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Vereadora do Recife e candidata a deputada federal contesta defesa da negociação individual entre patrão e empregado e cita caso de trabalhadora impedida de ir ao banheiro no Grande Recife


Por Clara Mendes para O estopim |

23 de agosto de 2026

Cobertura das Eleições 2026



Liana Cirne critica equipe de Flávio Bolsonaro sobre fim da escala 6x1.
Liana Cirne critica equipe de Flávio Bolsonaro sobre fim da escala 6x1. | Foto: Reprodução

A vereadora do Recife e candidata a deputada federal Liana Cirne (PT) criticou, em vídeo compartilhado em seu perfil nas redes sociais, declarações de Daniella Marques, coordenadora da pauta econômica do plano de governo de Flávio Bolsonaro (PL), que classificou como “populista” e “inócuo” o debate sobre o fim da escala de trabalho 6x1. Liana questionou a defesa de que empregados e patrões definam individualmente as condições da jornada de trabalho.


Daniella Marques afirmou na sexta-feira (21), durante o 25º Fórum Empresarial Lide, no Rio de Janeiro, que trabalhadores deveriam ter liberdade para negociar diretamente com empregadores, sem interferência do Estado. A economista também defendeu que diferentes modelos de jornada permaneçam permitidos e disse que a redução da carga horária precisa considerar os custos para as empresas.


No vídeo, Liana Cirne contesta a premissa de igualdade entre as duas partes de uma relação de emprego.


“Patrão não negocia. A única negociação que existe é: quer ou não quer”, afirma a candidata.

Liana sustenta que o empregado está em posição diferente daquela ocupada pelo empregador no momento da contratação e questiona a possibilidade de uma negociação individual ocorrer em condições equivalentes.


A parlamentar também cita um caso recente ocorrido na Região Metropolitana do Recife para exemplificar a relação de poder no ambiente de trabalho.


Uma operadora de caixa de 31 anos relatou ter sido impedida de usar o banheiro durante uma jornada de 18 horas em uma unidade do Novo Atacarejo em São Lourenço da Mata. Segundo o processo trabalhista, a funcionária solicitou autorização para deixar o caixa, aguardou cerca de 40 minutos pela substituição e urinou nas próprias roupas. A Justiça do Trabalho manteve em segunda instância a condenação da empresa ao pagamento de R$ 10 mil por danos morais.


O Novo Atacarejo afirmou que não admite práticas de abuso, constrangimento, discriminação, violência ou assédio e informou que pretende utilizar os recursos previstos em lei por considerar que a sentença não representa integralmente o contexto discutido no processo.


Ao mencionar o episódio, Liana argumenta que situações desse tipo demonstram os limites da negociação individual entre trabalhadores e empregadores.


A declaração da vereadora ocorre no momento em que o Congresso Nacional discute mudanças constitucionais na jornada de trabalho.


A Câmara dos Deputados aprovou em 27 de maio, em dois turnos, a PEC 221/2019. O texto estabelece jornada máxima de 40 horas semanais distribuídas em cinco dias, com dois dias de descanso e sem redução salarial. A proposta recebeu 461 votos favoráveis e 19 contrários no segundo turno.


Pela regra de transição aprovada pelos deputados, a jornada passaria para 42 horas semanais 60 dias após a eventual promulgação da emenda, já com dois dias de repouso. Doze meses depois, o limite cairia para 40 horas. O texto também prevê regras específicas para determinadas categorias e mantém espaço para acordos e convenções coletivas.


A proposta chegou à Comissão de Constituição e Justiça do Senado na sexta-feira (21), dois dias antes da publicação do vídeo de Liana. O senador Omar Aziz (PSD-AM) foi designado relator. Caso seja aprovada na comissão, a PEC ainda terá de passar por dois turnos no plenário do Senado, com pelo menos 49 votos favoráveis em cada votação.


No encerramento do vídeo, Liana leva o debate para a disputa presidencial. A candidata associa a defesa da redução da jornada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e contrapõe essa posição à proposta defendida pela equipe econômica de Flávio Bolsonaro.


Daniella Marques foi presidente da Caixa Econômica Federal durante o governo Jair Bolsonaro e atualmente coordena a área econômica da campanha presidencial de Flávio. Sua posição é que o Estado deve reduzir a interferência na definição das jornadas e permitir maior liberdade contratual entre trabalhadores e empresas.


Liana Cirne está no segundo mandato como vereadora do Recife pelo PT e atualmente disputa uma vaga de deputada federal por Pernambuco com o número 1310.


O debate sobre a escala 6x1 passou, assim, a integrar também a campanha presidencial de 2026. Enquanto a equipe econômica de Flávio Bolsonaro questiona a mudança e defende negociação individual sobre jornadas, Lula e aliados defendem a redução da carga horária e o texto aprovado pela Câmara segue em análise no Senado.


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Clara Mendes é repórter de hard news e plantonista de O estopim. Cobre política, poder e acontecimentos do dia com foco em apuração, verificação e interesse público.

Por Raul Silva para O estopim | 21 de maio de 2026



Homem de terno azul e gravata, discursando em um microfone. Placa ao fundo: "PLENÁRIO 20 DE SETEMBRO". Ambiente sério e formal.
Deputado Federal Sérgio Turra (PP-RS) Progressistas do Rio Grande do Sul autor do texto que amplia a jornada de trabalho para 52h semanais | Foto: Reprodução/Redes Sociais

Um grupo de deputados federais de direita, do Centrão e da extrema-direita, protocolou na Câmara uma emenda à PEC 221/2019 que muda o eixo do debate sobre o fim da escala 6x1. Em vez de reduzir a jornada e ampliar o descanso semanal em prazo curto, o texto apresentado pelo deputado Sérgio Turra, do PP do Rio Grande do Sul, condiciona a mudança a uma lei complementar, empurra sua entrada em vigor para dez anos após a promulgação e cria uma brecha para jornadas de até 52 horas por semana. Na lista oficial de apoio, a emenda aparece com 176 assinaturas confirmadas, entre elas cinco de parlamentares de Pernambuco.


A movimentação ocorre no momento em que a Comissão Especial da Câmara discute a redução da jornada semanal e o rearranjo da escala de trabalho. O relator, deputado Leo Prates, ainda negocia o formato final do parecer, enquanto setores empresariais, partidos da oposição e legendas do Centrão pressionam por transição longa, exceções setoriais e compensações tributárias para empregadores.


A emenda de Sérgio Turra fixa, como regra geral, a jornada de até oito horas diárias e 40 horas semanais. Mas o próprio texto abre uma porta para que acordos individuais ou instrumentos coletivos elevem esse limite em mais 30%. Na prática, a conta leva o teto a 52 horas semanais.


O mesmo texto determina que atividades consideradas essenciais possam permanecer com jornada máxima de 44 horas semanais. A definição dessas áreas ficaria para uma lei complementar. Entre os setores que poderiam ser enquadrados nessa categoria estão os ligados à preservação da vida, da saúde, da segurança, da mobilidade, do abastecimento, da ordem pública e da continuidade de infraestruturas críticas.


Outro ponto central da proposta é o calendário. A emenda estabelece que a mudança constitucional só entre em vigor dez anos depois da publicação. Além disso, condiciona a implementação do novo limite semanal à aprovação prévia de uma lei complementar que organizaria o cronograma de transição, regras setoriais, mecanismos de avaliação de impacto, metas de produtividade e critérios fiscais.


A proposta também inclui um pacote de compensações para empregadores. Entre elas está a redução de 50% da alíquota da contribuição para o FGTS, o que derrubaria o recolhimento de 8% para 4%. O texto ainda prevê imunidade temporária e escalonada de contribuição social sobre novos vínculos empregatícios formalizados por causa da redução da jornada, além de incentivos tributários para empresas.


A inclusão desse capítulo deslocou o centro do debate. O que começou como uma discussão sobre redução da jornada e reorganização do descanso semanal passou a incorporar renúncia de arrecadação, condicionantes econômicos e margem ampliada para negociação individual.


A PEC 221/2019, que já tramitava antes da atual onda de pressão social pelo fim da escala 6x1, previa reduzir a jornada para 36 horas semanais em dez anos. Já a PEC 8/2025, apresentada por Erika Hilton e outros deputados, propõe quatro dias de trabalho por semana, com prazo muito mais curto para adaptação.


No meio desse embate, a emenda assinada por 176 deputados não extingue de imediato a lógica do 6x1. Ao contrário. Ela preserva o regime atual até a edição de lei complementar, mantém exceções para atividades essenciais e cria margem constitucional para jornadas superiores ao novo teto de 40 horas.


A comissão especial adiou para 25 de maio a apresentação do parecer do relator. A votação do texto na comissão, segundo o cronograma informado publicamente, segue prevista para 26 de maio. Até lá, a negociação gira em torno de três pontos: prazo de transição, definição das categorias tratadas como essenciais e eventual compensação ao setor patronal.


Nos bastidores, a repercussão pública sobre a lista de apoio já produziu desgaste político. Ainda assim, a lista oficial da Câmara registra 176 apoios confirmados no documento de conferência de assinaturas relativo à Emenda nº 1 da PEC 221/2019.


Na conferência oficial de assinaturas da Câmara, cinco deputados federais de Pernambuco aparecem como apoiadores da emenda:


  • Pastor Eurico (PSDB-PE)

  • Augusto Coutinho (Republicanos-PE)

  • Clarissa Tércio (PP-PE)

  • Coronel Meira (PL-PE)


A lista abaixo reproduz os 176 nomes que constam no relatório de conferência de assinaturas da Câmara, relativo à Emenda nº 1 da PEC 221/2019, protocolada em 14 de maio de 2026:


  1. Sérgio Turra (PP-RS)

  2. Joaquim Passarinho (PL-PA)

  3. Alceu Moreira (MDB-RS)

  4. Afonso Hamm (PP-RS)

  5. Newton Cardoso Jr (MDB-MG)

  6. Alberto Fraga (PL-DF)

  7. Pedro Lupion (Republicanos-PR)

  8. Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PL-SP)

  9. Any Ortiz (PP-RS)

  10. Ana Paula Leão (PP-MG)

  11. Cobalchini (MDB-SC)

  12. Pedro Westphalen (PP-RS)

  13. Capitão Alden (PL-BA)

  14. Juarez Costa (Republicanos-MT)

  15. Dr. Zacharias Calil (MDB-GO)

  16. Arthur Oliveira Maia (União Brasil-BA)

  17. Mauricio Marcon (PL-RS)

  18. Alexandre Guimarães (MDB-TO)

  19. Fernanda Pessoa (PSD-CE)

  20. Rafael Simões (União Brasil-MG)

  21. General Girão (PL-RN)

  22. Coronel Ulysses (União Brasil-AC)

  23. Mauricio do Vôlei (PL-MG)

  24. Henderson Pinto (União Brasil-PA)

  25. Sergio Souza (MDB-PR)

  26. Lucio Mosquini (PL-RO)

  27. Tião Medeiros (PP-PR)

  28. José Rocha (União Brasil-BA)

  29. Jorge Goetten (Republicanos-SC)

  30. Vitor Lippi (PSD-SP)

  31. Pastor Eurico (PSDB-PE)

  32. Daniela Reinehr (PL-SC)

  33. Evair Vieira de Melo (Republicanos-ES)

  34. Caroline de Toni (PL-SC)

  35. Daniel Freitas (PL-SC)

  36. Rodrigo Valadares (PL-SE)

  37. Pezenti (MDB-SC)

  38. Dr. Flávio (PL-RJ)

  39. Messias Donato (União Brasil-ES)

  40. Dr. Luiz Ovando (PP-MS)

  41. Adilson Barroso (PL-SP)

  42. Augusto Coutinho (Republicanos-PE)

  43. Luisa Canziani (União Brasil-PR)

  44. Sanderson (PL-RS)

  45. Célio Silveira (MDB-GO)

  46. Toninho Wandscheer (PP-PR)

  47. Luiz Carlos Hauly (Podemos-PR)

  48. Pastor Diniz (União Brasil-RR)

  49. Delegado Paulo Bilynskyj (PL-SP)

  50. Nicoletti (PL-RR)

  51. Julia Zanatta (PL-SC)

  52. Coronel Chrisóstomo (PL-RO)

  53. Chris Tonietto (PL-RJ)

  54. Roberta Roma (PL-BA)

  55. Da Vitoria (PP-ES)

  56. Felipe Francischini (Podemos-PR)

  57. Beto Pereira (Republicanos-MS)

  58. Zé Vitor (PL-MG)

  59. Greyce Elias (PL-MG)

  60. Lafayette de Andrada (PL-MG)

  61. Padovani (PP-PR)

  62. Marcos Pollon (PL-MS)

  63. Josivaldo JP (União Brasil-MA)

  64. Bibo Nunes (PL-RS)

  65. Rodrigo da Zaeli (PL-MT)

  66. Rodolfo Nogueira (PL-MS)

  67. Dilceu Sperafico (PP-PR)

  68. Luiz Nishimori (PSD-PR)

  69. Luiz Carlos Busato (União Brasil-RS)

  70. Giovani Cherini (PL-RS)

  71. Nelson Barbudo (Podemos-MT)

  72. Zezinho Barbary (PP-AC)

  73. Bia Kicis (PL-DF)

  74. Aluisio Mendes (Republicanos-MA)

  75. Fausto Jr. (União Brasil-AM)

  76. Julio Lopes (PP-RJ)

  77. José Nelto (União Brasil-GO)

  78. Domingos Sávio (PL-MG)

  79. Marangoni (Podemos-SP)

  80. Junio Amaral (PL-MG)

  81. Marussa Boldrin (Republicanos-GO)

  82. Luiz Lima (Novo-RJ)

  83. Clarissa Tércio (PP-PE)

  84. Zé Trovão (PL-SC)

  85. Geovania de Sá (Republicanos-SC)

  86. Márcio Honaiser (Solidariedade-MA)

  87. Coronel Meira (PL-PE)

  88. João Carlos Bacelar (PL-BA)

  89. Zé Adriano (PP-AC)

  90. Simone Marquetto (PP-SP)

  91. Celso Russomanno (Republicanos-SP)

  92. Eli Borges (Republicanos-TO)

  93. Rosângela Reis (PL-MG)

  94. Marcelo Moraes (PL-RS)

  95. Ismael (PL-SC)

  96. Daniel Agrobom (PSD-GO)

  97. Gustavo Gayer (PL-GO)

  98. Hercílio Coelho Diniz (MDB-MG)

  99. Adriana Ventura (Novo-SP)

  100. Cabo Gilberto Silva (PL-PB)

  101. Mário Heringer (PDT-MG)

  102. Geraldo Mendes (União Brasil-PR)

  103. Paulo Litro (União Brasil-PR)

  104. Gilson Marques (Novo-SC)

  105. Antonio Andrade (PSDB-TO)

  106. Beto Richa (PSDB-PR)

  107. Carlos Jordy (PL-RJ)

  108. AJ Albuquerque (PP-CE)

  109. Danilo Forte (PP-CE)

  110. Vermelho (PL-PR)

  111. Paulo Azi (União Brasil-BA)

  112. Diego Coronel (Republicanos-BA)

  113. José Medeiros (PL-MT)

  114. Arnaldo Jardim (Cidadania-SP)

  115. Dr. Ismael Alexandrino (PSD-GO)

  116. Hugo Leal (PSD-RJ)

  117. Marcelo Álvaro Antônio (PL-MG)

  118. Sóstenes Cavalcante (PL-RJ)

  119. Magda Mofatto (PL-GO)

  120. Sargento Gonçalves (PL-RN)

  121. Marcel van Hattem (Novo-RS)

  122. Filipe Martins (PL-TO)

  123. Carlos Chiodini (MDB-SC)

  124. Laura Carneiro (PSD-RJ)

  125. Ricardo Salles (Novo-SP)

  126. Roberto Duarte (Republicanos-AC)

  127. Max Lemos (PDT-RJ)

  128. Hildo Rocha (MDB-MA)

  129. Coronel Fernanda (PL-MT)

  130. Pinheirinho (PP-MG)

  131. Murillo Gouvea (PSDB-RJ)

  132. Meire Serafim (União Brasil-AC)

  133. Luciano Vieira (PSDB-RJ)

  134. Pr. Marco Feliciano (PL-SP)

  135. Lucas Redecker (PSD-RS)

  136. Lincoln Portela (PL-MG)

  137. Gilberto Abramo (Republicanos-MG)

  138. Átila Lira (PP-PI)

  139. Bebeto (PP-RJ)

  140. Osmar Terra (PL-RS)

  141. Amaro Neto (PP-ES)

  142. Adriano do Baldy (PP-GO)

  143. Dr. Fernando Máximo (PL-RO)

  144. Missionário José Olimpio (PL-SP)

  145. Jorge Braz (Republicanos-RJ)

  146. Julio Arcoverde (PP-PI)

  147. Franciane Bayer (Republicanos-RS)

  148. Mauricio Neves (PP-SP)

  149. Delegado Fabio Costa (PP-AL)

  150. João Maia (PP-RN)

  151. Vinicius Carvalho (PL-SP)

  152. Luiz Fernando Faria (União Brasil-MG)

  153. Mario Frias (PL-SP)

  154. Thiago Flores (União Brasil-RO)

  155. Daniela do Waguinho (Republicanos-RJ)

  156. Zé Silva (União Brasil-MG)

  157. Dr. Jaziel (PL-CE)

  158. Glaustin da Fokus (Podemos-GO)

  159. Doutor Luizinho (PP-RJ)

  160. Aline Gurgel (União Brasil-AP)

  161. Claudio Cajado (PP-BA)

  162. Rosangela Moro (PL-SP)

  163. Rafael Fera (Podemos-RO)

  164. Eunício Oliveira (MDB-CE)

  165. Sargento Fahur (PL-PR)

  166. Diego Andrade (PSD-MG)

  167. Fernando Coelho Filho (União Brasil-PE)

  168. Ricardo Guidi (PL-SC)

  169. Luiz Gastão (PSD-CE)

  170. Fabio Garcia (União Brasil-MT)

  171. Jefferson Campos (PL-SP)

  172. Gustinho Ribeiro (PP-SE)

  173. Nikolas Ferreira (PL-MG)

  174. Renata Abreu (Podemos-SP)

  175. Fabio Schiochet (União Brasil-SC)

  176. Baleia Rossi (MDB-SP)



No discurso público, a emenda foi apresentada por seus defensores como saída de transição e adaptação econômica. Na prática legislativa, ela funciona como um freio ao modelo de redução mais rápida da jornada. Mantém o regime atual, amplia a margem de negociação, preserva setores em 44 horas e joga a implementação para depois de uma lei complementar e de um prazo de dez anos.


Para a bancada pernambucana, a assinatura dos cinco deputados coloca o estado dentro do núcleo de apoio a uma proposta que reescreve o debate nacional sobre trabalho, descanso e custo da transição. O centro da disputa deixou de ser apenas o fim da escala 6x1. Passou a ser também quem paga a conta, quando a mudança começa e qual margem o Congresso dará para manter jornadas longas sob novo texto constitucional.


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Raul Silva é jornalista e produtor de conteúdo de O estopim. Atua na cobertura de política, cotidiano e temas de interesse público com foco em apuração, contexto e impacto social.


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