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Senadora pernambucana foi escolhida por unanimidade para comandar a bancada petista no Senado no período de 2026 a 2027.


Por Raul Silva para O estopim | 26 de junho de 2026



Senadora Teresa Leitão, do PT de Pernambuco, assume liderança da bancada do PT no Senado
Teresa Leitão é a segunda mulher líder da história do PT no Senado | Foto: Alessandro Dantas/PT Senado

A senadora Teresa Leitão, do PT de Pernambuco, assumiu a liderança da bancada do Partido dos Trabalhadores no Senado para o período de 2026 a 2027. A escolha foi feita por unanimidade pelos senadores petistas, segundo registro publicado pelo Poder360, e coloca a parlamentar pernambucana em posição estratégica na articulação da legenda dentro da Casa.


A liderança da bancada organiza a atuação dos senadores do partido, orienta votações, negocia propostas, acompanha a pauta legislativa e representa a posição do PT em debates internos do Senado.


No caso de Teresa Leitão, a função ganha peso adicional porque o PT integra a base do governo Lula e precisa manter unidade em votações sensíveis. O Senado é decisivo para temas como orçamento, segurança pública, educação, direitos sociais, política econômica e indicações a cargos estratégicos.


Há uma diferença importante. Teresa Leitão já havia sido escolhida líder da bancada do PT no Senado. Nesta semana, também foi anunciada por Lula como nova líder do governo no Senado, após a saída de Jaques Wagner, do PT da Bahia. A Agência Brasil informou que o anúncio foi feito pelo presidente em 25 de junho, com a missão de articular projetos de interesse do governo na Casa.


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Na prática, Teresa passa a acumular forte protagonismo político. Como líder do PT, organiza a bancada partidária. Como líder do governo, terá de dialogar com partidos aliados, independentes e opositores para defender a pauta do Executivo.


Maria Teresa Leitão de Melo é senadora por Pernambuco, tem mandato de 2023 a 2030 e aparece no perfil oficial do Senado como integrante do Bloco Parlamentar Pelo Brasil, pelo PT, na condição de líder.


O PT informa que Teresa foi eleita senadora em 2022 e é a primeira mulher da história a representar Pernambuco no Senado Federal. A página oficial do partido também registra sua trajetória como professora, pedagoga, sindicalista, ex-deputada estadual e líder da bancada petista no Senado para o período de 2026 a 2027.


A trajetória de Teresa Leitão é ligada à educação pública e ao movimento sindical. Antes de chegar ao Senado, ela exerceu cinco mandatos consecutivos como deputada estadual em Pernambuco e presidiu a Comissão de Educação e Cultura da Assembleia Legislativa, segundo o PT.


No Senado, essa agenda se manteve. Em fevereiro de 2025, Teresa foi eleita presidente da Comissão de Educação e Cultura para o biênio 2025-2026. Na ocasião, defendeu políticas públicas permanentes, qualidade do ensino superior, segurança nas escolas e valorização de professores.


A liderança de Teresa reforça a presença de Pernambuco em espaços centrais da política nacional. O estado passa a ter uma senadora em posição de comando dentro do PT no Senado e, agora, também no diálogo entre governo Lula e Casa Alta.


Para o PT, a escolha combina identidade partidária, experiência parlamentar e relação histórica com movimentos sociais. Para Pernambuco, amplia a capacidade de influência em negociações nacionais, especialmente em áreas como educação, orçamento, políticas sociais e desenvolvimento regional.


O que acontece agora


Como líder do PT no Senado, Teresa Leitão terá de manter a unidade da bancada petista em votações de interesse do partido. Como líder do governo, precisará ampliar o diálogo para além do PT e negociar com diferentes blocos parlamentares.


O desafio é grande. O governo Lula depende do Senado para aprovar projetos, segurar derrotas políticas e construir maioria em temas que podem marcar o ano legislativo. Teresa assume essa função em um momento de maior exposição política, com a responsabilidade de transformar experiência partidária em articulação concreta.


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Raul Silva é jornalista e produtor de conteúdo de O estopim. Atua na cobertura de política, poder público, cultura e direitos, com foco em contexto, checagem e interesse público.

Senadora do PT de Pernambuco é citada nos bastidores como alternativa para recompor articulação de Lula no Senado.


Por Raul Silva para O estopim | 24 de junho de 2026



Senadora Teresa Leitão, do PT de Pernambuco, cotada para liderança do governo no Senado
Teresa Leitão (PT-PE) ganha força para ser a nova líder do PT no Senado após saída de Jaques Wagner | Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado

A senadora Teresa Leitão, do PT de Pernambuco, passou a ser cotada para se tornar a líder do governo no Senado após a saída de Jaques Wagner, do PT da Bahia, anunciada nesta quarta-feira, 24 de junho de 2026. A possibilidade ainda não foi confirmada oficialmente pelo Palácio do Planalto nem formalizada no painel de lideranças do Senado, mas o nome da parlamentar ganhou força entre aliados do governo nos últimos dias.


A CNN Brasil informou que Teresa Leitão passou a ser vista como alternativa porque tem alinhamento com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, bom trânsito no governo e não disputará eleição em outubro, já que seu mandato no Senado vai até 2031. A avaliação nos bastidores é que isso daria à senadora mais disponibilidade para se dedicar à articulação política no Congresso.


A eventual escolha também teria peso simbólico. Segundo a CNN, aliados de Lula destacam que Teresa poderia se tornar a primeira mulher a comandar a liderança do governo Lula no Senado, em um momento em que o Executivo tenta reorganizar sua base após o desgaste provocado pela Operação Compliance Zero.


Até a publicação desta matéria, Teresa Leitão era nome cotado, não escolhida oficialmente. O painel de lideranças parlamentares do Senado ainda registrava Jaques Wagner como líder do governo e Teresa como líder do PT na Casa.


O Blog de Jamildo informou que a assessoria da senadora evitou comentar as especulações e que a posição pública da bancada do PT, até então, era de apoio a Wagner e defesa do devido processo legal.


Teresa Leitão é senadora por Pernambuco, filiada ao PT, e tem mandato de 2023 a 2031. Seu nome civil é Maria Teresa Leitão de Melo, ela nasceu no Recife e tem trajetória ligada à educação e ao movimento sindical. Antes de chegar ao Senado, foi deputada estadual em Pernambuco de 2003 a 2023.


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Em abril de 2026, Teresa foi escolhida pela bancada petista para liderar o PT no Senado. Na estrutura oficial da Casa, aparece como líder do partido e integrante de comissões como Educação e Cultura, Ciência e Tecnologia, Esporte, Orçamento e outras frentes parlamentares.


A liderança do governo no Senado é uma das funções mais estratégicas da relação entre o Planalto e o Congresso. O líder negocia votações, mede o apoio da base, defende projetos do Executivo e atua como ponte entre ministros, senadores e a Presidência.


A saída de Jaques Wagner aumenta a urgência dessa recomposição. O senador deixou o cargo após ser alvo da 9ª fase da Operação Compliance Zero, que investiga suspeitas ligadas ao Banco Master. Wagner nega irregularidades e afirmou que sua prioridade é provar inocência.


A escolha de Teresa não é tratada como consensual. O R7 informou que setores do PT veem a senadora como alternativa diante da falta de nomes mais fortes, mas não a consideram uma articuladora política de grande peso. Essa avaliação circula nos bastidores e não equivale a posição oficial da legenda.


Esse ponto ajuda a explicar por que Lula precisa calibrar a decisão. O novo líder terá de lidar com uma base heterogênea, um Senado comandado por Davi Alcolumbre e um calendário político marcado pela eleição de 2026.


O próximo passo é o anúncio oficial do substituto de Jaques Wagner. Caso Teresa Leitão seja confirmada, o governo apostará em um nome de confiança do PT e de baixo desgaste público para reorganizar a relação com o Senado.


Se o Planalto optar por outro senador, Teresa continuará como peça relevante da bancada petista, já que ocupa a liderança do PT e participa de comissões estratégicas. Até lá, a principal informação é que ela está no centro das conversas, mas a decisão final ainda depende de Lula e da articulação com a base.


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Senador diz que decisão saiu em comum acordo com Lula; PF apura suspeitas ligadas ao Banco Master e a Augusto Ferreira Lima.


Por Raul Silva para O estopim | 24 de junho de 2026



Senador Jaques Wagner, do PT da Bahia, deixa liderança do governo no Senado após operação da Polícia Federal
Líder do governo no Senado Federal, senador Jaques Wagner (PT-BA) | Foto: Carlos Moura/Agência Senado

O senador Jaques Wagner, do PT da Bahia, deixou nesta quarta-feira (24) a liderança do governo no Senado após se reunir com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Palácio da Alvorada, em Brasília. A saída ocorre seis dias depois de Wagner ser alvo da 9ª fase da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, que apura suspeitas de corrupção envolvendo agente público com prerrogativa de foro e irregularidades no Sistema Financeiro Nacional.


Wagner anunciou a saída em publicação nas redes sociais. Segundo o senador, a decisão foi tomada “em comum acordo” com Lula. Ele afirmou que, neste momento, sua prioridade é provar inocência e se dedicar às campanhas de reeleição de Lula, do governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, e à própria disputa ao Senado.


A reunião entre Lula e Wagner ocorreu no Palácio da Alvorada. Segundo o Poder360, o encontro durou cerca de duas horas e selou a saída do parlamentar do posto de líder do governo no Senado.


A Folha de S.Paulo informou que Wagner resistia a deixar a função, mas que a saída foi consumada após a conversa com Lula. O jornal também registrou que o governo avaliava o desgaste político de manter no posto um aliado sob investigação.


A Polícia Federal informou que a 9ª fase da Operação Compliance Zero foi deflagrada em 18 de junho para apurar a eventual participação de agente público em esquema de irregularidades envolvendo instituições do Sistema Financeiro Nacional. Foram cumpridos 18 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal, na Bahia, em São Paulo e no Distrito Federal.


Segundo a PF, os fatos investigados podem caracterizar, em tese, os crimes de corrupção passiva, corrupção ativa e lavagem de dinheiro. A nota oficial da corporação não cita nomes no texto divulgado, mas veículos como Agência Brasil, Poder360, Reuters e Folha identificaram Wagner e o empresário Augusto Ferreira Lima como alvos da fase da operação.


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Augusto Ferreira Lima é apontado nas apurações jornalísticas como ex-sócio de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. A investigação busca esclarecer se houve relação ilícita entre executivos ligados ao banco e agentes políticos.


Jaques Wagner nega irregularidades. Em entrevista citada pela Agência Brasil, o senador afirmou estar “absolutamente tranquilo” em relação à investigação. Ele também declarou que sua relação com Daniel Vorcaro seria “praticamente zero” e que nunca recebeu dinheiro do Banco Master.


Até a última atualização desta matéria, não havia denúncia formal contra Wagner no caso, segundo a Reuters. Isso significa que a investigação está em andamento e que vale a presunção de inocência.


A liderança do governo no Senado é uma função estratégica. O líder articula votações, negocia com bancadas, defende projetos do Executivo e mede o apoio político do Planalto dentro da Casa.


A saída de Wagner, aliado histórico de Lula e ex-governador da Bahia, amplia o desafio de articulação do governo em ano eleitoral. O governo terá de escolher um substituto capaz de reorganizar a base no Senado, reduzir o desgaste político da investigação e manter a agenda legislativa em andamento.


O caso também amplia a pressão sobre o Planalto porque a Operação Compliance Zero já alcança personagens de diferentes campos políticos. A Reuters informou que a investigação do Banco Master também atingiu outros nomes relevantes, incluindo o senador Flávio Bolsonaro, que nega irregularidades.


O que acontece agora


O primeiro passo é a escolha de um novo líder do governo no Senado. Até a conclusão desta matéria, não havia confirmação oficial do substituto.


A investigação da PF segue sob supervisão do Supremo Tribunal Federal. Os materiais recolhidos nos mandados de busca e apreensão devem ser analisados pelos investigadores, e a defesa de Wagner poderá contestar medidas e apresentar documentos.


Politicamente, Lula tenta evitar que o caso contamine a articulação do governo e a campanha eleitoral de 2026. Wagner, por sua vez, passa a concentrar esforços na defesa e na manutenção de sua trajetória política na Bahia.


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