Eclipse solar total acontece nesta quarta-feira (12), mas não será visível no Brasil
- Michael Andrade

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Por Michael Andrade, da redação de O Estopim Fonte: Agência Brasil | 11 de agosto de 2026
Fenômeno poderá ser acompanhado em países do Hemisfério Norte; Observatório Nacional fará transmissão ao vivo a partir das 12h.

Um eclipse solar total acontece nesta quarta-feira (12) e poderá ser observado em partes do Hemisfério Norte. O fenômeno não será visível no Brasil, nem mesmo de forma parcial, mas poderá ser acompanhado pela internet em transmissão promovida pelo Observatório Nacional (ON).
A transmissão está prevista para começar às 12h, pelas redes sociais do Observatório Nacional. O pico do eclipse deve ocorrer por volta das 14h.
A faixa de totalidade passará por áreas do Hemisfério Norte, enquanto outras regiões poderão acompanhar o fenômeno parcialmente. Entre os locais citados para observação estão áreas da Espanha, Portugal, Rússia, Islândia e Groenlândia, além de regiões do norte da África.
Segundo a astrônoma Josina Nascimento, do Observatório Nacional, embora eclipses solares totais aconteçam regularmente, a área da Terra onde é possível observar a cobertura completa do Sol é relativamente estreita.
“Tem Sol, Lua e Terra, e a sombra da Lua vai fazer um caminho pela Terra. Só quem está neste caminho é que vê o eclipse do Sol. Esse caminho é de 300 quilômetros de largura”, explicou.
A pesquisadora destaca que essa característica contribui para a percepção de que eclipses solares totais são extremamente raros. Segundo ela, o fenômeno ocorre, em média, uma vez por ano em algum ponto do planeta, mas pode ser acompanhado em sua totalidade apenas por quem estiver dentro da faixa percorrida pela sombra da Lua.
Como acontece um eclipse solar
O eclipse solar ocorre quando a Lua passa entre a Terra e o Sol, bloqueando total ou parcialmente a luz solar para determinadas regiões do planeta. O fenômeno acontece durante a fase de Lua Nova.
Dependendo do alinhamento e das distâncias relativas entre os três corpos, o eclipse pode assumir diferentes características. No eclipse total, o disco solar é completamente encoberto para quem está dentro da faixa de totalidade. Em outras situações, apenas parte do Sol é ocultada ou permanece visível um anel luminoso ao redor da Lua, no chamado eclipse anular.
Observação exige proteção adequada
Embora o eclipse desta quarta-feira não possa ser observado do Brasil, o Observatório Nacional reforça os cuidados necessários para acompanhar fenômenos solares presencialmente.
Olhar diretamente para o Sol sem proteção adequada pode provocar danos graves e permanentes à visão. A recomendação é utilizar óculos específicos para observação solar certificados pela norma ISO 12312-2 ou filtros apropriados indicados para esse tipo de observação. Métodos de projeção indireta também podem ser utilizados.
O Observatório Nacional também anunciou que transmitirá o eclipse lunar previsto para a madrugada dos dias 27 e 28 de agosto, que poderá ser acompanhado do Brasil.
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