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Cultura

Por Michael Andrade, da redação de O Estopim | quarta-feira (15)


Município participa da maior feira de artesanato da América Latina com estande, oficinas e apresentações de artistas locais


Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

Arcoverde participa da 26ª edição da Feira Nacional de Negócios do Artesanato (Fenearte), realizada no Centro de Convenções de Pernambuco, em Olinda, levando ao público um pouco da cultura, do artesanato, da gastronomia e dos atrativos turísticos do município.


A participação é coordenada pela Prefeitura de Arcoverde, por meio das secretarias de Cultura e de Desenvolvimento Econômico. Segundo a gestão municipal, o estande reúne peças produzidas por artesãos locais, trabalhos da Casa do Artesão, produtos do Centro de Gastronomia e a tradicional carraspana, um dos sabores mais conhecidos da culinária sertaneja.


Além da exposição, o espaço conta com uma programação cultural que reúne oficinas e apresentações de artistas e grupos tradicionais de Arcoverde ao longo da feira.


Na última segunda-feira (13), o mestre e Patrimônio Vivo de Pernambuco, Assis Calixto, ministrou uma oficina sobre a produção artesanal de tamancos, uma das tradições culturais preservadas no município.


Nesta terça-feira (14), o público acompanhou a apresentação do Samba de Coco Eremin, seguida de um cortejo pelos corredores da Fenearte para divulgar o estande de Arcoverde.


A programação segue na sexta-feira (17), com uma nova oficina de tamancos conduzida pelo mestre Assis Calixto e apresentação do Samba de Coco Raízes.


O encerramento da participação do município acontece no domingo (19), com apresentação do Grupo Coco Trupe de Arcoverde, seguida de um cortejo cultural pelos espaços da feira.


De acordo com a Prefeitura de Arcoverde, a participação na Fenearte tem como objetivo ampliar a visibilidade dos artistas, artesãos e empreendedores locais, além de fortalecer a economia criativa, incentivar o turismo e divulgar a identidade cultural do município.


Considerada a maior feira de artesanato da América Latina, a Fenearte reúne expositores de diversas regiões do Brasil e de outros países, consolidando-se como uma das principais vitrines da cultura popular, do artesanato e da economia criativa.


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Por Michael Andrade, da redação do Portal O Estopim | Fontes: Netflix, Repórter Brasil, Tribunal de Justiça do Pará e Agência Brasil | terça-feira (14)


Dirigido por Ana Aranha, filme acompanha sobreviventes da chacina que matou dez trabalhadores rurais no Pará e revela a longa busca por responsabilização dos envolvidos.


Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

O documentário “Pau D’Arco”, dirigido pela jornalista e cineasta Ana Aranha, está disponível na Netflix desde quinta-feira (25 de junho). A produção acompanha, ao longo de sete anos, a luta de sobreviventes e advogados por justiça após uma das chacinas rurais mais graves da história recente do Brasil.


O filme reconstrói os acontecimentos de 24 de maio de 2017, quando dez trabalhadores rurais sem-terra, nove homens e uma mulher, foram mortos durante uma operação conjunta das polícias Civil e Militar na Fazenda Santa Lúcia, no município de Pau D’Arco, no sul do Pará.


A narrativa acompanha especialmente Fernando dos Santos Araújo, sobrevivente e principal testemunha do caso, e o advogado José Vargas. O documentário mostra não apenas a disputa judicial, mas também as ameaças, pressões e obstáculos enfrentados por quem tentou romper o silêncio em torno do episódio.


Fernando deixou o Programa de Proteção a Vítimas e Testemunhas e retornou à Fazenda Santa Lúcia. Em janeiro de 2021, foi assassinado com um tiro na nuca no lote onde vivia. Sua morte ampliou as preocupações sobre a segurança das testemunhas e sobre possíveis tentativas de impedir o esclarecimento completo da chacina.


Sete anos de acompanhamento


Produzido pela Repórter Brasil e pela Amana Cine, em coprodução com a RioFilme, o longa acompanha os personagens por sete anos e reúne depoimentos, registros da investigação e cenas do cotidiano dos trabalhadores rurais. A obra apresenta indícios de tentativas de encobrimento e expõe como conflitos fundiários, violência policial e concentração de terras se cruzam na Amazônia paraense.


Ao colocar as vítimas no centro da narrativa, o documentário evita transformar a chacina apenas em uma sucessão de números. O filme revela projetos de vida interrompidos, a busca pelo direito à terra e o impacto da violência sobre famílias e comunidades inteiras.


O título internacional usado pela Netflix é “Paid in Blood”. Na descrição da plataforma, a produção é apresentada como a história de um sobrevivente de um massacre policial e de um advogado que enfrentam uma batalha perigosa para denunciar um possível encobrimento e buscar justiça.


Policiais serão levados a júri popular


Em maio de 2026, o Tribunal de Justiça do Pará manteve a decisão que determina que os 16 policiais civis e militares réus no processo respondam a júri popular por homicídio. A medida representou um avanço no caso, que permaneceu por anos sem julgamento dos acusados.


As investigações relacionadas aos possíveis mandantes do crime, porém, foram encerradas sem responsabilizações. O processo contra os policiais apontados como executores avançou lentamente, enquanto familiares, sobreviventes e organizações de direitos humanos continuaram cobrando respostas do Estado.

A estreia do filme em uma plataforma de alcance internacional amplia a visibilidade do caso justamente no momento em que o processo judicial entra em uma nova etapa. Para os realizadores e movimentos que acompanham a chacina, a circulação do documentário também ajuda a manter a atenção pública sobre a segurança das testemunhas e sobre a realização do julgamento.


Violência no campo e disputa pela memória


Mais do que reconstituir um episódio ocorrido em 2017, “Pau D’Arco” discute a permanência da violência no campo brasileiro e a dificuldade de responsabilizar agentes públicos envolvidos em mortes durante conflitos por terra.


O documentário também disputa a memória do caso. Em vez de aceitar versões oficiais que inicialmente trataram as mortes como consequência de um confronto, o filme acompanha os relatos dos sobreviventes e as evidências reunidas por investigadores, advogados e organizações de direitos humanos.


Assistir a “Pau D’Arco” é compreender que a luta por terra, justiça e proteção às testemunhas não terminou. A chegada do documentário à Netflix amplia o alcance dessa história e transforma o cinema em uma forma de preservar a memória das vítimas e pressionar para que o caso não termine em impunidade.


A campanha ligada ao filme utiliza a mensagem #JustiçaPraPauDArco para incentivar o público a assistir, indicar e compartilhar a produção.


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or Michael Andrade, da redação do Portal O Estopim | Fontes: Metrópoles, Billboard, Official | domingo (12)


Um álbum para ouvir - e para interpretar

Embora seja impulsionado por batidas inspiradas na música eletrônica, no house e na dance music, Confessions II reserva espaço para algumas das letras mais confessionais da carreira de Madonna.


Foto: Divulgação
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Ao longo das 16 faixas, a cantora aborda temas como maternidade, liberdade, espiritualidade, perdas, sexualidade, amadurecimento, relacionamentos, identidade e memória, transformando experiências pessoais em narrativas universais.


I Feel So Free


Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

Faixa de abertura do álbum e primeiro single lançado, em 18 de abril, I Feel So Free funciona como um convite para a pista de dança. Durante cerca de cinco minutos, Madonna apresenta esse espaço como um verdadeiro santuário, onde liberdade, música e conexão coletiva ocupam o centro da narrativa.


Good For The Soul


Sem abandonar a atmosfera dançante, Good For The Soul assume um tom mais espiritual. A letra valoriza gestos simples, como respirar, dançar e aproveitar a vida. A mensagem ganha ainda mais significado após a grave infecção bacteriana que levou Madonna à internação em uma UTI, em 2023.


One Step Away


Inspirada nos primeiros anos da cantora em Nova York, One Step Away presta homenagem aos clubes LGBTQIA+, que ofereceram acolhimento quando ela chegou à cidade no início da década de 1980. A música celebra esses espaços como ambientes de liberdade, respeito e expressão.


Bring Your Love


Foto: Divulgação
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Na parceria com Sabrina Carpenter, Madonna reúne duas gerações do pop em uma reflexão sobre autenticidade artística. A faixa aborda os desafios e os sacrifícios necessários para permanecer fiel à própria identidade ao longo da carreira.


Danceteria


Em Danceteria, Madonna revisita os anos 1980 e relembra as noites passadas na boate que inspirou o título da música. A faixa é marcada pela nostalgia e reforça a ligação da artista com a cultura das pistas de dança que ajudaram a construir sua trajetória.


Foto: Divulgação
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Read My Lips


Ao lado do colombiano Feid, Madonna narra uma relação marcada por manipulação, mentiras e egoísmo. A letra descreve um parceiro que precisa estar no centro de todas as situações e evita assumir responsabilidades pelos próprios atos.


Foto: Divulgação
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Everything


Depois de abrir caminho para a celebração, Everything contrapõe o espírito das pistas à mudança de comportamento das novas gerações. Na canção, Madonna demonstra incômodo com uma sociedade que prefere permanecer em casa e relembra a intensidade da vida noturna que marcou sua juventude nos anos 1980.


Love Sensation


Nesta faixa, o amor aparece como uma força capaz de ampliar ainda mais a sensação de liberdade. Madonna compara o sentimento a uma espécie de vício do qual não deseja abrir mão, mantendo o clima otimista do álbum.


Love Without Words


Em homenagem à música eletrônica, Love Without Words reúne referências ao house, ao trance e ao techno. A cantora propõe uma celebração em que a comunicação acontece por meio do corpo e da dança, dispensando as palavras.


Bizarre


Na colaboração com Martin Garrix, a produção ganha sonoridade mais intensa para acompanhar uma letra sobre o lado imprevisível do amor. A menção a um “astro de cinema com olhos azuis profundos” despertou interpretações de que a canção faz referência ao relacionamento de Madonna com Sean Penn.


Foto: Divulgação
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School


Com vocais suaves que remetem ao período de Erotica (1992), Madonna mistura sensualidade e curiosidade em uma narrativa de autodescoberta. A artista afirma que continua aberta a aprender e experimentar coisas novas, em uma faixa marcada pela tensão e pelo desejo.


Fragile


Um dos momentos mais emocionantes do disco. Em Fragile, Madonna presta homenagem ao irmão Christopher Ciccone, morto em 2024. A cantora relembra a infância dos dois e aborda os desafios enfrentados por ele como homem gay, transformando o luto em uma das passagens mais íntimas do álbum.


My Sins Are My Savior


A introdução em francês prepara o encontro entre Madonna e Stromae. A música transforma erros e pecados do passado em símbolos de amadurecimento, força e autoconhecimento, reforçando a mensagem de evolução presente no álbum.


Betrayal


Inspirada na perda da mãe quando tinha apenas cinco anos e na relação difícil com a madrasta, Joan Ciccone, Betrayal aborda sentimentos de abandono, mágoa e traição, trazendo um dos relatos mais pessoais de Confessions II.


The Test


Foto: Divulgação
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Pela primeira vez na carreira, Madonna divide uma música com a filha mais velha, Lola Leon. Em The Test, mãe e filha refletem sobre os desafios de crescer sob os holofotes. Enquanto Madonna fala sobre a experiência de criar uma filha em meio à fama, Lola responde com uma declaração de amor, tornando a faixa um dos momentos mais íntimos de Confessions II.


L.E.S Girl


Responsável por encerrar o álbum, L.E.S Girl leva Madonna de volta aos primeiros anos em Nova York. A sigla faz referência ao Lower East Side, bairro onde viveu antes de alcançar o sucesso mundial. A canção funciona como uma despedida que revisita as origens da artista, encerrando o disco com um olhar para o passado.


Foto: Divulgação
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Ao revisitar sua trajetória aos 67 anos, Madonna não apenas celebra a pista de dança, mas também convida o público a percorrer cada capítulo de sua história por meio das canções.


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