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Vereadora do Recife entra na chapa da federação PT, PCdoB e PV; registro ainda será submetido ao TRE-PE até 15 de agosto.


Por Mateus Ayres para O estopim | Cobertura especial das Eleições 2026

21 de julho de 2026



Liana Cirne durante convenção da Federação Brasil da Esperança no Recife ao lado da senadora Teresa Leitão (PT-PE) e do senador e candidato a reeleição Humberto Costa (PT-PE) | Foto: Assessoria/Liana Cirne
Liana Cirne durante convenção da Federação Brasil da Esperança no Recife ao lado da senadora Teresa Leitão (PT-PE) e do senador e candidato a reeleição Humberto Costa (PT-PE) | Foto: Assessoria/Liana Cirne

Liana Cirne, do PT, teve candidatura a deputada federal homologada pela Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PV, nesta segunda (20). A escolha ocorreu durante a convenção estadual realizada no Hotel Jangadeiro, em Boa Viagem, na Zona Sul do Recife.


A decisão encerra a etapa interna de escolha do nome pela federação, mas ainda não representa o deferimento definitivo da candidatura pela Justiça Eleitoral. O pedido de registro deverá ser apresentado ao Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco, responsável por analisar a documentação e as condições legais para a disputa.


Após a convenção, Liana afirmou que pretende associar sua campanha ao fortalecimento da base do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Congresso.

“Nossa candidatura à Câmara dos Deputados foi homologada. Estou animada para reforçar o time do presidente Lula em Brasília. Chegou a hora de Pernambuco colocar a força de quem luta contra a extrema-direita lá no Congresso. É uma candidatura que vem da educação, da classe trabalhadora, do campo progressista e que defende de verdade as bandeiras da nossa esquerda. Vamos construir essa vitória juntas e juntos”, declarou.

A manifestação representa o posicionamento político e eleitoral da candidata. A homologação foi confirmada em publicação nas redes de Liana e em informações distribuídas por sua assessoria.


A convenção partidária é a reunião na qual partidos e federações escolhem formalmente as pessoas que pretendem lançar nas eleições. Em 2026, essas reuniões podem ocorrer entre 20 de julho e 5 de agosto.


Depois da escolha, a federação precisa enviar o pedido de registro à Justiça Eleitoral até as 19h de 15 de agosto. No caso das candidaturas a deputada federal por Pernambuco, a análise cabe ao TRE-PE.


O tribunal verificará filiação partidária, domicílio eleitoral, documentação, condições de elegibilidade e eventuais causas de inelegibilidade. Somente depois desse processo haverá uma decisão judicial sobre o registro.


A propaganda eleitoral geral nas ruas e na internet poderá começar em 16 de agosto. O primeiro turno das eleições será realizado em 4 de outubro de 2026.


Liana Cirne já disputou uma vaga na Câmara dos Deputados. Nas eleições de 2022, recebeu 57.284 votos, equivalentes a 1,15% dos votos válidos para o cargo em Pernambuco.


Ela não foi eleita, mas ficou na primeira suplência da Federação Brasil da Esperança no estado. O resultado tornou a vereadora um dos nomes considerados pelo PT para uma nova disputa federal.


Dois anos depois, Liana foi reeleita para a Câmara Municipal do Recife com 14.810 votos, ou 1,67% dos votos válidos. Foi a sétima candidata mais votada entre os vereadores eleitos na capital pernambucana.


A comparação entre os dois resultados exige cautela. A eleição para vereadora ocorre apenas dentro do Recife, enquanto a disputa para a Câmara dos Deputados envolve eleitores de todo o estado. O desafio da candidatura será transformar uma base consolidada na capital e na Região Metropolitana em apoio distribuído pelo território pernambucano.


A entrada de Liana na chapa não foi uma decisão de última hora. A parlamentar apresentou publicamente sua pré-candidatura em julho de 2025, durante um evento realizado em Olinda com a presença de dirigentes partidários, parlamentares e representantes de organizações sindicais.


Na ocasião, Liana reconheceu que sua campanha de 2022 havia ficado mais concentrada na Região Metropolitana e indicou que precisaria ampliar a presença em outras regiões do estado. Desde então, participou de agendas com dirigentes e lideranças municipais no Agreste pernambucano.


Esse movimento revela uma das principais linhas da estratégia eleitoral: preservar o eleitorado formado no Recife e buscar novas bases no interior.


A convenção da Federação Brasil da Esperança não tratou apenas das chapas proporcionais. PT, PCdoB e PV também oficializaram o apoio à candidatura de João Campos ao Governo de Pernambuco e confirmaram o senador Humberto Costa como candidato à reeleição.


Os trabalhos foram conduzidos pelo presidente estadual do PT e da federação, deputado federal Carlos Veras, ao lado do presidente estadual do PV, deputado federal Clodoaldo Magalhães, e da dirigente estadual do PCdoB, Thiara Milhomem.


A candidatura de Liana, portanto, integra uma articulação mais ampla para vincular as chapas proporcionais ao projeto nacional do presidente Lula e à aliança construída pela federação na disputa estadual.


Liana Cristina da Costa Cirne Lins é advogada, doutora em Direito, professora da Faculdade de Direito do Recife, vinculada à Universidade Federal de Pernambuco, e vereadora pelo Partido dos Trabalhadores.


A Câmara Municipal confirma que ela exerce mandato pelo PT. A UFPE a relaciona entre as professoras da área de Direito Processual e Prática Jurídica do Centro de Ciências Jurídicas.


Em seu mandato, Liana tem associado sua atuação a temas como direitos humanos, educação pública, direitos das mulheres, proteção das pessoas com deficiência, participação popular e políticas sociais. Essas prioridades também aparecem no discurso apresentado após a convenção.


A homologação acrescenta à chapa da federação uma candidata com votação relevante no Recife, presença digital e vínculos com setores da educação, do funcionalismo público, dos movimentos sociais e do eleitorado progressista urbano.


Isso não significa, isoladamente, que a candidatura esteja próxima de conquistar uma cadeira. A eleição para deputada federal segue o sistema proporcional. O resultado depende dos votos individuais recebidos por cada candidatura e da soma alcançada pelo partido ou pela federação.


Na prática, Liana concorrerá contra candidaturas de outras legendas e também disputará posições dentro da própria chapa da Federação Brasil da Esperança. Seu desempenho estará ligado à capacidade coletiva de PT, PCdoB e PV de atingir os quocientes exigidos para a distribuição das vagas.


A votação de 2022 demonstra que existe uma base eleitoral anterior. A eleição municipal de 2024 indica crescimento no Recife. O ponto ainda em aberto é a capacidade de converter esse capital político em uma votação estadual suficientemente ampla.


Caso seja eleita, Liana deixará a Câmara Municipal do Recife antes do encerramento do mandato iniciado em 2025, permitindo a convocação de suplente conforme as regras aplicáveis ao Legislativo municipal.


No Congresso, sua eventual atuação dependerá da composição das bancadas, das comissões e das negociações legislativas. A candidatura declara como prioridades a educação pública, os direitos humanos, a democracia e os direitos sociais, mas propostas concretas e compromissos legislativos deverão ser avaliados ao longo da campanha.


A confirmação em convenção também amplia o debate sobre a representação feminina na bancada pernambucana. A homologação, entretanto, não permite antecipar o resultado eleitoral nem substitui a análise das propostas que serão apresentadas aos eleitores.


A Federação Brasil da Esperança deverá protocolar o registro de Liana Cirne e dos demais integrantes da chapa até as 19h de 15 de agosto.


Após o protocolo, a Justiça Eleitoral publicará os dados da candidatura e abrirá os prazos legais para impugnações, apresentação de documentos e julgamento do registro.

A campanha eleitoral geral poderá começar em 16 de agosto. O primeiro turno ocorrerá em 4 de outubro. Como deputada federal é um cargo eleito pelo sistema proporcional, não existe segundo turno para essa disputa.


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Mateus Ayres é jornalista e analista político de O estopim. Cobre política nacional e internacional, análise de conjuntura e as relações entre poder, democracia e justiça social, com rigor documental e compromisso com a apuração.


Por Raul Silva para O estopim | 17 de junho de 2026



Homem de terno fala ao microfone em close-up, com fundo abstrato colorido e expressão séria.
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, em encontro com jornalistas | Foto: Douglas Gomes/Câmara dos Deputados

A Polícia Federal encontrou diálogos no celular do banqueiro Daniel Vorcaro em que o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), aparece pedindo a liberação de um empréstimo do Banco Master para uma empresa ligada à sua cunhada. A informação, revelada nesta terça-feira, amplia a pressão política sobre Motta e aprofunda o desgaste de um caso que já vinha mobilizando órgãos de controle, o Congresso e o Banco Central.


O novo elemento muda o eixo da crise. Até aqui, o caso era tratado publicamente como uma operação privada entre o Banco Master e Bianca Medeiros, irmã da esposa de Motta. Com a revelação de que a PF identificou mensagens em que o deputado atua diretamente junto a Vorcaro para destravar o crédito, a discussão deixa de girar apenas em torno do parentesco e passa a atingir a eventual intermediação política de um negócio privado com forte potencial de conflito de interesses.


Segundo a nova revelação, os investigadores localizaram no aparelho de Vorcaro conversas nas quais Hugo Motta pede a liberação do empréstimo do Master para a empresa da cunhada. A informação surge no contexto das apurações sobre a rede de relações políticas e empresariais do ex-controlador do Banco Master, alvo de investigação em diferentes frentes.


A descoberta reforça a suspeita de proximidade entre o comando político da Câmara e um banqueiro já implicado em uma série de episódios sob escrutínio público e institucional. Também recoloca sob nova luz os movimentos anteriores de Motta em matérias legislativas que, segundo adversários e investigadores, podem ter beneficiado interesses ligados ao entorno de Vorcaro.


Antes mesmo da revelação dos diálogos, o empréstimo à cunhada de Motta já havia se tornado alvo de questionamentos. Reportagens publicadas em março mostraram que Bianca Medeiros contratou ao menos R$ 22 milhões com o Banco Master em 2024 para comprar o terreno de uma antiga fábrica de cimento em João Pessoa, área destinada a um futuro empreendimento imobiliário.


Os documentos conhecidos até aqui indicam que a operação foi firmada poucos dias depois de Bianca assumir o controle da ETC Participações. As cotas da empresa foram dadas em garantia ao banco. A transação chamou atenção não apenas pelo valor, mas pelo contexto político em torno do grupo familiar e da relação de Hugo Motta com o núcleo de influência de Brasília.


A partir daí, o Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União pediu que a Corte avaliasse a operação, inclusive para verificar se houve uso direto ou indireto de recursos públicos, garantias estatais ou falhas de supervisão por parte do Banco Central. No Senado, parlamentares também cobraram esclarecimentos sobre as condições do contrato, as garantias oferecidas e a compatibilidade da operação com padrões usuais de mercado.


Até aqui, a linha pública de defesa de Hugo Motta tem sido a de negar participação no negócio. Em manifestações anteriores, o presidente da Câmara afirmou que se tratava de uma operação entre partes privadas e sustentou que não tem relação societária com a empresa envolvida. Também destacou que o empréstimo foi fechado em 2024, antes de sua chegada ao comando da Câmara.


Bianca Medeiros, por sua vez, declarou que o contrato foi celebrado em condições usuais de mercado, com garantias compatíveis com o valor da operação, e que a escolha do Banco Master decorreu das condições negociais apresentadas à época. A empresária também afirmou que a empresa responsável pela operação não possui relação societária, comercial ou de gestão com Hugo Motta.


A nova informação sobre os diálogos, no entanto, pressiona essa versão ao sugerir uma atuação direta do parlamentar na liberação do crédito. O ponto central, agora, não é apenas saber se a empresa tem vínculo formal com Motta, mas se houve uso de influência política ou pessoal para viabilizar uma operação privada em favor de familiar próximo.


A revelação tem peso por atingir um dos cargos mais poderosos da República. O presidente da Câmara controla a pauta da Casa, influencia negociações com o governo federal e ocupa posição central em votações de alto impacto econômico e institucional. Quando o ocupante desse posto aparece em diálogos com um banqueiro investigado para pedir um empréstimo a familiar, o dano político não depende apenas da tipificação penal do ato. Ele nasce do problema de interesse público e da erosão da confiança.


No entorno do caso Master, esse tipo de relação é especialmente sensível. Daniel Vorcaro passou a ser associado a uma rede de contatos com parlamentares, ministros e operadores políticos, em um ambiente em que favores privados e decisões públicas passaram a conviver de forma cada vez mais nebulosa. As novas mensagens atribuídas a Motta empurram o caso para esse mesmo terreno.


A tendência é que o episódio alimente novos pedidos de apuração no Congresso, no TCU e em outras instâncias de controle. A pressão deve se concentrar em três frentes: a origem e as condições do empréstimo, a eventual interferência de Hugo Motta na operação e os reflexos políticos da relação entre Vorcaro e agentes públicos com poder de decisão.


Também cresce a cobrança para que Motta apresente explicações públicas mais detalhadas sobre a natureza de sua relação com Vorcaro, o conteúdo das conversas citadas pela PF e o grau de envolvimento que teve no financiamento à empresa da cunhada. Em crise política, o silêncio costuma proteger pouco. E, neste caso, cada nova camada da investigação amplia a distância entre a versão de negócio estritamente privado e a hipótese de uma operação atravessada por capital político.


Por enquanto, o que era um empréstimo cercado de suspeitas passa a ser tratado como possível evidência de trânsito direto entre o comando da Câmara e o dono de um banco sob investigação. Para Motta, o problema já não é apenas o vínculo familiar com a beneficiária da operação. É a possibilidade de que a PF tenha encontrado, nas mensagens, o registro explícito de sua intervenção.


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Raul Silva é jornalista e produtor de conteúdo do O estopim, com foco em política, poder e temas de interesse público.

Por Raul Silva para O estopim | 21 de maio de 2026



Homem de terno azul e gravata, discursando em um microfone. Placa ao fundo: "PLENÁRIO 20 DE SETEMBRO". Ambiente sério e formal.
Deputado Federal Sérgio Turra (PP-RS) Progressistas do Rio Grande do Sul autor do texto que amplia a jornada de trabalho para 52h semanais | Foto: Reprodução/Redes Sociais

Um grupo de deputados federais de direita, do Centrão e da extrema-direita, protocolou na Câmara uma emenda à PEC 221/2019 que muda o eixo do debate sobre o fim da escala 6x1. Em vez de reduzir a jornada e ampliar o descanso semanal em prazo curto, o texto apresentado pelo deputado Sérgio Turra, do PP do Rio Grande do Sul, condiciona a mudança a uma lei complementar, empurra sua entrada em vigor para dez anos após a promulgação e cria uma brecha para jornadas de até 52 horas por semana. Na lista oficial de apoio, a emenda aparece com 176 assinaturas confirmadas, entre elas cinco de parlamentares de Pernambuco.


A movimentação ocorre no momento em que a Comissão Especial da Câmara discute a redução da jornada semanal e o rearranjo da escala de trabalho. O relator, deputado Leo Prates, ainda negocia o formato final do parecer, enquanto setores empresariais, partidos da oposição e legendas do Centrão pressionam por transição longa, exceções setoriais e compensações tributárias para empregadores.


A emenda de Sérgio Turra fixa, como regra geral, a jornada de até oito horas diárias e 40 horas semanais. Mas o próprio texto abre uma porta para que acordos individuais ou instrumentos coletivos elevem esse limite em mais 30%. Na prática, a conta leva o teto a 52 horas semanais.


O mesmo texto determina que atividades consideradas essenciais possam permanecer com jornada máxima de 44 horas semanais. A definição dessas áreas ficaria para uma lei complementar. Entre os setores que poderiam ser enquadrados nessa categoria estão os ligados à preservação da vida, da saúde, da segurança, da mobilidade, do abastecimento, da ordem pública e da continuidade de infraestruturas críticas.


Outro ponto central da proposta é o calendário. A emenda estabelece que a mudança constitucional só entre em vigor dez anos depois da publicação. Além disso, condiciona a implementação do novo limite semanal à aprovação prévia de uma lei complementar que organizaria o cronograma de transição, regras setoriais, mecanismos de avaliação de impacto, metas de produtividade e critérios fiscais.


A proposta também inclui um pacote de compensações para empregadores. Entre elas está a redução de 50% da alíquota da contribuição para o FGTS, o que derrubaria o recolhimento de 8% para 4%. O texto ainda prevê imunidade temporária e escalonada de contribuição social sobre novos vínculos empregatícios formalizados por causa da redução da jornada, além de incentivos tributários para empresas.


A inclusão desse capítulo deslocou o centro do debate. O que começou como uma discussão sobre redução da jornada e reorganização do descanso semanal passou a incorporar renúncia de arrecadação, condicionantes econômicos e margem ampliada para negociação individual.


A PEC 221/2019, que já tramitava antes da atual onda de pressão social pelo fim da escala 6x1, previa reduzir a jornada para 36 horas semanais em dez anos. Já a PEC 8/2025, apresentada por Erika Hilton e outros deputados, propõe quatro dias de trabalho por semana, com prazo muito mais curto para adaptação.


No meio desse embate, a emenda assinada por 176 deputados não extingue de imediato a lógica do 6x1. Ao contrário. Ela preserva o regime atual até a edição de lei complementar, mantém exceções para atividades essenciais e cria margem constitucional para jornadas superiores ao novo teto de 40 horas.


A comissão especial adiou para 25 de maio a apresentação do parecer do relator. A votação do texto na comissão, segundo o cronograma informado publicamente, segue prevista para 26 de maio. Até lá, a negociação gira em torno de três pontos: prazo de transição, definição das categorias tratadas como essenciais e eventual compensação ao setor patronal.


Nos bastidores, a repercussão pública sobre a lista de apoio já produziu desgaste político. Ainda assim, a lista oficial da Câmara registra 176 apoios confirmados no documento de conferência de assinaturas relativo à Emenda nº 1 da PEC 221/2019.


Na conferência oficial de assinaturas da Câmara, cinco deputados federais de Pernambuco aparecem como apoiadores da emenda:


  • Pastor Eurico (PSDB-PE)

  • Augusto Coutinho (Republicanos-PE)

  • Clarissa Tércio (PP-PE)

  • Coronel Meira (PL-PE)


A lista abaixo reproduz os 176 nomes que constam no relatório de conferência de assinaturas da Câmara, relativo à Emenda nº 1 da PEC 221/2019, protocolada em 14 de maio de 2026:


  1. Sérgio Turra (PP-RS)

  2. Joaquim Passarinho (PL-PA)

  3. Alceu Moreira (MDB-RS)

  4. Afonso Hamm (PP-RS)

  5. Newton Cardoso Jr (MDB-MG)

  6. Alberto Fraga (PL-DF)

  7. Pedro Lupion (Republicanos-PR)

  8. Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PL-SP)

  9. Any Ortiz (PP-RS)

  10. Ana Paula Leão (PP-MG)

  11. Cobalchini (MDB-SC)

  12. Pedro Westphalen (PP-RS)

  13. Capitão Alden (PL-BA)

  14. Juarez Costa (Republicanos-MT)

  15. Dr. Zacharias Calil (MDB-GO)

  16. Arthur Oliveira Maia (União Brasil-BA)

  17. Mauricio Marcon (PL-RS)

  18. Alexandre Guimarães (MDB-TO)

  19. Fernanda Pessoa (PSD-CE)

  20. Rafael Simões (União Brasil-MG)

  21. General Girão (PL-RN)

  22. Coronel Ulysses (União Brasil-AC)

  23. Mauricio do Vôlei (PL-MG)

  24. Henderson Pinto (União Brasil-PA)

  25. Sergio Souza (MDB-PR)

  26. Lucio Mosquini (PL-RO)

  27. Tião Medeiros (PP-PR)

  28. José Rocha (União Brasil-BA)

  29. Jorge Goetten (Republicanos-SC)

  30. Vitor Lippi (PSD-SP)

  31. Pastor Eurico (PSDB-PE)

  32. Daniela Reinehr (PL-SC)

  33. Evair Vieira de Melo (Republicanos-ES)

  34. Caroline de Toni (PL-SC)

  35. Daniel Freitas (PL-SC)

  36. Rodrigo Valadares (PL-SE)

  37. Pezenti (MDB-SC)

  38. Dr. Flávio (PL-RJ)

  39. Messias Donato (União Brasil-ES)

  40. Dr. Luiz Ovando (PP-MS)

  41. Adilson Barroso (PL-SP)

  42. Augusto Coutinho (Republicanos-PE)

  43. Luisa Canziani (União Brasil-PR)

  44. Sanderson (PL-RS)

  45. Célio Silveira (MDB-GO)

  46. Toninho Wandscheer (PP-PR)

  47. Luiz Carlos Hauly (Podemos-PR)

  48. Pastor Diniz (União Brasil-RR)

  49. Delegado Paulo Bilynskyj (PL-SP)

  50. Nicoletti (PL-RR)

  51. Julia Zanatta (PL-SC)

  52. Coronel Chrisóstomo (PL-RO)

  53. Chris Tonietto (PL-RJ)

  54. Roberta Roma (PL-BA)

  55. Da Vitoria (PP-ES)

  56. Felipe Francischini (Podemos-PR)

  57. Beto Pereira (Republicanos-MS)

  58. Zé Vitor (PL-MG)

  59. Greyce Elias (PL-MG)

  60. Lafayette de Andrada (PL-MG)

  61. Padovani (PP-PR)

  62. Marcos Pollon (PL-MS)

  63. Josivaldo JP (União Brasil-MA)

  64. Bibo Nunes (PL-RS)

  65. Rodrigo da Zaeli (PL-MT)

  66. Rodolfo Nogueira (PL-MS)

  67. Dilceu Sperafico (PP-PR)

  68. Luiz Nishimori (PSD-PR)

  69. Luiz Carlos Busato (União Brasil-RS)

  70. Giovani Cherini (PL-RS)

  71. Nelson Barbudo (Podemos-MT)

  72. Zezinho Barbary (PP-AC)

  73. Bia Kicis (PL-DF)

  74. Aluisio Mendes (Republicanos-MA)

  75. Fausto Jr. (União Brasil-AM)

  76. Julio Lopes (PP-RJ)

  77. José Nelto (União Brasil-GO)

  78. Domingos Sávio (PL-MG)

  79. Marangoni (Podemos-SP)

  80. Junio Amaral (PL-MG)

  81. Marussa Boldrin (Republicanos-GO)

  82. Luiz Lima (Novo-RJ)

  83. Clarissa Tércio (PP-PE)

  84. Zé Trovão (PL-SC)

  85. Geovania de Sá (Republicanos-SC)

  86. Márcio Honaiser (Solidariedade-MA)

  87. Coronel Meira (PL-PE)

  88. João Carlos Bacelar (PL-BA)

  89. Zé Adriano (PP-AC)

  90. Simone Marquetto (PP-SP)

  91. Celso Russomanno (Republicanos-SP)

  92. Eli Borges (Republicanos-TO)

  93. Rosângela Reis (PL-MG)

  94. Marcelo Moraes (PL-RS)

  95. Ismael (PL-SC)

  96. Daniel Agrobom (PSD-GO)

  97. Gustavo Gayer (PL-GO)

  98. Hercílio Coelho Diniz (MDB-MG)

  99. Adriana Ventura (Novo-SP)

  100. Cabo Gilberto Silva (PL-PB)

  101. Mário Heringer (PDT-MG)

  102. Geraldo Mendes (União Brasil-PR)

  103. Paulo Litro (União Brasil-PR)

  104. Gilson Marques (Novo-SC)

  105. Antonio Andrade (PSDB-TO)

  106. Beto Richa (PSDB-PR)

  107. Carlos Jordy (PL-RJ)

  108. AJ Albuquerque (PP-CE)

  109. Danilo Forte (PP-CE)

  110. Vermelho (PL-PR)

  111. Paulo Azi (União Brasil-BA)

  112. Diego Coronel (Republicanos-BA)

  113. José Medeiros (PL-MT)

  114. Arnaldo Jardim (Cidadania-SP)

  115. Dr. Ismael Alexandrino (PSD-GO)

  116. Hugo Leal (PSD-RJ)

  117. Marcelo Álvaro Antônio (PL-MG)

  118. Sóstenes Cavalcante (PL-RJ)

  119. Magda Mofatto (PL-GO)

  120. Sargento Gonçalves (PL-RN)

  121. Marcel van Hattem (Novo-RS)

  122. Filipe Martins (PL-TO)

  123. Carlos Chiodini (MDB-SC)

  124. Laura Carneiro (PSD-RJ)

  125. Ricardo Salles (Novo-SP)

  126. Roberto Duarte (Republicanos-AC)

  127. Max Lemos (PDT-RJ)

  128. Hildo Rocha (MDB-MA)

  129. Coronel Fernanda (PL-MT)

  130. Pinheirinho (PP-MG)

  131. Murillo Gouvea (PSDB-RJ)

  132. Meire Serafim (União Brasil-AC)

  133. Luciano Vieira (PSDB-RJ)

  134. Pr. Marco Feliciano (PL-SP)

  135. Lucas Redecker (PSD-RS)

  136. Lincoln Portela (PL-MG)

  137. Gilberto Abramo (Republicanos-MG)

  138. Átila Lira (PP-PI)

  139. Bebeto (PP-RJ)

  140. Osmar Terra (PL-RS)

  141. Amaro Neto (PP-ES)

  142. Adriano do Baldy (PP-GO)

  143. Dr. Fernando Máximo (PL-RO)

  144. Missionário José Olimpio (PL-SP)

  145. Jorge Braz (Republicanos-RJ)

  146. Julio Arcoverde (PP-PI)

  147. Franciane Bayer (Republicanos-RS)

  148. Mauricio Neves (PP-SP)

  149. Delegado Fabio Costa (PP-AL)

  150. João Maia (PP-RN)

  151. Vinicius Carvalho (PL-SP)

  152. Luiz Fernando Faria (União Brasil-MG)

  153. Mario Frias (PL-SP)

  154. Thiago Flores (União Brasil-RO)

  155. Daniela do Waguinho (Republicanos-RJ)

  156. Zé Silva (União Brasil-MG)

  157. Dr. Jaziel (PL-CE)

  158. Glaustin da Fokus (Podemos-GO)

  159. Doutor Luizinho (PP-RJ)

  160. Aline Gurgel (União Brasil-AP)

  161. Claudio Cajado (PP-BA)

  162. Rosangela Moro (PL-SP)

  163. Rafael Fera (Podemos-RO)

  164. Eunício Oliveira (MDB-CE)

  165. Sargento Fahur (PL-PR)

  166. Diego Andrade (PSD-MG)

  167. Fernando Coelho Filho (União Brasil-PE)

  168. Ricardo Guidi (PL-SC)

  169. Luiz Gastão (PSD-CE)

  170. Fabio Garcia (União Brasil-MT)

  171. Jefferson Campos (PL-SP)

  172. Gustinho Ribeiro (PP-SE)

  173. Nikolas Ferreira (PL-MG)

  174. Renata Abreu (Podemos-SP)

  175. Fabio Schiochet (União Brasil-SC)

  176. Baleia Rossi (MDB-SP)



No discurso público, a emenda foi apresentada por seus defensores como saída de transição e adaptação econômica. Na prática legislativa, ela funciona como um freio ao modelo de redução mais rápida da jornada. Mantém o regime atual, amplia a margem de negociação, preserva setores em 44 horas e joga a implementação para depois de uma lei complementar e de um prazo de dez anos.


Para a bancada pernambucana, a assinatura dos cinco deputados coloca o estado dentro do núcleo de apoio a uma proposta que reescreve o debate nacional sobre trabalho, descanso e custo da transição. O centro da disputa deixou de ser apenas o fim da escala 6x1. Passou a ser também quem paga a conta, quando a mudança começa e qual margem o Congresso dará para manter jornadas longas sob novo texto constitucional.


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Raul Silva é jornalista e produtor de conteúdo de O estopim. Atua na cobertura de política, cotidiano e temas de interesse público com foco em apuração, contexto e impacto social.


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