- Michael Andrade

- 18 de ago.
- 2 min de leitura
Por Michael Andrade, da redação do Portal O estopim | 18 de agosto de 2026 | Fonte: G1
Atriz construiu carreira de mais de oito décadas no rádio, na televisão, no teatro e no cinema e marcou gerações com personagens como Dona Isaura, de “Mulheres de Areia”, e Dona Guiomar, de “A Viagem”.

A atriz Laura Cardoso morreu aos 98 anos, em São Paulo. A informação foi divulgada pela família no perfil oficial da artista no Instagram na madrugada desta terça-feira (18). A morte também foi confirmada por outros veículos de imprensa.
Segundo Fátima Cardoso, filha da atriz, Laura morreu na noite de segunda-feira (17), após se sentir mal em sua residência, no bairro do Sumaré, na Zona Oeste da capital paulista. O velório está previsto para esta terça-feira (18), na região da Bela Vista, em São Paulo.
Nascida Laurinda de Jesus Cardoso Balleroni, em 13 de setembro de 1927, Laura iniciou sua trajetória artística ainda adolescente, no rádio. Posteriormente, tornou-se uma das pioneiras da televisão brasileira e construiu uma carreira de mais de oito décadas, com mais de 60 novelas no currículo.
Na televisão, Laura Cardoso passou por diferentes emissoras e se consolidou como um dos rostos mais conhecidos da teledramaturgia nacional. Na TV Globo, onde estreou na década de 1980, participou de produções que atravessaram gerações.
Entre seus personagens mais lembrados estão Dona Isaura, mãe das gêmeas Ruth e Raquel em “Mulheres de Areia”, de 1993, e Dona Guiomar, de “A Viagem”, exibida no ano seguinte. Também integrou o elenco de diversas outras produções. Seu último trabalho em novelas foi “A Dona do Pedaço”, em 2019.
A trajetória de Laura não ficou restrita à televisão. A atriz também acumulou trabalhos no teatro e no cinema e recebeu diferentes prêmios e homenagens ao longo da carreira. Entre as condecorações está a Ordem do Mérito Cultural, concedida em 2006 por sua contribuição à cultura brasileira.
Mesmo já afastada das novelas, Laura continuou participando de projetos artísticos. Em 2025, esteve no curta-metragem “Dona Rosinha”, um de seus últimos trabalhos. No mesmo ano, recebeu novas homenagens por sua contribuição à dramaturgia brasileira.
A morte encerra uma trajetória que acompanhou parte significativa da história da televisão brasileira, desde os primeiros anos do veículo no país até a consolidação das telenovelas como um dos principais produtos da cultura nacional.
Portal O estopim - O começo da notícia
Acesse o nosso perfil no Instagram e veja essa e outras notícias: @oestopim
8.png)