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Inquérito apura pagamentos a médicos, questões previdenciárias, condições de trabalho e falhas na estrutura da unidade; autos também serão enviados ao TCE-PE.


Por Raul Silva para O estopim |

10 de setembro de 2026


Fachada da Policlínica Dr. José Cavalcanti Alves, alvo do Inquérito Civil nº 02291.000.174/2025 do MPPE em Arcoverde
Fachada da Policlínica Dr. José Cavalcanti Alves, alvo do Inquérito Civil nº 02291.000.174/2025 do MPPE em Arcoverde | Foto: Reprodução/Google Maps

O Ministério Público de Pernambuco abriu o Inquérito Civil nº 02291.000.174/2025 para investigar a gestão administrativa, financeira e estrutural da Policlínica Dr. José Cavalcanti Alves, em Arcoverde. A portaria foi assinada pelo promotor Edson de Miranda Cunha Filho em 3 de setembro de 2026 e publicada no Diário Oficial do MPPE no dia 8.


A investigação reúne denúncias sobre pagamentos classificados como “extra” a médicos temporários, possíveis irregularidades previdenciárias e fiscais, condições de trabalho, demissões de profissionais, pressão para emissão de atestados de óbito sem exame prévio do corpo e problemas estruturais já identificados pelo Conselho Regional de Medicina de Pernambuco, o Cremepe.


A Prefeitura de Arcoverde está diretamente envolvida porque mantém a Policlínica e contrata os médicos que trabalham na unidade. O prefeito Zeca Cavalcanti e a Secretaria Municipal de Saúde foram formalmente acionados pelo Ministério Público para apresentar documentos e comprovar a correção das irregularidades apontadas.


Pagamentos a médicos entram na mira do MPPE


Um dos principais pontos do inquérito é a forma como médicos temporários da Policlínica vinham sendo remunerados.


O MPPE investiga complementos salariais chamados de “extra” e determinou que a Diretoria de Gestão do Trabalho e Educação em Saúde apresente documentos referentes aos médicos plantonistas contratados temporariamente nos últimos 12 meses.


A requisição inclui folhas de pagamento, planilhas de evolução salarial, notas de empenho, ordens bancárias e contracheques.


A Prefeitura também terá de identificar a origem e a rubrica orçamentária utilizada para eventuais pagamentos adicionais.


A documentação permitirá confrontar os valores previstos nos contratos com aquilo que foi efetivamente empenhado, pago e registrado pela administração municipal.


O inquérito também alcança possíveis repercussões previdenciárias desses pagamentos.


Prefeitura já havia respondido ao Ministério Público


A portaria mostra que as cobranças do MPPE começaram antes da abertura do inquérito civil.


Durante o procedimento preparatório, a gestão municipal apresentou respostas por meio dos Ofícios nº 604/2025, 71/2025 e 72/2025, ligados à Diretoria de Gestão do Trabalho e Educação em Saúde e à Secretaria Municipal de Saúde.


Segundo o Ministério Público, o Município informou que havia realizado adequações estruturais na Policlínica.


A portaria registra, porém, novas cobranças para que a Prefeitura apresente comprovação da regularização definitiva das falhas identificadas pelo Cremepe e documentos detalhados sobre os pagamentos realizados aos médicos.


Cremepe encontrou problemas na Policlínica


Parte dos problemas analisados pelo Ministério Público foi registrada durante fiscalização realizada pelo Cremepe em 10 de setembro de 2025.


A Vistoria nº 967/2025 ocorreu sem aviso prévio.


O relatório identificou a Policlínica como unidade pública municipal com atendimento de urgência durante 24 horas e médicos contratados diretamente pela Prefeitura de Arcoverde.


Na Sala de Reanimação e Estabilização de Pacientes Graves, conhecida como Sala Vermelha, os fiscais encontraram apenas um leito. O roteiro utilizado pelo conselho previa pelo menos dois.


Também foram registradas ausência de ventilador mecânico por leito, falta de médico exclusivo para a Sala Vermelha, ausência de materiais para traqueostomia e cricotireoidostomia, falta de alguns tamanhos de tubos endotraqueais e ausência de máscara laríngea.


Os cilindros de oxigênio não estavam fixados à parede nem acondicionados em carrinho apropriado.


O Cremepe apontou ainda ausência de inscrição da unidade no Conselho Regional de Medicina e indisponibilidade integral de equipamentos ou insumos de suporte à vida.



Unidade estava sem alvará do Corpo de Bombeiros e medicamentos estavam indisponíveis


A fiscalização também constatou que a Policlínica não possuía, naquele momento, Alvará de Prevenção e Combate a Incêndios emitido pelo Corpo de Bombeiros.


A regularização desse documento está entre as providências que o MPPE agora exige da Prefeitura.


A gestão também deverá comprovar a inscrição regular da Policlínica no conselho profissional e a adequação da Sala Vermelha.


O relatório do Cremepe registrou ainda falta de medicamentos e insumos no momento da fiscalização.


Entre os itens relacionados aparecem Enoxaparina, Tobramicina em colírio, Digoxina, Codeína, Naloxona, Carbamazepina, Ampicilina, Amitriptilina, Deslanosídeo e Biperideno.


A portaria do Ministério Público também menciona Noradrenalina ao tratar das deficiências identificadas na unidade.


Médico plantonista acompanhava transferência de pacientes graves e plantões de 24 horas também são investigados


Outro problema registrado pelo Cremepe estava relacionado ao transporte de pacientes.


A Policlínica não dispunha de médico exclusivo para acompanhar transferências de pacientes graves.


Quando havia necessidade de transferência, o próprio médico que estava no plantão acompanhava o paciente, deixando temporariamente a unidade sem aquele profissional.


Os pacientes graves eram encaminhados principalmente ao Hospital Regional Ruy de Barros Correia. A unidade possuía uma ambulância básica.


A fiscalização também registrou médicos trabalhando em plantões de 24 horas consecutivas.


Durante a visita, foi informado ao Cremepe que esse formato havia sido adotado pelo próprio corpo clínico. O relatório também registrou que não havia atrasos salariais desde janeiro de 2025.


A investigação do MPPE vai além da existência ou não de atraso salarial. O foco está na forma de contratação, composição da remuneração, pagamentos adicionais, recolhimentos e condições de trabalho.


O inquérito também apura relatos de pressão institucional para que médicos emitissem atestados de óbito sem a realização prévia do exame do corpo.


O MPPE deverá identificar quem teria feito as cobranças, em quais circunstâncias elas ocorreram e se existem documentos, mensagens ou depoimentos que permitam reconstruir os episódios.


A apuração também reúne relatos sobre demissões de profissionais temporários e a forma como esses desligamentos foram realizados.


Prefeito Zeca Cavalcanti terá de responder ao MPPE e o TCE-PE também receberá a íntegra do inquérito


A portaria determina o envio de ofício ao prefeito Zeca Cavalcanti e à secretária municipal de Saúde.


A Prefeitura terá de apresentar documentação comprovando a regularização das principais falhas encontradas pelo Cremepe, entre elas a inscrição da Policlínica no CRM, o alvará do Corpo de Bombeiros e as adequações da Sala Vermelha.


Zeca Cavalcanti ocupa a chefia do Executivo desde 1º de janeiro de 2025, período que alcança a fiscalização realizada pelo Cremepe e os 12 meses de documentos financeiros requisitados pelo Ministério Público.


A resposta da gestão será importante para esclarecer quando o prefeito e a Secretaria de Saúde tomaram conhecimento dos problemas, quais providências foram determinadas e em quais datas as correções foram executadas.


O Ministério Público também determinou o envio de cópia eletrônica integral dos autos ao Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco.


O objetivo é permitir que o TCE-PE avalie as questões fiscais e previdenciárias levantadas durante a investigação e adote as medidas de fiscalização que considerar necessárias.


A entrada do Tribunal de Contas amplia o alcance da apuração sobre a folha de pagamento e os gastos municipais relacionados aos médicos temporários.


Perguntas que Arcoverde precisa ver respondidas


A investigação abre uma série de questões sobre a administração da Policlínica.


A Prefeitura precisa esclarecer se existiram pagamentos além dos valores previstos nos contratos, quem autorizou esses valores, quais rubricas foram utilizadas e se todos os pagamentos tiveram empenho, liquidação, ordem bancária e recolhimento previdenciário correspondente.


Também precisa informar quando a Policlínica conseguiu sua inscrição regular no Cremepe, quando obteve o alvará do Corpo de Bombeiros e em que data a Sala Vermelha passou a atender integralmente às exigências apontadas na fiscalização.


Outro ponto é saber se a unidade continua utilizando o próprio médico plantonista para acompanhar transferências de pacientes graves.


No campo trabalhista, será necessário esclarecer quem definiu os plantões de 24 horas, quantos profissionais temporários foram desligados e qual foi a motivação administrativa de cada demissão analisada pelo MPPE.


Também precisam ser esclarecidas as denúncias sobre pressão para emissão de atestados de óbito.


A população precisa saber ainda quando o prefeito Zeca Cavalcanti tomou conhecimento das irregularidades, quais providências determinou e por que o Ministério Público precisou reiterar pedidos de documentos e comprovação das correções.



O que acontece agora?


A Prefeitura de Arcoverde, a Secretaria Municipal de Saúde e a Diretoria de Gestão do Trabalho e Educação em Saúde terão de entregar ao MPPE os documentos requisitados.


Depois da análise desse material, o Ministério Público poderá realizar novas diligências, convocar profissionais para prestar depoimento, requisitar outras informações e aprofundar a análise financeira, previdenciária e administrativa.


O TCE-PE também receberá a íntegra dos autos para avaliar a necessidade de fiscalização própria.


As respostas da Prefeitura e os documentos sobre a remuneração dos médicos serão decisivos para os próximos desdobramentos do Inquérito Civil nº 02291.000.174/2025.


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Raul Silva é jornalista e produtor de conteúdo de O estopim. Atua na cobertura de política, poder público, fiscalização e temas de interesse coletivo, com foco em documentos, dados e seus impactos para a população.

Candidato ao Governo de Pernambuco participou de ato no Centro do Recife e afirmou que pretende implantar unidade com mais de 900 leitos em parceria com o Governo Federal


Por Raul Silva para O estopim |

23 de agosto de 2026

Cobertura das Eleições 2026



João Campos propõe hospital com mais de 900 leitos em Pernambuco.
João Campos propõe hospital com mais de 900 leitos em Pernambuco. | Foto: Edson Holanda

O candidato ao Governo de Pernambuco João Campos participou neste domingo (23), no Centro do Recife, do lançamento da candidatura de Romerinho Jatobá (PSB) a deputado estadual. Durante o evento, Campos falou sobre a parceria política com o vereador e apresentou propostas para a área da saúde, entre elas a implantação de um Hospital Geral Metropolitano.


Ao citar ações realizadas durante sua gestão na Prefeitura do Recife, João mencionou a construção do Hospital da Criança e relacionou o equipamento à proposta que pretende levar para o governo estadual.


A implantação do Hospital Geral Metropolitano foi apresentada como uma proposta de campanha. Segundo João Campos, a unidade seria construída em parceria com o Governo Federal e teria capacidade superior a 900 leitos.


“Eu ainda não tenho filho, mas fiz um hospital para cuidar do filho de todo mundo, que é o Hospital da Criança. E agora, junto com o ministro Padilha e o presidente Lula, nós vamos fazer, no Governo de Pernambuco, o maior hospital da história do Estado: o Hospital Geral Metropolitano, com mais de 900 leitos e a maior emergência do Nordeste”, afirmou.

O candidato também afirmou que o projeto deverá gerar cerca de 5 mil empregos e ampliar a capacidade de atendimento hospitalar na Região Metropolitana do Recife. Campos disse ainda que pretende reduzir a fila de cirurgias na região.


“Vamos trabalhar para zerar a fila de cirurgias da Região Metropolitana, em uma parceria com o Governo Federal e com o presidente Lula. O Ceará inaugurou um grande hospital este ano, e Pernambuco não pode ficar para trás”, declarou.

Os números apresentados durante o evento são projeções da proposta de campanha. O material divulgado sobre o ato não apresentou cronograma de execução, custo estimado da obra, localização prevista ou detalhamento sobre a divisão do financiamento entre o Estado e o Governo Federal.



  • João Campos propõe hospital com mais de 900 leitos em Pernambuco. | Foto: Edson Holanda
  • João Campos propõe hospital com mais de 900 leitos em Pernambuco. | Foto: Edson Holanda
  • João Campos propõe hospital com mais de 900 leitos em Pernambuco. | Foto: Edson Holanda
  • João Campos propõe hospital com mais de 900 leitos em Pernambuco. | Foto: Edson Holanda
  • João Campos propõe hospital com mais de 900 leitos em Pernambuco. | Foto: Edson Holanda
  • João Campos propõe hospital com mais de 900 leitos em Pernambuco. | Foto: Edson Holanda
  • João Campos propõe hospital com mais de 900 leitos em Pernambuco. | Foto: Edson Holanda
  • João Campos propõe hospital com mais de 900 leitos em Pernambuco. | Foto: Edson Holanda

Romerinho Jatobá afirmou que pretende levar para a Assembleia Legislativa de Pernambuco a atuação que diz desenvolver como vereador do Recife.


“Eu não ando fazendo falsas promessas, nem prometendo aquilo que não posso cumprir. Meu compromisso é representar as pessoas. Eu vou ser o deputado mais presente do Recife para ajudar João e ajudar nossa cidade”, disse.

O lançamento também reuniu outros candidatos e integrantes do grupo político de João Campos. Participaram do evento o prefeito do Recife, Victor Marques; o candidato a vice-governador, Carlos Costa; a candidata ao Senado, Marília Arraes; o deputado federal e candidato à reeleição Pedro Campos; e o vereador do Recife e candidato a deputado federal Rinaldo Júnior, além de outras lideranças.


O ato realizado no Centro do Recife integrou a agenda de campanha de João Campos e marcou o lançamento da candidatura de Romerinho Jatobá à Assembleia Legislativa de Pernambuco.


Fotos: Edson Holanda

Vídeos: Gustavo Pinheiro


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Raul Silva é jornalista e produtor de conteúdo de O estopim. Atua na cobertura de política, eleições e gestão pública, com foco na apuração dos fatos, no contexto e nos impactos das decisões sobre a sociedade.

Unidade de Suporte Avançado reforça urgência, mas serviço depende de base pronta, equipe, regulação e funcionamento 24 horas.



Por Raul Silva para O estopim | 25 de junho de 2026


Ambulância do SAMU em Arcoverde marca avanço no atendimento de urgência e emergência do SUS
Veículos vão fortalecer o atendimento em 114 municípios de 15 estados | Foto: Ricardo Stuckert/PR

A chegada de uma Unidade de Suporte Avançado do SAMU a Arcoverde pode mudar o atendimento de urgência no município ao ampliar a capacidade de resposta em casos graves, como infarto, AVC, acidentes, crises respiratórias e outras ocorrências que exigem socorro rápido. A Prefeitura afirma que a cidade também deve receber uma Unidade de Suporte Básico nos próximos dias, dentro de propostas aprovadas junto ao Novo PAC, programa do Governo Federal.


A Prefeitura de Arcoverde já havia informado, em julho de 2025, que o município foi contemplado com investimentos do Novo PAC na saúde, incluindo duas ambulâncias para o SAMU 192. A publicação oficial reconhece que os veículos fazem parte do esforço federal para modernizar o atendimento pré-hospitalar no país.


Na prática, a chegada das ambulâncias coloca Arcoverde em uma nova etapa da rede de urgência. O município passa a ter estrutura física e móvel para avançar na implantação do serviço, mas ainda precisa transformar a entrega dos veículos em atendimento real à população.


O Ministério da Saúde explica que as ambulâncias do SAMU se dividem em duas categorias principais. A Unidade de Suporte Básico, conhecida como USB, é formada minimamente por condutor socorrista e técnico ou auxiliar de enfermagem. Ela atende casos de menor complexidade e leva equipamentos básicos de suporte à vida.


A Unidade de Suporte Avançado, chamada de USA, é acionada em casos mais graves, quando há necessidade de intervenção médica. A equipe inclui condutor socorrista, enfermeiro e médico, com equipamentos semelhantes aos de uma UTI móvel, como ventilador mecânico, bombas de infusão, desfibrilador e medicações específicas.


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O principal ganho esperado é a redução do tempo de resposta em emergências. O SAMU organiza o socorro a partir do telefone 192, com regulação médica, orientação inicial e envio da unidade adequada para cada caso.


Isso pode melhorar o atendimento em acidentes de trânsito, quedas, convulsões, crises hipertensivas, parada cardiorrespiratória, trabalho de parto com risco, ferimentos graves e transferências reguladas entre unidades de saúde.


A mudança também ajuda a organizar o fluxo entre a casa do paciente, a rua, as unidades básicas, o hospital e a rede de urgência. Em uma cidade polo como Arcoverde, esse ponto é decisivo porque o atendimento local não envolve apenas a sede do município, mas também a circulação de pacientes da região.


O SAMU não é uma ação isolada de um governo municipal. É uma política nacional do SUS. O Ministério da Saúde registra que o serviço foi criado pelo Governo Federal em 2003, como componente pré-hospitalar móvel do Plano Nacional de Atenção às Urgências, e que Lula assinou em 2004 o decreto que instituiu sua execução em estados e municípios, com acesso nacional pelo número 192.


Na seleção de 2025 do Novo PAC Saúde, o Ministério da Saúde informa que o objetivo é ampliar e expandir a frota de ambulâncias do SAMU 192 para universalizar o acesso ao serviço de urgência e melhorar o atendimento pré-hospitalar. As ambulâncias são compradas de forma centralizada pelo Ministério da Saúde e doadas aos entes federados selecionados.


Esse dado é importante no debate público de Arcoverde. A Prefeitura tem papel administrativo na proposta, na implantação e no funcionamento, mas o programa, os veículos e a política de expansão têm origem federal.


O reconhecimento do papel federal não elimina a obrigação municipal. O Ministério da Saúde informa que estados, Distrito Federal e municípios podem propor pedidos ao Novo PAC, mediante carta-consulta e cumprimento de requisitos técnicos.


Agora, a Prefeitura precisa garantir base descentralizada, equipe, escala, insumos, manutenção, combustível, comunicação, articulação com a Central de Regulação e integração com a rede hospitalar. Sem isso, a ambulância existe como patrimônio, mas não como serviço completo.


A população deve acompanhar quando a base do SAMU começará a funcionar, qual será o modelo de contratação, quantos profissionais serão chamados, como será a escala de plantão e qual hospital receberá os casos regulados.


Outro ponto é a transparência sobre o custeio. O Ministério da Saúde explica que o SAMU 192 funciona com custeio tripartite: a União repassa valores de investimento e custeio, enquanto estados e municípios complementam os recursos e ficam responsáveis pelo funcionamento do serviço.


A chegada da Unidade de Suporte Avançado é um passo importante, mas não encerra o processo. O próximo avanço esperado é a chegada da Unidade de Suporte Básico, a implantação da base, a seleção da equipe e o início efetivo das operações pelo 192.


Para Arcoverde, o SAMU representa uma conquista concreta do SUS e do investimento federal retomado pelo Novo PAC. Para a gestão municipal, representa uma responsabilidade: fazer o serviço funcionar todos os dias, com equipe preparada, resposta rápida e atendimento digno.


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Raul Silva é jornalista e produtor de conteúdo de O estopim. Atua na cobertura de política, poder público, saúde, cultura e direitos, com foco em contexto, checagem e interesse público.


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