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João Campos promete R$ 100 milhões para Lafepe produzir substância de canetas emagrecedoras

há 1 dia
2 min de leitura

Por Michael Andrade, da redação do Portal O Estopim | 21 de setembro de 2026

Candidato ao Governo de Pernambuco incorporou proposta defendida por Marília Arraes e afirmou que pretende construir nova estrutura no laboratório estadual para produzir o medicamento.


Imagem: Reprodução
Imagem: Reprodução

O candidato ao Governo de Pernambuco João Campos (PSB) anunciou nesse domingo (20) que pretende investir R$ 100 milhões na construção de uma nova estrutura no Laboratório Farmacêutico do Estado de Pernambuco Governador Miguel Arraes (Lafepe) para produzir a substância utilizada nas chamadas canetas emagrecedoras.

O anúncio foi feito ao lado da candidata ao Senado Marília Arraes (PDT), que já vinha defendendo durante a campanha a ampliação do acesso a esse tipo de medicamento pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A proposta também passou a ser defendida pelo presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Segundo João, a intenção, caso seja eleito, é construir uma nova planta no Lafepe e utilizar a estrutura para produzir o medicamento em Pernambuco.

“Marília já vinha trazendo essa ideia e o presidente Lula apresentou. Qual é a novidade? Nós vamos produzir a substância no Lafepe, aqui em Pernambuco, para garantir essa ação ao povo de Pernambuco que tem essas comorbidades”, afirmou o candidato.

A proposta apresentada por João prevê que pessoas com obesidade, diabetes e outras comorbidades possam receber o tratamento pelo SUS, desde que atendam aos critérios médicos que venham a ser estabelecidos. O candidato também afirmou que, havendo capacidade de produção, o laboratório estadual poderia fornecer o medicamento para outros estados.

Marília Arraes afirmou que a obesidade precisa ser tratada como uma doença crônica e disse que, caso seja eleita senadora, pretende destinar recursos para apoiar a implantação da estrutura no Lafepe.

“Nosso mandato vai disponibilizar os recursos para isso e Pernambuco vai voltar a ser protagonista na produção desses medicamentos de ponta com o Lafepe”, declarou.

A oferta das chamadas canetas emagrecedoras pelo SUS, no entanto, ainda depende da definição de critérios clínicos e das etapas necessárias para a incorporação dos medicamentos à rede pública.

O Ministério da Saúde acompanha atualmente 250 pacientes do SUS com obesidade grave ou associada a outras doenças em um estudo realizado no Grupo Hospitalar Conceição, em Porto Alegre. A pesquisa avalia o uso da semaglutida e deve contribuir para a elaboração de um protocolo clínico para definir quais pacientes poderão receber o tratamento e como será feito o acompanhamento.

Dessa forma, o anúncio feito por João Campos representa uma proposta de campanha. A eventual produção pelo Lafepe depende da eleição do candidato, da implantação da estrutura anunciada, da viabilidade técnica e das definições clínicas e regulatórias para a oferta do tratamento pelo SUS.

Foto: Edson Holanda

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