e acompanhamento das filmagens pelo senador.


A cronologia documentada começa em dezembro de 2024. Thiago Miranda organizou uma reunião entre Vorcaro e Flávio, em Brasília, para discutir o chamado “filme do presidente”. Mário Frias participaria do encontro.


Em janeiro de 2025, segundo os documentos, Flávio já pressionava, por intermédio de Miranda, para que o primeiro aporte fosse liberado. Posteriormente, a interlocução passou a ocorrer diretamente entre o senador e o banqueiro.


Em setembro, Flávio enviou um áudio cobrando pagamentos atrasados e mencionando o risco de inadimplência com integrantes norte-americanos da produção.


Em novembro, pouco antes da primeira prisão de Vorcaro, escreveu:


“Irmão, estou e estarei contigo sempre, não tem meia conversa entre a gente.”

Na sequência, pediu que o banqueiro lhe desse “uma luz”.


O Intercept Brasil revelou inicialmente que o compromisso financeiro poderia chegar a US$ 24 milhões. Documentos divulgados posteriormente pela investigação confirmaram o valor previsto no acordo e a existência de remessas milionárias destinadas ao fundo Havengate, nos Estados Unidos.


Flávio também reconheceu ter se encontrado com Vorcaro depois da primeira prisão do banqueiro, afirmando que a reunião teve como objetivo encerrar a participação dele no projeto cinematográfico.


O modo de atuação atribuído a Vorcaro pela PF


É neste ponto que outra peça da investigação envolvendo o Banco Master amplia o peso da pergunta feita pela PGR.


A Informação de Polícia Judiciária de Análise nº 1020625/2026, produzida pela Polícia Federal a partir do conteúdo extraído do celular de Vorcaro, não trata especificamente da negociação de Dark Horse. O relatório, porém, descreve a forma como o banqueiro e pessoas de seu entorno teriam atuado em outras frentes.


Nas considerações finais, à página 122, a PF registra:


“As mensagens evidenciam que havia acesso recorrente e irregular a procedimentos sigilosos em andamento no MPF, na Polícia Federal, na Polícia Civil e no Banco Central.”

O documento acrescenta que informações eram obtidas por meio de acessos funcionais de terceiros e consultas não autorizadas.


Nas páginas seguintes, a análise policial avança sobre outro terreno. A PF afirma ter identificado “tentativas de influenciar agentes públicos” e registra que Vorcaro monitorava autoridades, possuía informações internas atribuídas a servidores do Banco Central e, antes de uma operação policial, já sabia qual juiz e qual vara estavam responsáveis pelo procedimento, informação que ainda não era pública.


Na síntese dedicada ao banqueiro, a PF afirma que Vorcaro “monitorava autoridades”, “manipulava imprensa” e “tentava influenciar agentes públicos”.


Esse conjunto probatório não estabelece, por si só, que Flávio Bolsonaro tenha realizado atos desse tipo em benefício de Vorcaro. Ele explica, contudo, por que descobrir a existência ou não de uma contrapartida parlamentar se tornou uma diligência central.


Em outro braço da investigação, a própria Polícia Federal atribui a Vorcaro uma estratégia de obtenção de influência, informações e acesso a estruturas públicas.


Banco Central e BRB estavam entre os interesses do Master


Os interesses institucionais e regulatórios de Vorcaro também aparecem explicitamente nos documentos.


A página 97 da IPJ-A descreve mensagens relacionadas à tentativa de aquisição do Banco Master pelo Banco de Brasília, o BRB.


Segundo a PF, Vorcaro ordenou a publicação de comentários em massa para produzir a percepção pública de que a operação havia sido bem-sucedida. Na página 99, surge nova ordem para produzir comentários favoráveis à negociação.


A partir da página 100, o relatório abre um capítulo intitulado “Monitoramento de autoridades, tentativa de influência sobre agentes públicos, obstrução à Justiça e plano de fuga”.


A Polícia Federal relata que Vorcaro mantinha registros sobre uma reunião sigilosa entre policiais federais e servidores do Banco Central envolvendo o Master.


BRB, Banco Central, decisões judiciais e autoridades responsáveis pelas investigações estavam, portanto, entre os temas acompanhados pelo banqueiro.


O ponto que a investigação precisa estabelecer é se algum pedido relacionado a esses interesses foi dirigido a Flávio Bolsonaro e se houve alguma ação funcional do senador ligada a essa eventual solicitação.


É exatamente esse espaço que a PGR decidiu investigar ao determinar o levantamento dos atos parlamentares.


Thiago Miranda liga dois circuitos


Há ainda uma personagem que atravessa dois núcleos importantes da história. Thiago Miranda foi o intermediário que aproximou Flávio Bolsonaro de Daniel Vorcaro e participou das cobranças e da operacionalização do financiamento de Dark Horse.



As mensagens registram Miranda organizando a primeira reunião e transmitindo cobranças feitas por Flávio.


Meses depois, seu nome apareceu em outra frente da Operação Compliance Zero. A Polícia Federal passou a investigá-lo por participação no chamado “Projeto DV”, uma operação de comunicação que teria contratado influenciadores para defender o Banco Master, atacar o Banco Central e pressionar críticos da instituição.


Miranda admitiu à polícia a contratação de influenciadores, embora tenha negado que existisse orientação para atacar dirigentes do BC.


O ponto de conexão é objetivo: o homem que participou da ponte financeira entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro também apareceu na estrutura montada para defender os interesses do Master diante da crise envolvendo o Banco Central.


A relação entre esses dois circuitos é uma das peças que ajudam a explicar por que o caso deixou de ser apenas uma controvérsia sobre patrocínio cinematográfico.


Vorcaro também buscava interlocução no Supremo


Outra decisão juntada aos autos acrescenta uma dimensão institucional à rede de relações do banqueiro.


Na PET 16.669, página 9, o ministro Flávio Dino registrou a informação de que André Mendonça teria recebido Vorcaro para uma reunião nas dependências de uma empresa privada quando o banqueiro já figurava em investigação submetida ao ministro. Dino escreveu:


“o Ministro André Mendonça teria recebido [...] o Sr. Daniel Vorcaro, investigado em autos de sua própria competência.”

A decisão acrescenta que o encontro teria sido intermediado por pessoas também mencionadas em investigações judiciais.


O documento não relaciona aquela reunião diretamente a Flávio Bolsonaro. O episódio, porém, acrescenta mais um elemento ao retrato institucional de um banqueiro que mantinha interlocução em centros onde decisões relevantes para seus negócios poderiam ser tomadas.


Uma segunda investigação alcança o próprio filme


O problema de Dark Horse não se limita ao dinheiro atribuído a Vorcaro. Paralelamente, a PET 16.669 reúne investigação envolvendo emendas parlamentares, o Instituto Conhecer Brasil e empresas relacionadas à produção do filme.



Na página 7 de uma decisão de 150 páginas, o STF registra que Karina Gama é ligada à produção de Dark Horse, mantinha proximidade política com Mário Frias e que uma empresa de sua propriedade prestou serviços à campanha do parlamentar antes de o ICB receber recursos provenientes de emendas de sua autoria.


O inquérito paulista incorporado à PET contém ainda referência à reportagem intitulada “ÁUDIO: Mario Frias agradeceu Daniel Vorcaro por apoio a filme sobre Jair Bolsonaro”, nas folhas 157.



"SÓ TE AGRADECER, MEU IRMÃO": Mario Frias agradeceu Vorcaro por apoio a filme sobre Jair Bolsonaro | Fonte: YouTube/The Intercept Brasil

O documento informa que a mensagem de voz foi enviada em 11 de dezembro de 2024, na mesma data da reunião marcada entre Vorcaro e Flávio.


Nas folhas 159, o mesmo caderno policial registra a reportagem sobre “Os áudios de Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro”.


O material referente à relação entre o banqueiro e o núcleo político da produção cinematográfica terminou, assim, incorporado formalmente aos autos de uma investigação hoje submetida ao Supremo.


A pergunta de R$ 134 milhões


Até aqui, a documentação pública avançou muito mais sobre o circuito financeiro do que sobre uma eventual contrapartida política.


  • Há reuniões.

  • Há mensagens.

  • Há cobranças.

  • Há um compromisso financeiro de até US$ 24 milhões.

  • Há milhões de dólares efetivamente remetidos aos Estados Unidos.

  • Há um intermediário comum.

  • Há manifestações pessoais de proximidade.

  • Há, em outro relatório da Polícia Federal, a descrição de Vorcaro como alguém que buscava informações internas, monitorava autoridades e tentava exercer influência sobre agentes públicos.


Agora falta esclarecer a outra ponta.


  • Daniel Vorcaro pediu alguma coisa a Flávio Bolsonaro?

  • Contato com o Banco Central?

  • Interlocução sobre o BRB?

  • Reunião com alguma autoridade?

  • Atuação no Senado?

  • Proposta legislativa?

  • Pressão política?

  • Acesso a ministro?

  • Intervenção diante de investigadores?

  • Manifestação pública capaz de favorecer o banco?


A PGR transformou essas perguntas em diligência investigativa quando pediu o levantamento das propostas legislativas de Flávio Bolsonaro e Mário Frias que poderiam interessar ao Master, às empresas vinculadas ao banco ou a Daniel Vorcaro.


É neste ponto que está o verdadeiro divisor de águas. Se os milhões destinados a Dark Horse forem documentalmente conectados a algum pedido de Vorcaro e a um ato funcional praticado por Flávio Bolsonaro em benefício do banqueiro ou do Banco Master, o caso deixará de estar restrito à origem e à circulação do dinheiro.


Passará a alcançar diretamente uma das fronteiras mais sensíveis do exercício de um mandato: a relação entre vantagem privada e poder público.


Flávio sustenta que os recursos correspondiam a investimento privado no filme, nega irregularidades e passou a defender a divulgação integral dos documentos. Depois da publicação dos áudios, também apoiou a instalação de uma CPI para investigar o Banco Master.


Essas posições integram o contraditório. Não encerram a pergunta aberta pela própria investigação.


Porque, diante de R$ 134 milhões previstos para um filme ligado à família de um senador e candidato à Presidência, a questão de maior peso continua sem resposta definitiva: por que Daniel Vorcaro considerava tão importante financiar esse projeto e o que esperava obter da relação construída em torno dele?


O estopim — O começo da notícia!

Acesse o nosso perfil no Instagram e veja essa e outras notícias: @oestopim_

Raul Silva é jornalista políticode O estopim atua na cobertura do poder, das instituições e das disputas que conectam política, economia e sociedade, com foco na análise dos mecanismos de influência e das consequências concretas das decisões públicas.

Dados do IBGE e do Banco Central mostram alta acumulada de 44,8% na alimentação no domicílio entre 2020 e 2022; redução de produtos nas embalagens já era alvo do Ministério da Justiça em 2021


Por Clara Mendes para O estopim |

11 de Setembro de 2026

Cobertura das Eleições

Veredito: enganoso


Flávio Bolsonaro culpa Lula por alimentos caros, mas reduflação já existia no governo Bolsonaro.
Flávio Bolsonaro culpa Lula por alimentos caros, mas reduflação já existia no governo Bolsonaro. | Foto: Reprodução

A afirmação do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro de que o governo Lula é responsável pelo encarecimento dos alimentos e pela redução da quantidade de produtos nas embalagens omite que os dois fenômenos já atingiam os consumidores durante o governo de Jair Bolsonaro. No comício de abertura da campanha, em Copacabana, no Rio de Janeiro, em 16 de agosto, Flávio associou diretamente a chamada reduflação à atual gestão e disse que “a culpa é do Lula” ao citar embalagens menores de chocolates, papel higiênico e ovos.


A associação é enganosa porque transforma fenômenos econômicos de vários anos e múltiplas causas em consequência exclusiva do atual governo. A alta de preços dos alimentos ocorreu também no terceiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva, especialmente em 2024, mas os dados oficiais mostram que uma escalada expressiva começou anos antes.


Em 2019, primeiro ano do governo Jair Bolsonaro e antes da pandemia de Covid-19, Alimentação e bebidas subiu 6,37%, ante IPCA geral de 4,31%. As carnes avançaram 32,40% naquele ano. Em 2020, Alimentação e bebidas saltou 14,09%, maior aumento anual do grupo desde 2002. O arroz subiu 76,01%, o óleo de soja 103,79%, o leite longa vida 26,93% e as carnes 17,97%.


O movimento continuou. Em 2021, o IPCA chegou a 10,06%, acima do teto da meta de inflação daquele ano, enquanto Alimentação e bebidas aumentou 7,94%. Café moído subiu 50,24% e açúcar refinado, 47,87%. Em 2022, o grupo Alimentação e bebidas avançou outros 11,64%, enquanto a alimentação consumida dentro de casa aumentou 13,23%.


Uma retrospectiva publicada pelo Banco Central calcula que a alimentação no domicílio acumulou alta de 44,8% entre 2020 e 2022, período integralmente situado no governo Jair Bolsonaro. Foram 18,2% em 2020, 8,2% em 2021 e 13,2% em 2022.


Flávio Bolsonaro distorce histórico aos dizer que embalagens menores começaram no governo Lula


A segunda parte da afirmação de Flávio Bolsonaro também omite o histórico do fenômeno. Em setembro de 2021, uma reportagem já registrava no mercado brasileiro caixas de ovos com menos unidades, chocolates e biscoitos menores e redução da quantidade de sabão em pó. A prática ficou conhecida como reduflação, tradução de shrinkflation: a empresa reduz peso, tamanho ou quantidade sem queda proporcional do preço.


O fenômeno tinha dimensão suficiente para provocar uma nova regulamentação durante o próprio governo Jair Bolsonaro. Em 29 de setembro de 2021, o então ministro da Justiça, Anderson Torres, assinou a Portaria nº 392, obrigando fabricantes a informar de maneira clara alterações quantitativas de produtos embalados.


Mesmo dizer que a reduflação “começou no governo Bolsonaro” seria impreciso. A Portaria nº 392 substituiu uma regra de 2002 que já obrigava empresas a informar mudanças na quantidade dos produtos e a quantidade aumentada ou diminuída. A existência dessa regulamentação mostra que o problema antecede tanto Bolsonaro quanto Lula.


Há inclusive registro de que, em agosto de 2022, último ano do governo Bolsonaro, a embalagem convencional de Bis já era comercializada com 16 unidades. A informação aparece em publicação daquele ano sobre o lançamento de uma versão maior do produto.


O que explica a alta entre 2020 e 2022


O Banco Central identifica uma combinação de causas. Em 2020, a pandemia alterou o padrão de consumo das famílias, aumentou a demanda por alimentos dentro de casa e provocou problemas logísticos. Ao mesmo tempo, o real sofreu forte depreciação e as commodities voltaram a subir no mercado internacional. O próprio BC registrou pressões provocadas pela depreciação cambial persistente, pela alta das commodities e pelo aumento da demanda.


Em 2021, câmbio, commodities e condições climáticas desfavoráveis continuaram pressionando alimentos, combustíveis e energia elétrica. Geadas afetaram a produção de café, enquanto a crise hídrica pressionou a energia.


Em 2022, a invasão da Ucrânia pela Rússia acrescentou outro choque. Os preços internacionais de milho e trigo subiram rapidamente, além dos custos de energia e insumos. O Banco Central também registra impactos de fatores climáticos e dos gargalos ainda existentes nas cadeias produtivas.


Alimentos também subiram no governo Lula


Em 2023, Alimentação e bebidas subiu 1,03%, mas a alimentação no domicílio caiu 0,52%. Em 2024, houve nova pressão: Alimentação e bebidas avançou 7,69% e alimentação no domicílio, 8,23%. Carnes subiram 20,84% e café moído, 39,60%.


Em 2025, a alta desacelerou. Alimentação e bebidas avançou 2,95% e alimentação no domicílio, 1,43%. O IBGE registrou seis meses consecutivos de queda nos preços da alimentação em casa entre junho e novembro daquele ano.


O dado mais recente, divulgado pelo IBGE nesta sexta-feira, 11 de setembro de 2026, mostra queda de 0,32% no IPCA de agosto. Alimentação e bebidas recuou 0,34% no mês. A inflação geral acumulada em 12 meses ficou em 4,22%.


A queda da inflação não significa que os preços retornaram aos valores de anos anteriores. Inflação menor significa que o ritmo de aumento diminuiu, e deflação mensal indica queda em relação ao mês imediatamente anterior. O nível de preços ainda incorpora aumentos acumulados no passado.


Veredito: ENGANOSO.


O estopim — O começo da notícia!

Acesse o nosso perfil no Instagram e veja essa e outras notícias: @oestopim_

Clara Mendes é repórter de hard news e plantonista de O estopim, com atuação em política, economia, poder e checagem factual.


Por Michael Andrade, da redação do Portal O estopim | Fonte: Governo Federal | segunda-feira (3)


Sistema pode ser utilizado em compras presenciais por meio de QR Code em países das Américas, Europa e Estados Unidos.


Imagem: Divulgação
Imagem: Divulgação

Brasileiros que viajam ao exterior já podem utilizar o Pix para realizar pagamentos em estabelecimentos de oito países. A funcionalidade foi anunciada pelo Governo Federal e amplia as opções de pagamento para turistas brasileiros durante viagens internacionais.


O serviço está disponível em estabelecimentos da Argentina, Chile, Uruguai, Paraguai, Estados Unidos, Portugal, Espanha e França.


O pagamento é feito por meio da leitura de um QR Code, diretamente pelo aplicativo da instituição financeira utilizada pelo cliente. Antes da confirmação da compra, o sistema realiza a conversão do valor para reais.


Segundo o Governo Federal, a operação é possível graças a parcerias entre instituições financeiras, fintechs brasileiras e empresas de câmbio autorizadas.


Não existe um “Pix Internacional” oficial operado pelo Banco Central. As transações são intermediadas por empresas autorizadas, responsáveis pela conversão da moeda e pelo processamento do pagamento ao comerciante no exterior.


Entre as vantagens apontadas está a possibilidade de evitar o IOF incidente em compras internacionais realizadas com cartão de crédito, dependendo da modalidade utilizada.


O Estopim – O começo da notícia.


Acesse o nosso perfil no Instagram e veja essas e outras notícias: @oestopim.

bottom of page