Eduardo Bolsonaro é demitido da Polícia Federal por abandono de cargo
Por Michael Andrade, da redação do Portal O Estopim | 21 de setembro de 2026 | Fonte: Correio Braziliense
Ex-deputado ocupava o cargo de escrivão da PF e foi desligado após processo administrativo disciplinar aberto por não retornar às funções.
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O Ministério da Justiça e Segurança Pública oficializou nesta segunda-feira (21) a demissão do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) do cargo de escrivão da Polícia Federal (PF). A medida foi publicada no Diário Oficial da União e tem como fundamento o abandono de cargo.
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A Portaria de Pessoal nº 135 foi assinada pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva. De acordo com o documento, a demissão ocorreu pelo “cometimento da infração disciplinar de abandono de cargo”. A legislação considera abandono a ausência intencional ao serviço por mais de 30 dias consecutivos.
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Eduardo era servidor concursado da Polícia Federal e ocupava o cargo de escrivão desde 2010. Ele estava licenciado da corporação durante o período em que exerceu mandato na Câmara dos Deputados. Após deixar o cargo de parlamentar, deveria retornar às funções na PF, no Rio de Janeiro, mas não se apresentou.
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A Polícia Federal abriu um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) para apurar a ausência. O procedimento foi concluído em julho deste ano e encaminhado ao Ministério da Justiça, responsável pela decisão definitiva sobre a permanência do servidor nos quadros da corporação.
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Eduardo Bolsonaro vive nos Estados Unidos desde fevereiro de 2025. Ao deixar o Brasil, afirmou que sofria perseguição política. A alegação é do ex-deputado. Desde então, ele permaneceu no país e não retornou ao posto na Polícia Federal.
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O ex-parlamentar havia perdido o mandato na Câmara dos Deputados por excesso de faltas. Após o fim do mandato, a PF determinou que ele retomasse suas atividades como escrivão, o que não ocorreu.
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A demissão administrativa ocorre dias depois de a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal rejeitar, por unanimidade, um recurso de Eduardo Bolsonaro contra sua condenação a quatro anos e dois meses de prisão por coação no curso do processo. O julgamento do recurso foi encerrado na sexta-feira (18).
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Imagem: Reprodução
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