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Da redação do Portal O Estopim

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Pontífice de 71 anos informou que alteração foi identificada em estágio inicial; procedimento será realizado em hospital de Roma, com previsão de aproximadamente uma semana de internação.


Foto: Alberto Pool/AFP
Foto: Alberto Pool/AFP

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O papa Leão XIV, de 71 anos, anunciou neste domingo (11) que será submetido a uma cirurgia para retirar um nódulo identificado em um dos pulmões. A informação foi divulgada pelo próprio pontífice durante a oração do Angelus, diante dos fiéis reunidos na Praça de São Pedro, no Vaticano. Segundo ele, a alteração foi descoberta durante exames médicos recentes e está bem localizada.

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O líder da Igreja Católica explicou que a decisão de realizar o procedimento foi tomada após orientação da equipe médica. O nódulo, conforme relatou, foi identificado em uma fase inicial, o que levou os profissionais responsáveis por seu acompanhamento a recomendarem a retirada cirúrgica.

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"Foi identificado em uma fase muito inicial e está bem localizado", afirmou Leão XIV ao comunicar a descoberta aos fiéis. O pontífice acrescentou que decidiu seguir a recomendação médica e que o procedimento já está programado para os próximos dias.

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De acordo com informações divulgadas pelo Vatican News, veículo oficial de comunicação do Vaticano, a cirurgia será realizada no Hospital Policlínico Gemelli, em Roma, na Itália.

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O diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Matteo Bruni, esclareceu que a intervenção está prevista para os primeiros dias da semana que começa nesta segunda-feira (12). A expectativa informada pelo Vaticano é de que o papa permaneça internado por aproximadamente uma semana após a operação.

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Até o momento, não foram divulgadas informações sobre a natureza benigna ou maligna do nódulo. A identificação de uma alteração pulmonar, por si só, não permite concluir que exista um diagnóstico de câncer.

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Ao final do anúncio, Leão XIV agradeceu as manifestações de proximidade espiritual dos fiéis e pediu orações durante o período em que será submetido ao tratamento.

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Eleito em maio de 2025, o pontífice enfrenta a primeira questão de saúde de maior repercussão pública de seu pontificado. Leão XIV também tem uma viagem apostólica prevista para novembro, com visitas ao Uruguai, à Argentina e ao Peru. Até a divulgação das informações sobre a cirurgia, não havia anúncio oficial de alteração no roteiro.

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Por Michael Andrade, da redação de O estopim | Fonte: CNN Brasil | terça-feira (26) de maio de 2026


Declaração ocorreu durante o lançamento da primeira encíclica de Leão XIV, que também fez alertas sobre guerras, algoritmos e novas formas de exploração.


Papa Leão XIV  • Reprodução/Reuters
Papa Leão XIV  • Reprodução/Reuters

O papa Leão XIV reconheceu que a Igreja Católica não condenou de forma contundente a escravidão transatlântica até o século XIX e pediu desculpas publicamente durante o lançamento de sua primeira encíclica, intitulada Magnifica Humanitas, no Vaticano.


“Isso constitui uma ferida na memória cristã. Por isso, em nome da Igreja, peço sinceramente perdão”, escreveu o pontífice no documento.

A encíclica, publicada nesta segunda-feira (25), tem como tema central os impactos da inteligência artificial e cobra regulamentação internacional para desacelerar o desenvolvimento de sistemas que, segundo o papa, podem disseminar desinformação, aprofundar desigualdades e ampliar riscos de conflitos.


Leão XIV defendeu que decisões envolvendo tecnologias de inteligência artificial não fiquem exclusivamente nas mãos de empresas privadas. Para ele, é necessário maior envolvimento político para proteger direitos, preservar trabalhadores e impedir que crianças sejam expostas a riscos provocados por novas tecnologias.


“O que é necessário é um envolvimento político mais ativo, capaz de desacelerar as coisas quando tudo está se acelerando”, escreveu.

O pontífice também afirmou que qualquer uso de inteligência artificial em guerras deve estar sujeito às mais rigorosas restrições éticas. Segundo ele, confiar decisões letais a sistemas automatizados é “inadmissível”.


No texto, Leão XIV denunciou o que chamou de “novas formas de escravidão”, citando trabalhadores envolvidos na cadeia de produção de equipamentos tecnológicos e pessoas submetidas a condições perigosas para extração de minerais usados em computadores, celulares e outros dispositivos.


A encíclica também traz críticas ao avanço das guerras no mundo, ao enfraquecimento de organismos multilaterais e aos lucros da indústria armamentista. O papa afirmou que a humanidade está mergulhando em uma cultura violenta de poder, em que a paz passa a ser vista apenas como intervalo frágil entre conflitos.


Leão XIV ainda fez uma das declarações mais diretas de um papa contra a chamada teoria da “guerra justa”, usada historicamente pela Igreja para avaliar conflitos. Para ele, a doutrina está ultrapassada.


“A teoria da ‘guerra justa’, que muitas vezes tem sido usada para justificar qualquer tipo de guerra, está agora ultrapassada”, escreveu.


O papa também demonstrou preocupação com líderes que possam utilizar conflitos armados como forma de desviar a atenção de problemas internos.


As encíclicas estão entre os documentos mais importantes de ensinamento de um papa aos fiéis católicos. O texto divulgado agora tem cerca de 43 mil palavras e foi aguardado desde a eleição de Leão XIV.


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Por Michael Andrade, da redação de O estopim - Fonte: Vatican News / Vaticano | terça-feira (21) de abril de 2026


Sucessor de Francisco destacou misericórdia, fraternidade e proximidade com os pobres em mensagem divulgada nesta terça-feira (21).


Papá Francisco Foto: Divulgação
Papá Francisco Foto: Divulgação

Um ano após a morte do Papa Francisco, celebrada nesta terça-feira (21), o Papa Leão XIV divulgou uma mensagem em memória de seu antecessor e destacou o legado deixado pelo pontífice argentino para a Igreja e para o mundo.


Francisco, nascido Jorge Mario Bergoglio, morreu em 21 de abril de 2025, aos 88 anos. Primeiro papa latino-americano e primeiro jesuíta a comandar a Igreja Católica, ele marcou o pontificado pela ênfase na misericórdia, na atenção aos pobres e em reformas internas ao longo de 12 anos à frente do Vaticano.


Na mensagem divulgada nesta terça-feira (21), Leão XIV afirmou que a memória de Francisco permanece viva na Igreja e no mundo. O atual pontífice disse ainda que as palavras e ações do antecessor seguem gravadas nos corações dos fiéis e ressaltou a continuidade de temas centrais de seu pontificado, como a alegria do Evangelho, a misericórdia de Deus e a fraternidade entre todos.


Durante voo entre Angola e Guiné Equatorial, no contexto de sua viagem apostólica à África, Leão XIV também voltou a citar Francisco e disse que ele “doou muito” à Igreja com a própria vida, o testemunho, as palavras e os gestos. O papa recordou especialmente a proximidade do antecessor com os pobres, os pequenos, os doentes, as crianças e os idosos.


As celebrações em memória de Francisco incluem missa e terço na Basílica de Santa Maria Maior, em Roma, onde estão os restos mortais do pontífice. O local também recebeu atos de homenagem nesta data, um ano após sua morte.


A lembrança do primeiro aniversário da morte de Francisco acontece em meio à tentativa da Igreja de preservar e atualizar parte de sua herança pastoral, especialmente no que diz respeito à defesa dos pobres, ao apelo pela paz e ao diálogo entre povos e religiões. Essa leitura decorre das mensagens oficiais divulgadas pelo Vaticano e por Leão XIV nesta terça-feira.


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