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Após seis horas de debates e embates entre ministros STF termina sessão sem decidir investigação sobre Moraes

há 1 dia
2 min de leitura

Por Michael Andrade, da redação do Portal O Estopim | 16 de setembro de 2026 | Fontes: Agência Brasil e CNN Brasil

Pedido de vista de Flávio Dino suspendeu julgamento antes da análise do mérito; placar provisório ficou em 4 a 3 pela manutenção separada dos casos envolvendo Alexandre de Moraes e André Mendonça.


Imagem: Reprodução
Imagem: Reprodução

O Supremo Tribunal Federal (STF) encerrou, nessa terça-feira (15), uma sessão extraordinária de aproximadamente seis horas sem decidir se o ministro Alexandre de Moraes poderá ser investigado por supostas relações com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master. O julgamento foi suspenso após pedido de vista do ministro Flávio Dino.

A sessão havia sido convocada para analisar um relatório da Polícia Federal com informações obtidas no âmbito das investigações relacionadas ao Banco Master e referências a Moraes. O mérito, no entanto, não chegou a ser analisado.

Logo no início dos trabalhos, Gilmar Mendes apresentou uma questão de ordem e defendeu que o caso envolvendo Moraes fosse analisado junto com outro procedimento relacionado à atuação de André Mendonça na condução das investigações do Banco Master. Gilmar também propôs a redistribuição da relatoria, atualmente sob responsabilidade do presidente do STF, Edson Fachin.

A discussão sobre esse ponto acabou ocupando a sessão. Fachin defendeu que os procedimentos permanecessem separados. O entendimento foi acompanhado por André Mendonça, Luiz Fux e Cármen Lúcia. Gilmar Mendes, Cristiano Zanin e Alexandre de Moraes votaram pela reunião dos processos.

Flávio Dino chegou a defender a análise conjunta, mas, ao pedir vista, solicitou que sua posição não fosse contabilizada no resultado provisório. Com isso, o placar ficou em 4 votos a 3 pela manutenção dos processos separados. Não houve decisão definitiva.

A sessão também foi marcada por discussões entre integrantes da Corte. Um dos momentos de maior tensão ocorreu entre Gilmar Mendes e André Mendonça durante o debate sobre a condução do caso Master. O pedido de vista de Dino ocorreu após esse embate.

Cármen Lúcia também fez uma avaliação crítica sobre os efeitos públicos da crise envolvendo o tribunal. Durante seu voto, a ministra afirmou que o STF provocou um “mal-estar cívico” e disse que a Corte gerou intranquilidade na sociedade diante dos acontecimentos dos últimos dias.

Kassio Nunes Marques e Dias Toffoli não participaram da votação. As declarações de impedimento e suspeição ocorreram durante a sessão da manhã.

Com a interrupção, o STF não decidiu se haverá investigação contra Alexandre de Moraes. Também não houve análise definitiva das informações reunidas pela Polícia Federal. O julgamento ficou concentrado na discussão processual sobre a tramitação dos casos.

O pedido de vista permite que Flávio Dino permaneça com o processo por até 90 dias. Não há, até o momento, uma data definida para a retomada do julgamento.

As apurações relacionadas ao Banco Master e as menções a autoridades nos materiais reunidos pela Polícia Federal não representam, por si só, comprovação de irregularidades. O julgamento interrompido nessa terça-feira tratava justamente dos passos processuais que antecedem uma eventual análise do mérito.

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