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Mundo

Por Michael Andrade, da redação de O Estopim | Fonte: Agência Brasil | domingo (19)


Ataques atingem instalação nuclear iraniana em construção, enquanto Teerã amplia ofensiva contra bases e interesses militares dos Estados Unidos na região.


Imagem: Divulgação
Imagem: Divulgação

A escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã ganhou um novo capítulo neste domingo (19), com ataques de ambos os lados que ampliam a tensão no Oriente Médio. Enquanto os Estados Unidos intensificaram a ofensiva militar contra alvos iranianos, o Irã respondeu com novos ataques a instalações militares ligadas aos norte-americanos em países da região.


Segundo a Organização de Energia Atômica do Irã (AEOI), uma instalação nuclear em construção na cidade de Darkhoveyn, no sudoeste do país, foi atingida durante a madrugada deste domingo, no horário local. Em nota, o órgão classificou a ação como um “ataque terrorista injustificável” contra um projeto considerado estratégico para o desenvolvimento científico iraniano.


Até o momento, o governo dos Estados Unidos não comentou oficialmente a acusação.


A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), vinculada à Organização das Nações Unidas (ONU), informou que apura os relatos sobre o ataque.


Segundo o órgão, a instalação ainda estava em fase inicial de construção e não continha material nuclear na última inspeção realizada pela agência, o que, segundo a entidade, afasta riscos radiológicos imediatos. A AIEA voltou a defender moderação militar nas proximidades de instalações nucleares.


Sem mencionar diretamente o caso de Darkhoveyn, o Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM) informou ter realizado a oitava sequência de ataques contra alvos iranianos desde a retomada das hostilidades. De acordo com os militares norte-americanos, foram atingidas instalações de vigilância costeira, sistemas de defesa aérea, estruturas marítimas e depósitos de mísseis e drones.


O governo iraniano afirma que os recentes


bombardeios norte-americanos atingiram também infraestrutura civil, incluindo hospitais, pontes e estruturas de monitoramento do tráfego marítimo. Segundo autoridades do país, ao menos 57 pessoas morreram nas novas ofensivas.


Em resposta, o Irã ampliou os ataques contra instalações militares ligadas aos Estados Unidos na região. O governo do Kuwait informou que unidades de geração de energia e dessalinização de água foram atingidas pela segunda vez em dois dias.


Também foram registrados ataques contra bases militares norte-americanas no Bahrein e na Jordânia.


Segundo autoridades locais, pelo menos dois militares dos Estados Unidos morreram durante as ações.


O Exército iraniano confirmou ataques contra a base militar de al-Adiri, no Kuwait, afirmando que a operação foi uma resposta aos bombardeios norte-americanos contra infraestrutura civil iraniana.


Já a Jordânia informou ter interceptado três dos quatro mísseis iranianos que cruzaram seu espaço aéreo neste domingo. O quarto projétil caiu em uma área desabitada, sem provocar vítimas ou danos materiais.


O Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) também informou ter interceptado dois drones norte-americanos do modelo MQ-9 Reaper. Além disso, a Marinha da Guarda Revolucionária afirmou ter impedido a passagem de quatro embarcações pelo Estreito de Ormuz, região estratégica para o comércio internacional de petróleo.


A intensificação dos confrontos ocorre em meio às acusações mútuas de descumprimento do memorando de entendimento firmado anteriormente entre Estados Unidos e Irã, aumentando as preocupações da comunidade internacional com a possibilidade de uma ampliação do conflito na região.


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Por Michael Andrade, da redação de O Estopim Fonte: GE | quarta-feira (15)


Atual campeã mundial busca o tetracampeonato diante da Espanha, que tenta conquistar o segundo título de sua história


Foto: Divulgação SBT
Foto: Divulgação SBT

A final da Copa do Mundo de 2026 está definida. Espanha e Argentina disputarão o título mundial no próximo domingo (19), às 16h (horário de Brasília), no MetLife Stadium, em Nova Jersey, nos Estados Unidos. O confronto reunirá duas seleções campeãs do mundo que fizeram campanhas consistentes ao longo da competição e chegam à decisão como favoritas ao título.


A Espanha foi a primeira a garantir vaga na final ao derrotar a França por 2 a 0, na última terça-feira (14), em Dallas. Já a Argentina confirmou a classificação nesta quarta-feira (15), ao vencer a Inglaterra por 2 a 1, de virada, em uma semifinal marcada pela intensidade e pela reação da equipe comandada por Lionel Scaloni.


Atual campeã mundial, a Argentina chega à sua sétima decisão de Copa do Mundo e buscará o quarto título da história. Já a Espanha tentará levantar a taça pela segunda vez, repetindo o feito conquistado na África do Sul, em 2010.


Inglaterra saiu na frente, mas Argentina reagiu


A semifinal começou equilibrada, com poucas oportunidades claras de gol durante a primeira etapa.


Logo no início do segundo tempo, porém, a Inglaterra abriu o placar. Aos nove minutos, Gordon aproveitou cruzamento de Rogers e colocou os ingleses em vantagem.


A resposta argentina foi imediata. A equipe passou a controlar completamente as ações ofensivas, pressionando a defesa inglesa em busca do empate. A insistência foi recompensada aos 40 minutos, quando Enzo Fernández acertou um forte chute da entrada da área e deixou tudo igual no placar.


Mesmo após o empate, a Argentina manteve a pressão. Já nos acréscimos, Lionel Messi recebeu pela direita, avançou até a linha de fundo e cruzou para Lautaro Martínez completar para o gol, decretando a virada e garantindo a classificação para mais uma final de Copa do Mundo.


Messi volta a decidir


Embora não tenha marcado nas duas últimas partidas, Lionel Messi voltou a ser decisivo para a seleção argentina. O camisa 10 participou diretamente das duas jogadas que resultaram nos gols da classificação, comandando a equipe nos momentos mais importantes da partida.


A atuação reforça o papel de liderança exercido pelo craque ao longo da campanha argentina, que busca manter a hegemonia iniciada com o título conquistado no Mundial de 2022.


Do lado inglês, a eliminação representa mais uma frustração para uma geração considerada uma das mais talentosas da história recente do país. Nomes como Harry Kane e Jude Bellingham tiveram atuação discreta e pouco conseguiram produzir diante da forte marcação argentina.


Final reúne duas campeãs mundiais


A decisão promete colocar frente a frente duas escolas tradicionais do futebol mundial. A Argentina chega embalada pela força do seu conjunto e pela experiência de jogadores como Messi, Lautaro Martínez, Enzo Fernández e Julián Álvarez.


A Espanha, por sua vez, aposta no futebol coletivo e na renovação de seu elenco, liderado por jovens talentos como Lamine Yamal, Nico Williams e Pedri, além da experiência de atletas que disputam as principais competições da Europa.


O duelo também marca o encontro entre as duas seleções que apresentaram um dos futebol mais consistentes da competição, aumentando a expectativa para uma final equilibrada.


Disputa pelo terceiro lugar


Antes da decisão, França e Inglaterra voltam a campo para disputar o terceiro lugar da Copa do Mundo.


A partida será realizada no sábado (18), às 18h (horário de Brasília).


Final da Copa do Mundo 2026

Data: domingo (19)

Horário: 16h (horário de Brasília)

Local: MetLife Stadium, Nova Jersey, Estados Unidos

Onde assistir: TV Globo, Globoplay, ge tv e SporTV.



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Por Michael Andrade, da redação de O Estopim Fonte: CNN Brasil e Nature Astronomy | terça-feira (14)


Molécula foi identificada em uma nuvem próxima ao centro da Via Láctea e pode ajudar cientistas a entender como compostos essenciais para a vida chegaram à Terra.


Foto: Izaskun Jimenez-Serra/Divulgação
Foto: Izaskun Jimenez-Serra/Divulgação

Uma descoberta inédita pode ajudar a esclarecer uma das maiores perguntas da ciência: como surgiram os ingredientes necessários para o desenvolvimento da vida na Terra. Astrônomos identificaram, pela primeira vez, um açúcar verdadeiro no espaço interestelar.


A molécula, chamada eritrulose, foi encontrada em uma nuvem de gás e poeira próxima ao centro da Via Láctea. O estudo, publicado na revista científica Nature Astronomy, aponta que se trata do açúcar mais complexo já detectado fora do Sistema Solar.


Segundo os pesquisadores, a descoberta fortalece a hipótese de que moléculas fundamentais para a vida podem ter sido formadas no espaço e transportadas para planetas por asteroides e cometas durante a formação dos sistemas planetários, há bilhões de anos.


O que foi descoberto?


A eritrulose possui quatro átomos de carbono e é considerada um “açúcar verdadeiro” porque atende aos critérios químicos que diferenciam esse tipo de composto de moléculas mais simples.


Até então, cientistas haviam identificado apenas compostos semelhantes aos açúcares, como o glicolaldeído, que possui apenas dois átomos de carbono e não é classificado como um açúcar verdadeiro.


A identificação foi possível graças à comparação da assinatura espectroscópica da molécula — uma espécie de impressão digital química — com dados obtidos pelos radiotelescópios Yebes 40 metros e IRAM 30 metros.


Por que a descoberta é importante?


Os pesquisadores acreditam que a eritrulose tenha se formado sobre pequenos grãos de poeira presentes no espaço interestelar, a partir de moléculas mais simples.


Posteriormente, esse material poderia ter sido incorporado a cometas e asteroides durante a formação de sistemas planetários, levando compostos orgânicos para planetas jovens, como ocorreu com a Terra há cerca de 4 bilhões de anos.


Essa hipótese é considerada uma das principais explicações para a origem dos ingredientes químicos que deram início às primeiras formas de vida.


Relação com o DNA e o RNA


Segundo os autores do estudo, a eritrulose pode ter servido como matéria-prima para a formação dos primeiros ácidos nucleicos, moléculas que deram origem ao DNA e ao RNA.


Experimentos realizados anteriormente já demonstraram que nucleotídeos — os blocos fundamentais do RNA — podem ser produzidos a partir de misturas contendo açúcares como a eritrulose.


Além disso, essa molécula pode se transformar naturalmente em outros açúcares importantes, incluindo compostos relacionados à ribose, que integra a estrutura do RNA.


Próximo objetivo: encontrar a ribose


Agora, os cientistas pretendem buscar moléculas ainda mais complexas no espaço, especialmente a ribose, um açúcar formado por cinco átomos de carbono e considerado um dos componentes essenciais do RNA.


Segundo Anthony Remijan, astrofísico do Observatório Green Bank, nos Estados Unidos, encontrar a ribose seria um dos maiores avanços da astroquímica moderna, pois ajudaria a compreender como os blocos fundamentais da vida podem surgir naturalmente no Universo.


Para os pesquisadores, a descoberta da eritrulose demonstra que compostos orgânicos cada vez mais complexos podem ser produzidos no espaço, reforçando a possibilidade de que processos semelhantes ao que ocorreu na Terra também possam acontecer em outros sistemas planetários.


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