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Política

Por Michael Andrade, da redação de O Estopim | Fonte: Diário de Pernambuco | domingo (19)


Prazo para realização das convenções segue até 5 de agosto e marca uma das principais etapas do calendário eleitoral.


Imagem: Reprodução
Imagem: Reprodução

Começa nesta segunda-feira (20) o período de convenções partidárias para as eleições de 2026. A etapa é considerada uma das mais importantes do calendário eleitoral, pois é durante as convenções que os partidos oficializam seus candidatos aos cargos que estarão em disputa e definem eventuais coligações.


Os partidos têm até o dia 5 de agosto para realizar as convenções e encaminhar ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) os dados dos candidatos e os respectivos números de urna. O envio das informações será feito por meio do Módulo Externo do Sistema de Candidaturas (CANDex), disponível pela internet.


Além da escolha dos candidatos, as convenções definem os números que cada concorrente utilizará nas eleições. As legendas podem manter o número utilizado no pleito anterior, assim como candidatos que disputarem novamente o mesmo cargo também podem permanecer com a numeração já adotada anteriormente.


As convenções também são o momento em que os partidos formalizam coligações para a disputa eleitoral, conforme as regras previstas na legislação.


Nas eleições de 2026, os brasileiros irão às urnas para escolher presidente e vice-presidente da República, governadores e vice-governadores, senadores, deputados federais, deputados estaduais e deputados distritais, no caso do Distrito Federal.


No âmbito estadual, os partidos definirão os candidatos aos governos estaduais, ao Senado, à Câmara dos Deputados e às Assembleias Legislativas. Já as convenções nacionais serão responsáveis pela escolha das chapas para a Presidência da República e pela definição de alianças nacionais.


Convenções nacionais já confirmadas


  • PDT: 20 de julho

  • PL: 25 de julho

  • PSD: 26 de julho

  • MDB: 27 de julho

  • Novo: 27 de julho

  • PCdoB: 30 de julho

  • PSTU: 31 de julho

  • PV: 31 de julho

  • Missão: 1º de agosto

  • PCO: 1º de agosto

  • PSB: 2 de agosto

  • PT: 2 de agosto


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Por Michael Andrade, da redação de O Estopim | quarta-feira (15)


Comunicador Renê Macedo chega à emissora para comandar duas atrações diárias que unem informação, participação popular e transmissão multiplataforma


Imagem promocional divulgada nas redes sociais da rádio Itapuama FM
Imagem promocional divulgada nas redes sociais da rádio Itapuama FM

O radialista Renê Macedo, que acumula experiência em emissoras do Recife e do interior pernambucano, inicia na próxima segunda-feira (20) uma nova fase da carreira ao integrar a equipe d Rádio Itapuama FM, em Arcoverde, onde comandará dois novos programas jornalísticos voltados à informação, à prestação de serviço e à participação da comunidade.


A chegada do comunicador marca mais um capítulo da reformulação da programação da emissora, que em dezembro completa 38 anos de atuação e amplia os investimentos no jornalismo regional com uma proposta que busca aproximar ainda mais o rádio do cotidiano dos ouvintes.


Foto: Arquivo/Pessoal
Foto: Arquivo/Pessoal

Na nova programação, Renê comandará dois programas diários. O primeiro será o Plantão A Hora do Povo, exibido às 6h da manhã, trazendo as principais notícias das últimas horas, com destaque para a cobertura policial, informações de utilidade pública e interação com os ouvintes.


Já das 11h às 13h, o comunicador estará à frente do A Hora do Povo, programa que terá como proposta aproximar ainda mais a emissora da população, reunindo entrevistas, prestação de serviço, reportagens externas, debates e espaço para que os ouvintes participem ao vivo, apresentando demandas da comunidade e acompanhando entrevistas com autoridades, representantes de órgãos públicos e especialistas em diversas áreas.


A atração também será transmitida pelo canal oficial da Itapuama FM no YouTube, ampliando o alcance da programação nas plataformas digitais.


Para Renê Macedo, a chegada à Itapuama FM representa mais do que um novo desafio profissional. Depois de atuar em emissoras da capital e do interior do estado, o comunicador afirma que agora terá a oportunidade de vivenciar de perto a realidade do Sertão e fortalecer a relação com a comunidade por meio do rádio.

"Estou muito feliz com essa oportunidade. Ao longo da minha trajetória, tive a chance de passar por várias cidades, mas agora vou viver o dia a dia da região, conhecer de perto a realidade da população e estar ainda mais próximo dos ouvintes."

Renê destaca que um dos principais objetivos dos novos programas será abrir espaço para que a população participe ativamente da programação, levando demandas, sugestões e acompanhando entrevistas sobre temas que fazem parte do cotidiano da região. Segundo ele, o rádio continua sendo um dos principais canais de diálogo entre a comunidade e os serviços públicos.


Outro fator que pesou na decisão de aceitar o convite foi a tradição construída pela Itapuama FM ao longo de quase quatro décadas de atuação no Sertão.


"Chegar a uma emissora que tem credibilidade, tradição e uma audiência consolidada na região é muito importante. Espero contribuir com um trabalho sério, próximo da comunidade e voltado à prestação de serviço."

Zalxijoane Ferreira Foto: Michael Andrade
Zalxijoane Ferreira Foto: Michael Andrade

A diretora de Jornalismo e Programação da Itapuama FM, Zalxijoane Ferreira, explica que a contratação de Renê foi resultado de um planejamento que buscava fortalecer justamente os horários da manhã, ampliando o espaço para o jornalismo e para a participação popular.



Segundo ela, o comunicador já mantinha uma relação próxima com a emissora por meio do boletim policial diário e também era bastante conhecido pelos ouvintes da região, o que facilitou a construção do novo projeto.




"Renê já era parceiro da casa e tinha uma aceitação muito forte em Arcoverde e em toda a região. Quando percebemos que ele também desejava trabalhar no Sertão, entendemos que era o momento ideal para unir essa oportunidade aos espaços que queríamos fortalecer na programação."

Zalxijoane ressalta que, embora os dois programas tenham propostas diferentes, ambos nasceram com o mesmo propósito: aproximar ainda mais a emissora da população e oferecer um serviço de utilidade pública.


O Plantão A Hora do Povo, explica, terá foco nas primeiras notícias do dia, especialmente na cobertura policial, enquanto A Hora do Povo será um espaço voltado à prestação de serviço, entrevistas, debates, reportagens externas e participação direta dos ouvintes.

"Queremos que seja, de fato, a voz da comunidade. As pessoas poderão participar ao vivo, apresentar suas demandas e acompanhar entrevistas com representantes de órgãos públicos, forças de segurança e diversos segmentos da sociedade.

Segundo a diretora, a expectativa é de que os novos programas reforcem ainda mais a audiência da emissora e consolidem o projeto de fortalecimento do jornalismo local.


Saiba como acompanhar


O Plantão A Hora do Povo será exibido de segunda a sexta-feira, às 6h, trazendo as primeiras informações do dia, com foco em notícias, prestação de serviço e cobertura policial. Acompanhe em 92,7 FM, aplicativo ou site: itapuamafm.com


Já o A Hora do Povo irá ao ar de segunda a sexta-feira, das 11h às 13h, reunindo entrevistas, reportagens, participação popular, prestação de serviço e os principais assuntos que movimentam Arcoverde e toda a região. Acompanhe em 92,7 FM, aplicativo ou site: itapuamafm.com e através da transmissão pelo canal da emissora no YouTube


Os novos programas terão produção de Zalxijoane Ferreira e Renê Macedo, direção geral de João Ferreira e reportagens externas de Tiago Rezende.


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Queda de 0,24% em junho não devolve preços ao patamar anterior; cesta, cidade, renda e memória do orçamento ajudam a explicar a diferença.


Por Vitória Régis para O estopim Economia | Cobertura Especial das Eleições 2026

16 de julho de 2026



Consumidor observa preços dos alimentos em supermercado após queda mensal no IPCA
Consumidor observa preços dos alimentos em supermercado após queda mensal no IPCA | Foto: Reprodução

O grupo Alimentação e bebidas do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, o IPCA, recuou 0,24% em junho. A queda registrada pelo IBGE, no entanto, contrasta com a experiência relatada nas compras: 66% dos entrevistados pela Genial/Quaest disseram ter percebido alta nos preços dos alimentos no último mês. Outros 23% afirmaram que os preços ficaram iguais, 9% notaram queda e 2% não souberam responder.  


A pesquisa ouviu presencialmente 2.004 brasileiros com 16 anos ou mais, entre 10 e 13 de julho. A amostragem passou por 120 municípios, e a margem de erro estimada é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. Os percentuais sobre alimentos aparecem no gráfico da página 50 do relatório.


A expressão “deflação dos alimentos” descreve apenas a comparação entre junho e maio. Ela não significa que o supermercado voltou a cobrar os valores de meses ou anos anteriores.


Em maio, o grupo Alimentação e bebidas havia subido 1,33%. No mês seguinte, recuou 0,24%. Considerados os dois movimentos sucessivos, o nível médio do grupo terminou junho cerca de 1,09% acima do observado no fim de abril.


Em um exemplo apenas didático, uma cesta média que custasse R$ 100 no fim de abril passaria a aproximadamente R$ 101,33 depois da alta de maio. Com a queda de junho, custaria perto de R$ 101,09. Houve redução no último mês, mas o preço continuou acima do ponto de partida.


Também não houve deflação geral na economia. O IPCA completo avançou 0,16% em junho, puxado por outros grupos, enquanto Alimentação e bebidas exerceu impacto negativo de 0,05 ponto percentual sobre o índice.


O IPCA mede a variação média de uma cesta de produtos e serviços. Cada item recebe um peso relacionado à participação que ocupa no orçamento das famílias, com base na Pesquisa de Orçamentos Familiares do IBGE.


Essa cesta média não é igual às compras de todas as pessoas. Uma família que consome mais carnes, café ou frutas enfrenta uma combinação de preços. Outra, que compra mais feijão, batata, produtos industrializados ou refeições prontas, enfrenta outra.


O próprio IBGE explica que o índice pessoal de inflação pode ficar acima ou abaixo do IPCA, conforme os produtos consumidos, a renda e a composição da família.


É nessa diferença que a percepção registrada pela Genial/Quaest ganha sentido. Os entrevistados não foram convidados a calcular uma média estatística. Eles responderam a partir das compras, das embalagens, dos estabelecimentos e do dinheiro disponível em seu cotidiano.


A redução de 0,24% também não foi uniforme. A alimentação dentro do domicílio caiu 0,39%, influenciada pelos recuos do café moído, de 3,72%, das frutas, de 1,58%, e das carnes, de 0,64%.


Ao mesmo tempo, o feijão-carioca subiu 8,31% e a batata-inglesa avançou 3,57%. A alimentação fora de casa continuou aumentando, embora em ritmo menor, com alta de 0,15% em junho.


Uma família que concentrou as compras nos produtos que subiram pode ter enfrentado aumento, mesmo com a média do grupo em queda. Promoções, mudança de marcas, redução de embalagens e substituição de produtos também alteram a experiência dentro do mercado.


O consumidor costuma comparar o valor total da compra com o que pagava meses atrás, e não apenas com a compra imediatamente anterior.


Além disso, alimentos básicos ocupam uma parcela maior da renda das famílias mais pobres. Pequenos aumentos em itens comprados com frequência podem ser percebidos com mais intensidade do que quedas em produtos consumidos ocasionalmente.


Por isso, desaceleração significa que os preços estão subindo mais devagar. Deflação mensal significa que houve uma pequena queda em relação ao mês anterior. Nenhuma das duas expressões significa, por si só, que os preços voltaram a ser baixos.


O IBGE e os consumidores não estão, necessariamente, em contradição.


O IPCA informa quanto variou uma cesta média entre dois períodos. A pesquisa de percepção informa como as pessoas avaliaram os preços encontrados nos locais onde compraram.


O risco é transformar uma queda mensal pequena em afirmação de que “os alimentos ficaram baratos”, ou tratar a percepção dos entrevistados como prova de que o índice oficial está errado. Nenhuma das duas conclusões é sustentada pelos dados disponíveis.


O que acontece agora?


O próximo IPCA, referente a julho, está previsto para 11 de agosto. O resultado mostrará se a queda de junho continuou ou foi apenas uma oscilação mensal.


O relatório fornecido não informa quando haverá uma nova rodada da pergunta sobre percepção dos preços dos alimentos.


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Vitória Régis é editora de O estopim Economia e cobre economia, mercados e educação financeira com atenção ao impacto social das decisões econômicas. Seu trabalho prioriza linguagem acessível, rigor na leitura de dados e efeitos sobre a renda das famílias.

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