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Da redação do Portal O Estopim | Fonte: Agência Brasil

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Pontífice de 71 anos teve o lobo inferior do pulmão direito removido durante procedimento previamente programado; exames realizados na cirurgia confirmaram um adenocarcinoma pulmonar.

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Reuters/Ciro de Luca
Reuters/Ciro de Luca

O papa Leão XIV, de 71 anos, foi submetido nesta terça-feira (13) a uma cirurgia previamente programada para a retirada de um nódulo pulmonar, no Hospital Policlínico Gemelli, em Roma, na Itália. Durante o procedimento, exames confirmaram que a alteração se tratava de um adenocarcinoma pulmonar, um tipo de câncer. Segundo o Vaticano, a operação foi concluída sem complicações.

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A cirurgia já havia sido anunciada pelo pontífice no domingo (11), durante a oração do Angelus, quando informou aos fiéis que os médicos haviam identificado um nódulo em um dos pulmões. Na ocasião, Leão XIV explicou que a alteração estava bem localizada e havia sido descoberta precocemente, motivo pelo qual a equipe médica recomendou sua retirada.

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De acordo com o boletim divulgado pela Sala de Imprensa da Santa Sé, os exames realizados antes da operação já levantavam a suspeita de câncer. Entretanto, a confirmação do diagnóstico ocorreu somente durante a intervenção cirúrgica, por meio de um exame histológico intraoperatório, que analisa amostras de tecido.

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Para remover a área afetada, os médicos retiraram o lobo inferior do pulmão direito do pontífice, utilizando uma técnica cirúrgica videoassistida. O procedimento permite a realização da operação com o auxílio de equipamentos de imagem.

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A cirurgia foi coordenada pelo professor Stefano Margaritora, especialista em cirurgia torácica, com acompanhamento do médico pessoal do papa, Luigi Carbone, e de outros integrantes da equipe hospitalar.

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Segundo o Vaticano, Leão XIV permaneceu aproximadamente três horas na sala de cirurgia, enquanto a intervenção propriamente dita durou cerca de 90 minutos. O procedimento foi considerado bem-sucedido e ocorreu sem complicações. Após despertar normalmente da anestesia, o pontífice passou por um período de observação e retornou ao quarto, localizado no décimo andar do hospital.

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O adenocarcinoma pulmonar é um tipo de câncer que se desenvolve a partir de células glandulares do pulmão e está entre as formas mais frequentes da doença. A confirmação do diagnóstico, entretanto, não permite estabelecer automaticamente seu estágio ou a necessidade de tratamentos complementares.

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Até a divulgação do boletim, a Santa Sé não havia informado o tamanho exato do tumor nem se houve comprometimento dos gânglios linfáticos. Essas informações são importantes para avaliar a extensão da doença e orientar eventuais etapas adicionais do tratamento.

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Em entrevista à agência Reuters, o oncologista Stephen Liu, da Universidade de Georgetown, nos Estados Unidos, explicou que a possibilidade de tratamento exclusivamente cirúrgico depende de fatores como o tamanho do tumor e a existência ou não de disseminação para os gânglios linfáticos.

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A previsão é de que o papa permaneça internado por aproximadamente uma semana para recuperação. Seus compromissos públicos foram cancelados até 20 de outubro, conforme informado pelo Vaticano.

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Eleito em maio de 2025, Leão XIV enfrenta seu primeiro problema de saúde de maior repercussão pública desde o início do pontificado. O líder da Igreja Católica tem uma viagem apostólica à América do Sul prevista para novembro, com visitas ao Uruguai, à Argentina e ao Peru. Até o momento, não foi anunciado o cancelamento da programação.

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A Santa Sé deverá divulgar novas informações sobre a recuperação e o acompanhamento médico do pontífice.

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Da redação do Portal O Estopim

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Pontífice de 71 anos informou que alteração foi identificada em estágio inicial; procedimento será realizado em hospital de Roma, com previsão de aproximadamente uma semana de internação.


Foto: Alberto Pool/AFP
Foto: Alberto Pool/AFP

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O papa Leão XIV, de 71 anos, anunciou neste domingo (11) que será submetido a uma cirurgia para retirar um nódulo identificado em um dos pulmões. A informação foi divulgada pelo próprio pontífice durante a oração do Angelus, diante dos fiéis reunidos na Praça de São Pedro, no Vaticano. Segundo ele, a alteração foi descoberta durante exames médicos recentes e está bem localizada.

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O líder da Igreja Católica explicou que a decisão de realizar o procedimento foi tomada após orientação da equipe médica. O nódulo, conforme relatou, foi identificado em uma fase inicial, o que levou os profissionais responsáveis por seu acompanhamento a recomendarem a retirada cirúrgica.

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"Foi identificado em uma fase muito inicial e está bem localizado", afirmou Leão XIV ao comunicar a descoberta aos fiéis. O pontífice acrescentou que decidiu seguir a recomendação médica e que o procedimento já está programado para os próximos dias.

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De acordo com informações divulgadas pelo Vatican News, veículo oficial de comunicação do Vaticano, a cirurgia será realizada no Hospital Policlínico Gemelli, em Roma, na Itália.

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O diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Matteo Bruni, esclareceu que a intervenção está prevista para os primeiros dias da semana que começa nesta segunda-feira (12). A expectativa informada pelo Vaticano é de que o papa permaneça internado por aproximadamente uma semana após a operação.

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Até o momento, não foram divulgadas informações sobre a natureza benigna ou maligna do nódulo. A identificação de uma alteração pulmonar, por si só, não permite concluir que exista um diagnóstico de câncer.

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Ao final do anúncio, Leão XIV agradeceu as manifestações de proximidade espiritual dos fiéis e pediu orações durante o período em que será submetido ao tratamento.

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Eleito em maio de 2025, o pontífice enfrenta a primeira questão de saúde de maior repercussão pública de seu pontificado. Leão XIV também tem uma viagem apostólica prevista para novembro, com visitas ao Uruguai, à Argentina e ao Peru. Até a divulgação das informações sobre a cirurgia, não havia anúncio oficial de alteração no roteiro.

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Por Michael Andrade, da redação de O estopim | Fonte: CNN Brasil | terça-feira (26) de maio de 2026


Declaração ocorreu durante o lançamento da primeira encíclica de Leão XIV, que também fez alertas sobre guerras, algoritmos e novas formas de exploração.


Papa Leão XIV  • Reprodução/Reuters
Papa Leão XIV  • Reprodução/Reuters

O papa Leão XIV reconheceu que a Igreja Católica não condenou de forma contundente a escravidão transatlântica até o século XIX e pediu desculpas publicamente durante o lançamento de sua primeira encíclica, intitulada Magnifica Humanitas, no Vaticano.


“Isso constitui uma ferida na memória cristã. Por isso, em nome da Igreja, peço sinceramente perdão”, escreveu o pontífice no documento.

A encíclica, publicada nesta segunda-feira (25), tem como tema central os impactos da inteligência artificial e cobra regulamentação internacional para desacelerar o desenvolvimento de sistemas que, segundo o papa, podem disseminar desinformação, aprofundar desigualdades e ampliar riscos de conflitos.


Leão XIV defendeu que decisões envolvendo tecnologias de inteligência artificial não fiquem exclusivamente nas mãos de empresas privadas. Para ele, é necessário maior envolvimento político para proteger direitos, preservar trabalhadores e impedir que crianças sejam expostas a riscos provocados por novas tecnologias.


“O que é necessário é um envolvimento político mais ativo, capaz de desacelerar as coisas quando tudo está se acelerando”, escreveu.

O pontífice também afirmou que qualquer uso de inteligência artificial em guerras deve estar sujeito às mais rigorosas restrições éticas. Segundo ele, confiar decisões letais a sistemas automatizados é “inadmissível”.


No texto, Leão XIV denunciou o que chamou de “novas formas de escravidão”, citando trabalhadores envolvidos na cadeia de produção de equipamentos tecnológicos e pessoas submetidas a condições perigosas para extração de minerais usados em computadores, celulares e outros dispositivos.


A encíclica também traz críticas ao avanço das guerras no mundo, ao enfraquecimento de organismos multilaterais e aos lucros da indústria armamentista. O papa afirmou que a humanidade está mergulhando em uma cultura violenta de poder, em que a paz passa a ser vista apenas como intervalo frágil entre conflitos.


Leão XIV ainda fez uma das declarações mais diretas de um papa contra a chamada teoria da “guerra justa”, usada historicamente pela Igreja para avaliar conflitos. Para ele, a doutrina está ultrapassada.


“A teoria da ‘guerra justa’, que muitas vezes tem sido usada para justificar qualquer tipo de guerra, está agora ultrapassada”, escreveu.


O papa também demonstrou preocupação com líderes que possam utilizar conflitos armados como forma de desviar a atenção de problemas internos.


As encíclicas estão entre os documentos mais importantes de ensinamento de um papa aos fiéis católicos. O texto divulgado agora tem cerca de 43 mil palavras e foi aguardado desde a eleição de Leão XIV.


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